quinta-feira, 26 de novembro de 2009

LIÇÃO 9 – A RESTAURAÇÃO ESPIRITUAL DE DAVI




Igreja Evangélica Assembléia de Deus – Recife / PE
Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais
Pastor Presidente: Aílton José Alves
Av. Cruz Cabugá, 29 – Santo Amaro – CEP. 50040 – 000 Fone: 3084 1524

LIÇÃO 9 – A RESTAURAÇÃO ESPIRITUAL DE DAVI

INTRODUÇÃO

Nesta lição iremos aprender e compreender que, o caminho da restauração na vida de Davi se fez necessário. Ha momentos na vida do cristão em que esta restauração também é indispensável. Porém alguns requisitos são importantes para este processo, dentre eles estão : o arrependimento, a confissão e o abandono do pecado. A Bíblia nos mostra a importância desta restauração espiritual. Davi expressou o arrependimento: “Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias.” (Sl 51:1)

I – O QUE É RESTAURAÇÃO?

No dicionário de Aurélio nos mostra que é “o ato ou efeito de restaurar”, “recuperação” e “restabelecimento”. Também no grego “apokatastasis”, formado de “apo”, “para trás, de novo”, “Kathistemi,” “pôr em ordem”, estabelecer em ordem”, é usado em At 3:21 (restauração). Concernente a Israel em seu futuro estado regenerado. Nos papiros, é usado para se referir a uma cela do templo de uma deusa, a um “conserto” de estrada pública, á “restauração” de bens a seus donos legítimos, a um “balanço” de contas.

II – O CAMINHO DA RESTAURAÇÃO PELO ARREPENDIMENTO

Davi precisou de se arrepender do seu pecado. A Bíblia nos mostra a importância do arrependimento, ( Dt. 30:10; II Rs 17 13; Jr 8:6; Ez 14:56;18:30). “Na verdade que, depois que me converti, tive arrependimento; e depois que fui instruído, bati na minha coxa; fiquei confuso, e também me envergonhei; porque suportei o opróbrio da minha mocidade.” (Jr 31:19) Davi estava verdadeiramente arrependido por ter cometido adultério com Bate Seba e por mandar assassinar o marido dela para encobrir o fato. Porém quando ele confessa, encontra misericórdia de Deus, porque aquele que segue ao Senhor deve ter o temor de obedecer : “Se temerdes ao Senhor, e o servirdes, e derdes ouvidos à sua voz, e não fordes rebeldes ao mandado do Senhor, assim vós, como o rei que reina sobre vós, seguireis o Senhor vosso Deus.” ( I Sm 12:14)

III – O CAMINHO DA RESTAURAÇÃO PELA CONFISSÃO

A Bíblia nos mostra que sem arrependimento não há remissão de pecados, portanto a confissão é a porta para o arrependimento. “E a descendência de Israel se apartou de todos os estrangeiros, e puseram-se em pé, e fizeram confissão pelos seus pecados e pelas iniqüidades de seus pais.” (Ne 9:2) A confissão e o arrependimento ajudam a curar a ferida. O arrependimento é uma mudança de mente e disposição para abandonar o pecado, envolvendo em senso de culpa e desamparo, apreensão da misericórdia de Deus, um forte desejo de escapar ou ser salvo do pecado, e abandono voluntário. A confissão de Davi é premiada como misericórdia, “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia.” (Pv. 28:13). A Bíblia nos mostra o perdão pela confissão: “ Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça”. (I Jo 1:9). O apóstolo João trata a mentira e a sua progressão entre aqueles que tiveram um encontro com Jesus:

 “Se dissermos que temos comunhão com ele, e andarmos em trevas, mentimos, e não praticamos a verdade.”(I Jo 1:6) As pessoas que estão em nossa volta tem comunhão com Deus, mas a forma de viver não corresponde como as nossas palavras. Andamos em trevas, e isso não corresponde a praticar a mentira.
 “Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós.” ( I Jo 1:8) Após mentirmos as pessoas que nos cercam, estamos mentindo a nós mesmos.

 “Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.” ( I Jo 1:10) Quando tentamos mentir para Deus, fazemos-nos dele mentiroso, o qual testifica da pecaminosidade do homem . (Mt 6:23 b). Se nós erramos, precisamos do seu perdão para caminhar.

IV – O CAMINHO DA RESTAURAÇÃO PELO ABANDONO DO PECADO

Deus respondeu à oração de Davi. Voltava à paz com seu Pai celestial. O Salmo 32 mostra os resultados desse relacionamento restaurado: “Bem aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto. Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa maldade, e em cujo espírito não há engano. Quando eu guardei silêncio, envelheceram os meus ossos pelo meu bramido em todo o dia. Porque de dia e de noite a tua mão pesava sobre mim; o meu humor se tornou em sequidão de estio. Confessei-te o meu pecado, e a minha maldade não encobri. Dizia eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a maldade do meu pecado.” (Sl 32:2-5) Embora Davi merecesse claramente a pena de morte (Lv 20:10;24:17), o Senhor perdoou-o por ter demonstrado arrependimento e remorso. Até mesmo no Antigo Testamento podemos ver a graça de Deus resplandecer no relacionamento dos seus filhos.(Jr 18:8) Essa experiência de Davi com o Senhor ressalta a graça divina como nenhuma outra passagem veterotestamentária. Os erros de Davi sempre se relacionam com a falha em não consultar a vontade de Deus; em vez disso, sua restauração estava sempre ligada ao ato de renovar a comunicação com Deus. “O meu coração está dolorido dentro de mim, e terrores da morte caíram sobre mim”.( Sl 55:4)

V – A IMPORTÂNCIA DA BÍBLIA PARA RESTAURAÇÃO ESPIRITUAL

Princípios de vida para o homem de Deus hoje:
 Nunca confie no sucesso do passado como um seguro contra falhas no futuro – Alguns cristãos confiam na sua auto- suficiência, porém o servo de Deus, deve confiar seus fundamentos em Deus. Davi teve grande êxito na sua trajetória de vida, portanto o apóstolo Paulo nos adverte: “ Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia.” ( I Co 10:12)
 Evitar a ociosidade e a iniqüidade – Devemos ter nosso momento de lazer, porém estar atentos, sempre observando a Palavra de Deus. “Eis que esta foi a iniqüidade de Sodoma, tua irmã: Soberba, fartura de pão, e abundância de ociosidade teve ela e suas filhas; mas nunca fortaleceu a mão do pobre e do necessitado.”(Ez 16:49)

 Lembrar que os homens bem sucedidos são normalmente muito vulneráveis a distorções em sua vida sexual – Davi não foi cuidadoso em relação aos sentimentos , desprezando os valores éticos e morais. “Então enviou Davi mensageiros, e mandou trazê-la; e ela veio, e ele se deitou com ela (pois já estava purificada da sua imundícia); então voltou ela para sua casa.” ( I Sm 11:4)
 O Cuidado para não desenvolver um estilo de vida sensual – O nosso adversário está bramando com um leão para quem possa tragar. “ Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar;” ( I Pe 5:8 )

 Não permita que a tentação se transforme em pecado. “Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela.” ( Mt. 5:28)

 Nunca tente encobrir ou esconder o pecado. A consciência de Davi fez com que ele confessasse o seu pecado.“ Porque eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim.” (Sl 51:3)
 Admita o pecado imediatamente e confesse. Davi admitiu o seu pecado e recorreu a Deus, confessando e pedindo perdão pelo erro. “ Purifica-me com hissope, e ficarei puro; lava-me, e ficarei mais branco do que a neve.” (Sl 51:7)

 Não abuse da graça de Deus. Deus é amor , porém o homem dará conta de seus atos cometidos. Davi pediu a misericórdia de Deus.“Tem misericórdia de mim, ó Deus, tem misericórdia de mim, porque a minha alma confia em ti; e à sombra das tuas asas me abrigo, até que passem as calamidades.” (Sl 57:1) “Porquanto, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu.” (Rm 1:21)

 Quanto maior a responsabilidade, maior a necessidade de prestar contas.- Davi tinha uma responsabilidade muito grande no seu ministério, porém o seu erro refletiu diante do povo. “ Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna.”( Gl 6:7-8)

 Confesse o pecado e tome uma atitude correta. - Davi fez a sua confissão perante o Senhor, reconhecendo o seu erro.
“Contra ti, contra ti somente pequei, e fiz o que é mal à tua vista, para que sejas justificado quando falares, e puro quando julgares.” ( Sl 51:4) “Portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus.” ( Mt 10:32)

 Tiago irmão de Jesus nos mostra a importância da confissão – Tiago afirma neste texto que Cristo tornou possível recebermos o perdão pela confissão . “Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis. A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos.” ( Tg 5:16)

CONCLUSÃO

Aprendemos nesta lição a importância da restauração espiritual de Davi. Ele reconheceu o seu erro e pediu a misericórdia de Deus sobre a sua vida. “Esconde a tua face dos meus pecados, e apaga todas as minhas iniqüidades. Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito reto. Não me lances fora da tua presença, e não retires de mim o teu Espírito Santo. Torna a dar-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário.”( Sl 51:9-12) Em nossos dias os servos de Deus precisam reconhecer os seus erros e ter um melhor relacionamento com Deus, assim obedecendo os seus estatutos e aguardando a sua Palavra. “Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti.”(Sl 119:11)

REFERÊNCIAS:

Donald C. Stamps. C.P.A.D.Bíblia de Estudo Pentecostal.
Eugene H. Merrill C.P.A.D.Historia de Israel no Antigo Testamento.
R. N. CHAMPLIN,Ph.D, O Antigo Testamento Interpretado- Versículo por versículo. Ed. Hagnos,2002.
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terça-feira, 17 de novembro de 2009

LIÇÃO 8 – O PECADO DE DAVI E SUAS CONSEQUÊNCIAS




Igreja Evangélica Assembléia de Deus – Recife / PE
Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais
Pastor Presidente: Ailton José Alves
Av. Cruz Cabugá, 29 – Santo Amaro – CEP. 50040 – 000 Fone: 3084 1524

LIÇÃO 8 – O PECADO DE DAVI E SUAS CONSEQUÊNCIAS

INTRODUÇÃO

Depois de estudarmos muitas virtudes e qualidades de Davi, nos deparamos com uma trágica falha moral deste servo de Deus: seu pecado de adultério e cumplicidade na morte de Urias (II Sm 11.1-27). Alguém pode perguntar, então: Como pode um homem “segundo o coração de Deus” cometer pecados tão graves? A resposta é simples: ele pecou exatamente porque é um ser humano. Como disse Salomão, por ocasião da dedicação do templo: “Quando pecarem contra ti (pois não há homem que não peque)...” (I Rs 8.46). Semelhantemente, diz o apóstolo João: “Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e não há verdade em nós. Se dissermos que não pecamos, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.” (I Jo 1.8,10). Devemos nos lembrar, no entanto, que o pecado traz desastrosas e inevitáveis consequências. Por isso, o pecado de Davi, bem como suas consequências, não foram omitidas, para que servissem de advertência para cada um de nós.

I – OS AGENTES DA TENTAÇÃO

Um dos maiores desafiodz enfrentados pelo cristão é vencer a tentação. Isto porque, diariamente, todos nódz dzomodz tentados a pecar contra Deus; quer seja através de pendzamentodz, palavradz, obras ou omidzsão. Podemodz observar na Palavra de Deus, pelo menos trêdz principais agentes da tentação.

1.1 O Diabo: É o principal agente da tentação. No capítulo 3 do livro de Gênesis, lemos acerca dele, tentando os nossos primeiros pais (Gn 3); em (Mt 4.3) vemos ele tentando o próprio Filho de Deus. O apóstolo Paulo, escrevendo aos Tessalonicenses diz: “temendo que o tentador vos tentasse” (I Ts 3.5). Aos Corintios ele escreve dizendo que temia que eles fossem enganados pela serpente (II Co 11.3); E, o apóstolo Pedro diz que ele “anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” (I Pe 5.8). Por esta razão, o apóstolo Tiago diz: “Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg 4.7).

1.2 A Carne. Refere-se a natureza caída, isto é, as paixões, os desejos e apetites desordenados que reinam em nossa natureza, conforme podemos ver em (I Co 10.13; Tg 1.14,15; Gl 5.16-21). Podemos dizer que a carne é o maidz perigodzo de todos os inimigos; pois, enquanto os demais são externos, este inimigo é interno. A Bíblia nos mostra inúmeros exemplos de pesdzoadz que foram derrotadas por este inimigo, tais como: Acã (Js 7.19-21); Davi (II Sm 11); Amnon (II Sm 13.1-22); e tantos outros. O segredo para vencer a carne é andar em Espírito (Gl 5.16).

1.3 O Mundo. Escrevendo a Tito, o apóstolo Paulo diz que a graça de Deus nos ensina a renunciar as paixões mundanas (Tt 2.13). Sendo assim, podemodz dizer que o mundo também é um agente da tentação. As paixões mundanas, das quais Paulo se refere, são adz coisadz que edztão sob o domínio de Satanás, e que servem para atrair e enganar os homens (Tg 4.4; Rm 12.1,2; I Jo 2.15-17). A Palavra de Deus nos diz que podemos vencer o mundo, através da fé (I Jo 5.4).

No entanto, todos nós devemos saber que não existe tentação invencível; e que, ser tentado não significa pecar. É possível vencer a tentação, pois Deus pode nos livrar na tentação (Mt 6.13; I Co 10.13). O escritor da epístola aos Hebreus diz: “Porque não temos um Sumo-sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Porque naquilo que Ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados” (Hb 4.15; 2.18).

II - PASSOS QUE LEVARAM DAVI À QUEDA

Davi estava vivendo um dos melhores momentos de sua vida e de seu reinado. Tinha um exército respeitado (II Sm cap. 8,10); as fronteiras haviam sido ampliadas (II Sm 5.6-12); tinha uma linda casa nova (II Sm 5.11); e até planos para construir o templo do Senhor (II Sm 7). Porém, como acontece geralmente com todas as pessoas, a queda de Davi não foi repentina. Algumas brechas começaram a se abrir, em sua vida espiritual. Vejamos:

2.1 O perigo da ociosidade. a Palavra de Deus nos diz: “E Aconteceu que, tendo decorrido um ano, no tempo em que os reis saem à guerra, enviou Davi a Joabe, e com ele os seus servos, e a todo o Israel; porém Davi ficou em Jerusalém”. Como o reinado estava consolidado, possivelmente Davi achou que não havia necessidade de ir à batalha com seu exército. Mas, o maior erro de Davi não foi ficar em Jerusalém; seu maior erro foi abrir a guarda da vigilância. Além de ficar no palácio, o rei foi passear no terraço da casa real (II Sm 11.1,2). As maiores tentações que o crente enfrenta, não são aquelas que lhe sobrevêm quando ele está à frente da peleja, e sim, quando está ocioso.

2.2 O pecado da cobiça. Enquanto passeava, Davi viu Bate-Seba que estava se banhando. Ao vê-la, Davi a cobiçou, pois era uma mulher muito formosa (II Sm 11.2,3). O pecado da cobiça leva o homem à perder o domínio próprio e ficar sob o domínio da carne (Tg 1.14,15). Foi isto que aconteceu com Davi. Ele procurou saber quem era aquela mulher e lhe informaram que era a mulher de Urias, ou seja, era uma mulher casada, e não era lícito possuí-la. Mas ele não se conteve e mandou trazê-la.

2.3 O pecado de adultério. Mesmo sabendo que aquela mulher era cadzada, Davi a podzsuiu e adulterou com ela, sem pensar nadz consequênciadz do dzeu erro. Uma das estratégias de Satanás é cegar o homem para as consequêcias do pecado; Davi ficou “cego” e transgrediu o mandamento de Deus ao tomar a mulher de outro homem (Ex 20.14,17).

III – TENTANDO ENCOBRIR SEU ERRO

Depois de adulterar com Bate-Seba, Davi soube que ela havia engravidado e, tentou, então, encobrir o seu erro. Vejamos suas tentativas:

3.1 O primeiro plano. A primeira tentativa de Davi foi mandar buscar Urias. Após saber como estava a guerra e o exército, mandou que Urias fosse para sua casa. Seu intento era que ele deitasse com sua Bate-Seba, para que ele não descobrisse que foi traído. Porém, Urias era tão leal ao rei e aos seus companheiros que não quis se dar ao luxo de estar em casa com sua esposa, enquanto os homens estavam à frente da peleja. Por isso, ele se deitou à porta da casa real com os servos do rei, e não foi
para sua casa (II Sm 11.6-11). Dessa forma, o primeiro plano de Davi foi frustrado.

3.2 O segundo plano. Quando soube que Urias não havia ido para sua casa, Davi o convidou para o palácio e juntos comeram e beberam; e Davi, propositalmente o embebedou, para que ele se esquecesse de suas responsabilidades militares, pelo menos por uma noite. A estratégia de Davi falhou mais uma vez, pois, mesmo embriagado, Urias não foi para sua casa. Permaneceu na corte dormindo no quarto dos servos do rei (II Sm 11.12,13)
.
IV – UM ABISMO CHAMA OUTRO ABISMO

Como Davi não conseguiu consumar seu intento, fazendo com que Urias fosse para casa para dormir com Bate-Seba, para encobrir o pecado de adultério, Davi tomou uma medida ainda mais drástica. Escreveu uma carta para Joabe -chefe do seu exército- pelas mãos do próprio Urias, para que Joabe colocasse Urias à frente da peleja, para que morresse (II Sm 11.14,15). Joabe, então cumpriu o mandado do rei, colocou Urias à frente da peleja e ele morreu. Este plano funcionou! Ao saber da morte de Urias, Davi trouxe Bate-Seba para o palácio e a tomou por mulher. A Palavra de Deus nos diz que “... esta coisa que Davi fez pareceu mal aos olhos do Senhor” (II Sm 11.27).

V – O PROFETA NATÃ REPREENDE DAVI

Deus enviou o profeta Natã para repreender a Davi. O profeta contou uma história que fez com que o rei reconhecesse o seu erro. Ao chegar em sua presença, o profeta lhe disse: “Havia numa cidade dois homens, um rico e outro pobre. E, vindo um viajante ao homem rico, deixou este de tomar das suas ovelhas e das suas vacas para assar para o viajante que viera a ele; e tomou a cordeira do homem pobre, e a preparou para o homem que viera a ele” (II Sm 12.1,4). Ao ouvir esta parábola, Davi lhe interrompeu dizendo: “Vive o Senhor, que digno de morte é o homem que fez isso” (II Sm 12.5). Nessa ocasião, o profeta lhe diz: “Tu és este homem” (II Sm 12.7). Aquelas palavras fizeram com que a ira de Davi se transformasse em pesar e remorso. Davi reconheceu o seu erro (Sl 51), embora não ficasse isento de suas conseqüências.

VI – AS CONSEQUÊNCIAS DO PECADO DE DAVI

O pecado de Davi trouxe diversas conseqüências. Algumas imediatas, e outras, a longo prazo. Conforme a palavra do Senhor, a espada nunca se afastou da casa de Davi (II Sm 12.10). Deus perdoou a Davi e lhe preservou a vida. Porém, ele pagou um alto preço pelo seu erro! Vejamos:

 A criança que nasceu em decorrência desse pecado morreu, causando grande tristeza em Davi (II Sm 12.15-20);
 Um dos filhos de Davi, Amnom, teve um relacionamento incestuoso com sua própria irmã, Tamar (II Sm 13.1-17);
 Absalão, outro filho de Davi, revoltou-se com Amnom, e mandou que seus moços o matassem (II Sm 13.22-30);
 Absalão rebelou-se contra Davi, obrigando que ele fugisse para não ser morto (II Sm 15.1-37);
 Durante a sua rebelião, Absalão possuiu as concubinas de seu próprio pai, perante os olhos de todo Israel (II Sm 16.21,22);
 Joabe mata Absalão, causando tristeza e amargura em Davi (II Sm 18.9-15).

VII - CONSEQUÊNCIAS DA INFIDELIDADE CONJUGAL

A infidelidade conjugal tem sido a causa de muitas tragédias na família. Tal qual a família de Davi, muitos lares têm sido destruídos por esta arma diabólica. Isto porque a infidelidade conjugal destrói a confiança, sufoca o amor, mata o respeito, acaba com a transparência, suscita o ciúme e empurra a família para uma crise de conseqüências imprevisíveis. Vejamos algumas conseqüências:

 Rompimento do casamento
 Trauma nos filhos
 Escândalo
 Mau testemunho para sociedade
 Marcas profundas de ambos os lados
 Tristezas que dificilmente sairão
 Os maus exemplos poderão ser seguidos pelos filhos
 Depressão e stress
Que o Senhor nos guarde de cometermos tal pecado!

CONCLUSÃO

Quando Davi estava passeando no terraço da casa real e viu Bate-Seba banhando-se, e mandou buscá-la, com certeza, não parou para pensar nos prejuízos que este pecado lhe trariam. Mas o pecado é assim: ele apresenta-se prazeroso; porém, ninguém consegue ficar livre de suas conseqüências. Nem mesmo um homem “segundo o coração de Deus”. E, com certeza, Deus fez com que este episódio sombrio da vida de Davi fosse escrito, para servir de advertência para cada um de nós.

REFERÊNCIAS:

 Bíblia de Estudo Pentecostal. Donald C. Stamps. C.P.A.D.
 Davi, um homem segundo o coração de Deus. Charles R. Swindoll. Mundo Cristão.
 Davi, um modelo de sucesso pelo arrependimento. Gene Getz. Mundo Cristão.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

LIÇÃO 7 – A EXPANSÃO DO REINO DAVÍDICO




Igreja Evangélica Assembléia de Deus – Recife / PE
Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais
Pastor Presidente: Aílton José Alves
Av. Cruz Cabugá, 29 – Santo Amaro – CEP. 50040 – 000 Fone: 3084 1524

LIÇÃO 7 – A EXPANSÃO DO REINO DAVÍDICO

INTRODUÇÃO

Nesta lição abordaremos a expansão do reino Davídico e as conquistas realizadas através da obediência. As nações foram conquistadas por Davi (II Sm 8:1-8). Houve um período de crescente conquistas militares e prosperidade, porque Deus era com Davi. “Porém os sírios fugiram de diante de Israel, e Davi feriu dentre os sírios aos homens de setecentos carros, e quarenta mil homens de cavalaria; feriu também a Sabaque, capitão do exército, que morreu ali.” (II Sm 10:18)

I- QUAL A IMPORTÂNCIA DA CIDADE DE JERUSALÉM PARA ISRAEL?

A fortaleza de Sião ( que mais tarde se tornou a cidade de Jerusalém) localizava-se no alto de uma montanha, nas proximidades do centro do Reino unido de Israel. Era considerada um território neutro por se encontrar na fronteira das tribos de Benjamim e Judá. Além disso , ainda estava ocupada pelos Jebuseus (Jz 1:21). Por causa de suas vantagens estratégicas, Davi fez de Jerusalém a capital de seu Reino. “A fortaleza” é a montanha que servia como proteção, situada no deserto de Judá, que Davi usou para se defender de Saul ( II Sm 23:14; I Cr 12:8).
Os Jebuseus gozavam de uma nítida vantagem militar e gabavam-se de sua segurança atrás das muralhas intransponíveis de Sião. Mas logo descobriram que esse obstáculo não fora suficiente para protegê-los, pois Davi os surpreendeu ao entrar na cidade através do canal subterrâneo de água. Isto nos ensina que somente em Deus estamos verdadeiramente salvos e seguros “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela.” (Sl 127:1) Semelhantemente em nossos dias atuais, a nossa segurança não deve está firmada em poderes terrenos ou em recursos materiais, e sim, em Deus.

II- A EXTENSÃO DO PONTO DE VISTA DA PROMESSA

Deus havia prometido que a conquista da terra seria dado aos patriarcas e seus descendentes :

 ATRAVÉS DE ABRAÃO - Um elemento central e indispensável da promessa feita por Deus aos patriarcas era a ocupação perpetua da terra de Canaã . Para lá foi que ele conduziu Abraão desde Arã; abençoou -o com uma aliança e descendência, dizendo-lhe que embora seus descendentes viessem a sofrer sob o jugo de escravidão estrangeira por quatrocentos anos, um dia eles voltariam para Canaã.(Gn 15:13-16)

 ATRAVÉS DE MOISÉIS - Após muitos anos, o próprio Deus apareceu a Moisés e o comissionou para conduzir seu povo Israel para fora do Egito, levando-o para a terra da promessa. Israel era tido pelo Senhor como seu filho. Por conseguinte, em uma demostração de poder e amor, Deus sacudiu o jugo de seu povo, derrotando o opressor e libertando os hebreus através da passagem pelo mar “E porei os teus termos desde o Mar Vermelho até ao mar dos filisteus, e desde o deserto até ao rio; porque darei nas tuas mãos os moradores da terra, para que os lances fora de diante de ti.( Ex. 23:31), até que chegaram ao local da aliança- o Sinai. Foi lá que ele afirmou sua soberania sobre os descendentes de Abraão, oferecendo-lhes o grande privilégio de se tornarem seus servos na grandiosa missão de reconciliar a humanidade consigo mesmo.“Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha. E vós me sereis um reino sacerdotal e o povo santo. Estas são as palavras que falarás aos filhos de Israel.” ( Ex. 19:5-6)
A aceitação por parte de Israel gerou uma aliança, em que era garantido a Israel a apropriação de todas as promessas feitas aos patriarcas. Os hebreus haviam se tornado uma nação, e como tal passaram a ter um rei, o próprio Deus, e uma constituição, o livro da a lei (Êx 20-23). Tudo que eles precisavam agora era de uma terra onde pudessem gozar tanto a nacionalidade quanto a estabilidade. Até mesmo a terra ainda era uma promessa a ser cumprida. Israel permaneceu nas planícies de Moabe bem ás vésperas da ocupação e conquista da terra.
A compreensão e sistematização dos relatos com respeito ás origens de Israel, seu trabalho e destino foram, sem dúvida, preparadas por Moisés nas planícies de Moabe, onde o profeta também manifestou seus dotes e habilidades de historiador.

III- FATOS OCORRIDOS NA UNIFICAÇÃO DO REINO

A opressão dos filisteus sobre Israel começara nos dias de Sansão (Jz 13 a 16). Estes eram inimigos mais poderosos dos israelitas, por ocuparem a maior parte do território ao norte de Israel, aparentemente não importunaram Davi enquanto ele era o Rei de Judá, ao Sul. Porém, quando souberam que o novo Rei planejava unificar Israel, procuraram detê-lo.

IV- COMO FOI O LEGADO DE DAVI PARA A HISTÓRIA BIBLICA?

Davi pôs guarnições na Síria de Damasco – Tendo derrotado completamente os exércitos do rei Hadadezer e dos Sírios de Damasco, Davi sujeitou facilmente a tributo todo o país. As ameaças mantiveram os sírios em cheque sob o julgo dos impostos. Salomão parece ter seguido a mesma orientação politica. Davi colocou no norte guarnições militares para assegurar sua vitória e seu avanço econômico, o que significa que ele tinha comandantes militares que cuidavam dos seus interesses. Ele permitiu que os sírios auto- governassem, mas sob certo preço.
Davi em suas batalhas sempre consultava a Deus e pedia orientações:
 Perguntava se deveria ou não lutar ( II Sm 5:23)
 Obedecia cuidadosamente ás instruções (II Sm 5:25)
 Transferia a glória para o Senhor ( II Sm 6:18; II Sm 7:18)

Depois que ele se tornou rei, sua primeira providência foi subjugar seus inimigos- uma tarefa que os Israelitas não fizeram quando conquistavam Canaã ( Jz 2:1-4). Davi sabia que isso tinha que ser feito, afim de :
 Proteger a nação (II Sm 8:14)
 Unificar o Reino ( II Sm 8:15)
 Preparar a construção do Templo ( que unificaria a religião perante Deus e ajudaria a eliminar as influências idolátricas) ( II Sm 7: 5-8).

V- VITÓRIAS DE DAVI

Davi obteve várias vitórias durante o seu reinado, dentre elas:

 MOABITAS – Antes Davi tivera bom relacionamento com eles “ Também derrotou os moabitas, e os mediu com cordel, fazendo-os deitar por terra; e os mediu com dois cordéis para os matar, e com um cordel inteiro para os deixar com vida. Ficaram assim os moabitas por servos de Davi, pagando-lhe tributos.” (I Sm 8:2)

 EDOMITAS – Provavelmente na zona desolado grande e profundo vale do Sul do Mar Morto. “Este feriu a dez mil edomitas no vale do Sal, e tomou a Sela na guerra; e chamou-a Jocteel, até ao dia de hoje.”(II Rs 14:7)

 QUERETEUS E PELETEUS – Mercenários filisteus.“Então saíram atrás dele os homens de Joabe, e os quereteus, e os peleteus, e todos os valentes; estes saíram de Jerusalém para irem atrás de Seba, filho de Bicri.”(II Sm 20:7)

VI- ISRAEL NOS DIAS ATUAIS

Em nossos é um alerta para toda humanidade devido vários acontecimentos e conflitos existentes no oriente médio. Dentre os acontecimentos observamos:

 Uma testemunha na terra- Israel é uma testemunha continua na terra. Na parábola da figueira relata: “ Aprendei, pois, esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão. Igualmente, quando virdes todas estas coisas, sabei que ele está próximo, às portas.”(Mt 24:32-33; Mc 13:28-30; Lc 21:29-39)

 O movimento Sionista – No final do Séc. 19 movimentos nacionalistas contribuíram para unificação de países europeus para construir sua própria pátria. Para os Judeus não havia espaço para integração do país.

 A restauração nacional – A ONU (Organização das Nações Unidas) aprovou em 1947 a fundação de um estado judeu na palestina, isto mostra o cumprimento da palavra de Deus. ( Am 9:14-15; Ez 36:24; 37:21)

 A restauração espiritual – No texto de Ezequiel nos mostra esta restauração nacional e espiritual de Israel . ( Ez.37: 1-11; Is 66:8; Zc 12:10; Ez 37:23-28). Após cumprir as profecias sobre Israel, a restauração se dará sobre a volta dos Judeus á Palestina que é vinculado a vinda de Jesus.

CONCLUSÃO

A expansão do reino de Davi se deu pela obediência e pelas estratégias militares. Davi também reuniu todas as qualidades que o povo buscava- habilidade militar, sagacidade na politica e no dever religioso da nação. Israel estava cada vez mais forte e segura. Davi derrotou por duas vezes os filisteus . “Ouvindo, pois, os filisteus que haviam ungido a Davi rei sobre Israel, todos os filisteus subiram em busca de Davi; o que ouvindo Davi, desceu à fortaleza. E os filisteus vieram, e se estenderam pelo vale de Refaim. E Davi consultou ao Senhor, dizendo: Subirei contra os filisteus? Entregar-mos-ás nas minhas mãos? E disse o Senhor a Davi: Sobe, porque certamente entregarei os filisteus nas tuas mãos. Então foi Davi a Baal-Perazim; e feriu-os ali Davi, e disse: Rompeu o Senhor a meus inimigos diante de mim, como quem rompe águas. Por isso chamou o nome daquele lugar Baal-Perazim. E deixaram ali os seus ídolos; e Davi e os seus homens os tomaram. E os filisteus tornaram a subir, e se estenderam pelo vale de Refaim.” (II Sm 5:17-22)

REFERÊNCIAS

Donald C. Stamps. C.P.A.D.Bíblia de Estudo Pentecostal.
Eugene H. Merrill C.P.A.D.Historia de Israel no Antigo Testamento.
R. N. CHAMPLIN,Ph.D, O Antigo Testamento Interpretado- Versículo por versículo. Ed. Hagnos,2002.

Ouça o Programa “ESCOLA BÍBLICA NO AR” que vai ao ar, todos os sábados, das 22:00 às 23:00h, pela RÁDIO BOAS NOVAS. Você pode também acessar o site: www.redebrasildecomunicacao.com.br

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

LIÇÃO - 06 - “DAVI UNIFICA O REINO DE ISRAEL”



ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
LIÇÃO 06 - DIA 08/11/2009
TÍTULO: “DAVI UNIFICA O REINO DE ISRAEL”
TEXTO ÁUREO – II Sm 3:9-10
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: I Sm 16:12-13; II Sm 5:2


I – INTRODUÇÃO:

Da mesma forma como Davi unificou o Reino de Israel, deve a Igreja lutar para que haja união no meio do povo do Senhor. Esta luta é de grande valor e importância, porque a união é um testemunho diante do mundo, um estímulo para o crescimento da obra de Deus e uma força indispensável para a Igreja.

II – UM PEQUENO HISTÓRICO DAS CONQUISTAS DE DAVI VISANDO A UNIDADE:

(1) - Davi estabeleceu seu quartel-general em Hebrom, onde foi ungido rei, reinando por sete anos e meio sobre a tribo de Judá (II Sm 2:1-11).

(2) - O conflito entre a casa de Saul e a casa de Davi perdurou até o extermínio total da casa de Saul; foi somente então que Davi se tornou rei de toda a nação de Israel (II Sm 2:8 – 5:5).

(3) - Davi capturou a cidade de Jerusalém, que se tornou capital do reino inteiro; isso ajudou a produzir unidade entre as porções norte e sul do reino.
(4) - Davi derrotou, de modo decisivo, os filisteus, os amonitas, os idumeus, os moabitas, os arameus e os amalequitas, estabelecendo-se um império substancial (II Sm 5:17-25; 8:10; 12:26-31; 21:15-22; I Cr 18:1).

(5) - Davi estabeleceu as cidades dos levitas, incluindo as cidades de refúgio, confirmando a legislação anterior e garantindo as funções dos levitas (Nm 35; Js 21).

(6) - As seis cidades de refúgio tornaram-se uma instituição funcional, devido aos esforços de Davi. Havia quarenta e oito cidades levíticas, dotadas de significativa função.

(7) - Jerusalém tornou-se o centro religioso da nação. A arca da aliança foi trazida. Esse evento foi muito significativo, por haver conferido a Jerusalém a autoridade de centro da fé religiosa de Israel (II Sm 6:11-15; I Cr 4:5, 15, 19).

(8) - Davi estabeleceu a música sacra. Ele era um musicista consumado e anelava por melhorar o aspecto musical do culto divino (I Sm 16:14-23).

(9) - Davi teve o intuito de edificar o Templo que melhor servisse de centro ao culto divino. Porém, Deus não o permitiu, por ser homem de guerra. Davi reuniu material e traçou planos para a construção, mas foi Salomão, seu filho, quem erigiu o templo de Jerusalém (II Sm 7; I Cr 17).
Assim, por meio de todas estas conquistas, Davi foi capaz de abafar as disputas tribais e familiares, produzindo um grande laço entre o povo como um todo.

III - O INIMIGO PROCURA ATACAR E DESFAZER A UNIÃO ENTRE O POVO DE DEUS:

Para que em nossos dias possamos vigiar e combater as desuniões que apareçam, vamos conhecer ALGUNS OBSTÁCULOS COM QUE O DIABO PERTURBOU A IGREJA PRIMITIVA PARA PREJUDICAR A UNIÃO.
OBSERVAREMOS TAMBÉM QUE O ESPÍRITO SANTO PROPORCIONOU COMPLETA VITÓRIA AO POVO DE DEUS ALI, POIS PELO PODER DO ESPÍRITO SANTO, A IGREJA ALCANÇA UMA UNIÃO TÃO REAL QUE A TORNA FORTE:

- (1) - MURMURAÇÃO – At 6:1 – Podia ter trazido consequências ainda mais graves. Porém o Espírito Santo deu a Pedro uma orientação valiosa: A escolha de sete diáconos, que cooperaram para que as causas da murmuração fossem eliminadas e a Igreja prosseguisse (At 6:2-7).

- (2) - A DISCÓRDIA DOUTRINÁRIA – At 15:1 - Aconteceu porque uma parte dos crentes (que antes da sua conversão era constituída de judeus praticantes de todos os ritos da lei) queria obrigar os demais (que antes eram gentios), a cumprirem as normas do judaísmo. Presente perturbação anunciava dividir a Igreja em duas facções. Porém, o Espírito Santo operou maravilhosamente: todos os envolvidos na questão se reuniram em Jerusalém e, por iluminação do Espírito Santo e da Palavra de Deus houve luz sobre a questão e o resultado foi maravilhoso (At 15:13-21, 28)

- (3) - O ESPÍRITO DE PARTIDARISMO – (I Cor 1:10, 12) - Os crentes queriam escolher seus ministros por simpatia pessoal! Mas também aqui o Espírito Santo deu orientação adequada aos ministros da Igreja, os quais fizeram com que os crentes compreendessem que um ministro é simplesmente um servo de Deus, de quem havia recebido a palavra e crido (I Cor 3:4). A única pessoa unificante é Jesus e Ele jamais pode ser dividido (I Cor 1:13).

- (4) - O FANATISMO – Cl 2:4, 8, 18 - Apareceram pessoas procurando promover a si mesmas, por meio de supostas revelações e visões de anjos, pelas quais procuravam enganar, tornar os demais crentes prisioneiros deles, dominando-os a seu bel-prazer, sob pretexto de santidade. O mesmo perigo ameaçava também a Igreja em Tiatira, onde uma parte dos crentes fiéis se sentiram tristes e injuriados por causa desses fanáticos (Apc 2:24). Paulo deu à Igreja em Colosso maravilhosas instruções a respeito disso – (Cl 2:19)

- (5) - AS PESSOAS QUE ATRAEM OS DISCÍPULOS APÓS SI – (At 20:31) – representam um perigo muito grande para a união na Igreja, pois causam divisões (Jd 19). Este tipo de gente é realmente uma casta perigosa. São pessoas mal intencionadas que, em lugar de pensarem na união da Igreja, procuram fazer de si mesmas “líderes”, para mais tarde ajuntarem em torno deles um grupo. São exemplos deste tipo de homens:

- (A) - Absalão (I Sm 15);
- (B) - Coré (Nm 16); e
- (C) - Teudas (At 5:36)

- Milhares de anos após a sua morte, estes homens continuam como um sinal vermelho de advertência, para alertar a todos do perigo de entrarmos no caminho que eles trilharam (Sl 105:15; I Cor 3:17). Sejamos, pois, zelosos com a querida Igreja do Senhor (Ef 4:3).

IV - BÊNÇÃOS DECORRENTES DA UNIÃO:

- OS CRENTES SENTEM APOIO ESPIRITUAL – Muitos crentes vivem cercados de pessoas que são contrárias à sua fé: seja no trabalho, na escola ou na família. Que riqueza então é chegar à Igreja e encontrar o ambiente fraternal e a união que predomina entre os irmãos (Sl 133:1-2)
- NA IGREJA LEVAMOS AS CARGAS UNS DOS OUTROS - Gl 6:2 – Existem cargas que cada um tem de levar sozinho (Gl 6:5). Mas existem cargas que podemos ajudar uns aos outros. Que bênção na hora de aperto, saber que a Igreja pode ajudar em oração! (Pv 17:17; Ec 4:10; I Cor 12:26; Tg 5:16)

- A UNIÃO NOS FAZ FORTES – Uma ovelha sozinha é facilmente arrebatada, mas quando está com o rebanho, é protegida. Uma pedra sozinha pode ser levada ou jogada, porém, quando estiver edificada dentro do muro, é mais difícil tirá-la (I Pe 2:4-5). Uma brasa sozinha, isolada, facilmente pode se apagar, mas junto com as outras, manterá o fogo aceso. Uma vara sozinha pode ser quebrada, mas amarrada ao feixe, ninguém a quebrará.

- UMA IGREJA QUE VIVE EM UNIÃO TEM UM TESTEMUNHO MARAVILHOSO – Jo 13:35; 17:21, 23 - Enquanto o ódio e a desunião dominam o mundo de hoje, existe um povo que vive em verdadeira união: A Igreja comprada com o sangue de Jesus.
- ESTA UNIÃO É UMA VERDADEIRA FORÇA – Os judeus numericamente inferiores aos seus inimigos, mas com união, conseguiram construir o templo e os muros da cidade (Ne 6:15-16). Esta união é também o segredo da vitória da Igreja. O santo óleo desce da cabeça do Sumo Sacerdote Jesus Cristo e os crentes vivem em união. (Jo 17:22) – SEJAMOS POIS UM, ASSIM COMO O PAI, O FILHO E O ESPÍRITO SANTO SÃO UM (I Jo 5:7 cf Ec 4:12).

V - CONSIDERAÇÕES FINAIS:

- A IGREJA JAMAIS PODERÁ SER DIVIDIDA (Mt 19:6). A Igreja é UM corpo; este não pode ser dividido nem cortado e permanecer com vida (I Cor 1:13). Mesmo os carrascos romanos que crucificaram Jesus respeitaram o Seu corpo, não o quebrando (Jo 19:33-36).
- A Igreja é UMA UNIDADE na qual todos os membros são formados em UM CORPO (I Cor 12:13); nós nos tornamos membros de UM ORGANISMO VIVO (Rm 12:5); Todos nós somos pedras vivas do mesmo EDIFÍCIO (I Pe 2:4-5), ovelhas do mesmo REBANHO (Sl 79:13; I Pe 5:2-30). A Igreja é A FAMÍLIA DE DEUS (Ef 2:12-19).
- Esta união não se baseia em nacionalidade, nível social ou cultural, mas todos são UM EM CRISTO (Gl 3:28).

FONTES DE CONSULTA:

- Teologia Sistemática – CPAD – Eurico Bergstén
- Estudo bíblico: “A unidade no reino de Deus” – Pastor Ronaldo Perini
- Estudo Bíblico: “A unidade para o crescimento da igreja” – Pastor José Pinto de Oliveira Filho
Publicado no blog Escola Bíblica Dominical para Todos

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

LIÇÃO -05 - " DAVI E SUA EQUIPE DE LIDERADOS"


LIÇÃO Nº 05 - "DAVI E SUA EQUIPE DE LIDERADOS"
ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
LIÇÃO 05 - DIA 01/11/2009

TEXTO ÁUREO – I Sm 22:2
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: I Cr 11:10-12, 20, 22, 24, 25
PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO.




I - INTRODUÇÃO:


• I Sm 22:1-2 – Davi atraiu estes homens sem procurá-los! Ele parecia estar sozinho. Mas, quando se escondeu na caverna de Adulão, uma porção de gente começa a chegar esperando juntar-se a ele. O Espírito de Deus, sob a liderança de Davi, capacitou estes fracos instrumentos para que ajudassem o seu líder, um homem segundo o coração de Deus. Leiamos I Cr 12:1-2, 8, 16-18.




II – O LÍDER PREPARA E CONDUZ OS SEUS LIDERADOS:


• No mínimo, os líderes devem ter uma visão clara do futuro para onde conduzir os seus liderados. Vejamos o ministério de Davi na liderança:


• (1) - COMO LÍDER, DAVI NUNCA MENOSPREZOU AQUELES QUE O SENHOR LHE ENVIOU.


• (2) - COMO LÍDER, DAVI TINHA A HABILIDADE NECESSÁRIA PARA TREINAR HOMENS QUE NÃO POSSUÍAM NENHUMA CAPACIDADE - Ele transformou estes homens na Elite Militar da sua época. Um verdadeiro exército de Deus! Vejamos:


• (A) - De covardes, Davi os fez valentes e poderosos (II Sm 23:8).


• (B) - De aflitos, Davi os fez soldados valorosos (I Cr 12:22).


• (C) - De endividados, Davi os fez mais valiosos do que ouro: O menor valia por 10 homens e o maior por 1OOO (I Cr 12:14).


• (3) - COMO LÍDER, DAVI NÃO TINHA MEDO OU RECEIO DE COLOCAR AO SEU LADO HOMENS QUE TERIAM SEUS POTENCIAIS AUMENTADOS E OBSERVADOS POR TODOS NO DECORRER DO TREINAMENTO - Muitos destes Valentes seriam melhores do que Davi na arte da guerra. (I Sm 23:8-17).


• (A) - Josebe matou 800 com uma lança.


• (B) - Eleazar, com sua mão pegada à espada, atacou os filisteus e os feriu.


• (C) - Samá defendeu seu campo de lentilhas, efetuando grande combate.


• (4) - COMO LÍDER, DAVI TINHA ADMIRAÇÃO E RESPEITO PELA VIDA E SERVIÇO FIEL DOS SEUS LIDERADOS - II Sm 23:17.


• (A) - Os valentes ouvem o suspiro por água do seu líder e agem imediatamente em missão.


• (B) - Não era uma ordem de Davi, nem um pedido, era apenas um desejo pela água da fonte de Belém. Todavia, estes homens romperam as barreiras e obstáculos por causa do desejo de servir ao ungido do Senhor.


• (C) - Davi nunca procurou a fidelidade destes homens. Todavia extraiu deles lealdade e serviço por meio da sua devoção para com eles.


• (D) - Davi publicamente honrou o sacrifício dos valentes presenteando a Deus com a água que eles lhe trouxeram em oferta.


• (5) - COMO LÍDER, DAVI ERA A INSPIRAÇÃO DE SEUS LIDERADOS - Ele era alguém que resplandecia a luz do Senhor. Ele era a lâmpada de Israel (II Sm 21:17).


• (A) - Davi já estava velho; não é mais o garoto que matava leões e ursos que ameaçavam rebanhos. Também não é mais o jovem destemido que, com uma funda e cinco pedrinhas, derrubara o gigante Golias. Mas ainda acha que pode guerrear!


• (B) - Acaba de enfrentar outro gigante, Isbi-Benobe, mas quase morre desta vez, não fosse pela intervenção de Abisai. Por isso, seus próprios soldados lhe aconselharam: "Por favor, rei, fica em casa, para que não apagues a lâmpada de Israel”. Como a luz flui da lâmpada, o calor do fogo, e os pensamentos da mente, assim Davi era o símbolo da Providência e Promessas de Deus para Israel.


• (C) - Os liderados de Davi o amavam, respeitavam, obedeciam e lhe devotavam total admiração. A lealdade destes homens não era interesseira, não estavam atrás de promoção, nem eram bajuladores ou hipócritas.


• (D) - Nesta altura dos acontecimentos Davi compõe um cântico a Deus, que corresponde ao Salmo 18, e que expressa agradecimentos por livrá-lo “da palma da mão de todos os seus inimigos e Saul”.


• (6) - COMO LÍDER, DAVI SABIA QUE O MINISTÉRIO EXIGE A EXCELÊNCIA DAQUELES QUE SÃO VOCACIONADOS - Passar pelos desertos das provações lapidaria seu caráter e forjaria sua alma no fogo do Espírito do Senhor. Davi passa a ter consciência do sagrado (I Sm 23; 24).


• (7) - COMO LÍDER, DAVI FEZ NO DESERTO DA ADVERSIDADE O QUE NÃO CONSEGUIMOS NOS OÁSIS DAS IGREJAS -

• (A) - Davi fez de homens perdedores, campeões;

• (B) - de amargurados, em cheios de graça;

• (C) - de endividados, em pedras preciosas;

• (D) - de espíritos abatidos, em Valentes de Deus.




III - O CRESCIMENTO DO MINISTÉRIO DE LIDERANÇA DE DAVI:


• Assim, vemos a liderança de Davi crescer cada vez mais:


• (A) - I Sm 16:11-13 – Ungido no meio de seus irmãos. O Espírito do Senhor se apossou de Davi.


• (B) - Três anos mais tarde... – O Espírito do Senhor, mais Davi e mais “...UNS QUATROCENTOS HOMENS...” - (I Sm 22:1-2)


• (C) - Quatro anos mais tarde... – O Espírito do Senhor, mais Davi e mais “...SEISCENTOS HOMENS...” - (I Sm 27:2)


• (D) - O tempo foi passando.... – O Espírito do Senhor, mais Davi e mais “...UM GRANDE EXÉRCITO, COMO EXÉRCITO DE DEUS”. (I Cr 12:21-22)



• (E) - O tempo passou... – O Espírito do Senhor, mais Davi e mais "...OS HOMENS DE JUDÁ (uma tribo)...” - II Sm 2:3-4



• (F) - Passando mais um pouco de tempo... – O Espírito do Senhor, mais Davi e mais “...TODAS AS TRIBOS DE ISRAEL...” (II Sm 5:1)



• Não nos esqueçamos: Isto tudo porque – “...O SENHOR É COM ELE” - I Sm 16:18.


O CRESCIMENTO DO LÍDER:


• Observamos que o número de liderados cresceu!

• O líder também deve crescer, mas é um crescimento que ocorre “para baixo”;

• “as raízes da sua liderança” se aprofundam para que fiquem escondidas dos olhos do homem, porém, cada vez mais, sejam observadas por Deus e fiquem firmadas no Senhor (Sl 1:3).


• Meditemos, pois, no “crescimento para baixo” que o apóstolo Paulo adquiriu com o passar do seu ministério:


• (A) - No início de seu ministério, disse o apóstolo Paulo: - “QUEM É APOLO? E QUEM É PAULO? SERVOS...”; - I Cor 3:5-8


• (B) - O tempo na vida ministerial do apóstolo foi passando... e ele declarou: – “PORQUE EU SOU O MENOR DOS APÓSTOLO...”; - I Cor 15:9


• (C) - O tempo foi passando... e o apóstolo Paulo falou: - “A MIM, O MENOR DE TODOS OS SANTOS...”; - Ef 3:8


• (D) - Passado mais um tempo... declarou aquele apóstolo: - “... Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, DOS QUAIS EU SOU O PRINCIPAL , isto é, "EU SOU O MAIOR DOS PECADORES - I Tm 1:15.


• Por isso, o conselho de João Batista para todos nós...: “É NECESSÁRIO QUE ELE CRESÇA E QUE EU DIMINUA” - Jo 3:30

• Aí está o verdadeiro "crescimento" de um vocacionado pelo Senhor e líder do povo de Deus.





IV - CONSIDERAÇÕES FINAIS:


• É um grande alento e mui agradável bálsamo para as almas dos líderes quando sabem que podem contar com a ajuda de Deus e seus liderados nos momentos mais difíceis da caminhada cristã. É com esta ajuda que suas almas exaustas e afadigadas encontram descanso em meio ao combate cristão. Por isso, o líder não desiste; permanece inabalável na presença do Senhor. Meditemos em I Cor 15:58.



FONTES DE CONSULTA:

1) Bíblia Vida Nova

2) O Homem de Deus, Suas Características e Suas Responsabilidades - Apostila do Pastor Cleberson Horsth

3) Estudo Bíblico: “Liderança não é para qualquer um” – de Ed René Kivitz

4) Estudo Bíblico: “Lições de liderança baseadas na vida de Davi” – do Pastor George Emanuel

5) Estudo Bíblico: “O que é liderança” – do Pastor Nemuel Kessler

sábado, 24 de outubro de 2009

lição - 04- DAVI E O TEMPO DE DEUS EM SUA VIDA




Davi e o Tempo de Deus em Sua Vida - Pr. Alcione Alves do Nascimento
Publicado em 22 de Outubro de 2009 as 10:38:51 AM Comente

TEXTO ÁUREOE disse aos seus homens: O Senhor me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, ao ungido do Senhor, estendendo eu a minha mão contra ele; pois é o ungido do Senhor. I Samuel 26.6.

VERDADE PRÁTICA

Mesmo estando ungido a mando do Senhor para ser o rei, Davi soube esperar o tempo de Deus para ocupar o trono de Israel.

1. Os que confiam não se confundem

Na verdade, não serão confundidos os que esperam em ti; confundidos serão os que transgridem sem causa. Salmo 25.3.

2. A Bíblia aconselha esperar em Deus

Descansa no Senhor, e espera nele; não te indignes por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do homem que executa astutos intentos. Salmo 37.7.

3. Novas forças para os esperançosos

Mas os que esperam no Senhor renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão. Isaias 40.31.

4. O favor divino para os que esperam

Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti que trabalha para aquele que nele espera. Isaias 64.4.

5. Esperando a salvação que vem de Deus

Eu, porém, olharei para o Senhor; esperarei no Deus da minha salvação; o meu Deus me ouvirá. Miquéias 7.7

6. O esperar com fé

Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem. Hebreus 11.1.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Então os homens de Davi lhe disseram: Eis aqui o dia, do qual o Senhor te diz: Eis que te dou o teu inimigo nas tuas mãos, e far-lhe-ás como te parecer bem aos teus olhos. E levantou-se Davi, e mansamente cortou a orla do manto de Saul. Sucedeu, porém, que depois o coração doeu a Davi, por ter cortado a orla do manto de Saul. E disse aos seus homens: O Senhor me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, ao ungido do Senhor, estendendo eu a minha mão contra ele; pois é o ungido do Senhor. E com estas palavras Davi conteve os seus homens, e não lhes permitiu que se levantassem contra Saul; e Saul se levantou da caverna, e prosseguiu o seu caminho. Depois também Davi se levantou, e saiu da caverna, e gritou por detrás de Saul, dizendo: Rei, meu senhor! E, olhando Saul para trás, Davi se inclinou com o rosto em terra, e se prostrou. I Samuel 24.4-8.

INTRODUÇÃO

Davi, o filho mais novo de jessé, fora ungido rei pelo profeta samuel, e é chamado para estar na corte, e tornou-se o escudeiro do rei Saul, torou-se grande amigo de Jônatas, porem Saul começou a nutrir grande inveja e ciume de Davi, a poto de tantar matá-lo com sua lança, isnta um ataque aos filisteus mas, com intenção traiçoeira contra Davi, desejando a sua morte, prpoe que se Davi vencesse os filisteus, casaria com sua filha Mical. Jonatas acalma o seu pai durante um tempo, pois, novamente Davi se distingue na guerra contra os filisteus, e a ira de saul aumenta, outra vez tenta mara a Davi. Mical ajuda Davi escapar, que foge para Ramá buscar refúgio na casa dos profetas, com Samuel. Todos os esforços de Jônatas são infrutíferis em ajudá-loDavi vai para Aquis, Rei Filisteu, parando no caminho de Nob, onde Aimeleque lhe dá os pães da proposição e a espada de Golias.

Deus elegeu Davi, o novo rei de Israel, foi ungido por Samuel, mas apesar de ser rei ungido, não era rei empossado. Davi esperou cerca de sete anos por Israel e cerca de quinze anos por Judá. Durante o tempo de espera de Davi, Saul foi de mal a pior.

I. DAVI ESPERA O TEMPO DE DEUS EM MEIO AS AMEAÇAS

1. A lança do rei.

Foi crescendo no rei Saul o ódio contra a pessoa de Davi, e buscou em várias oportunidades desenvolver estratégias para acabar com a vida de Davi. Não obstante, todos os complôs foram todos inúteis, pois a cada intento de Saul em matá-lo, a admiração do povo por Davi crescia cada vez mais, além de tudo seu filho Jônatas, tinha uma profunda amizade com Davi.

Um dia Saul saiu com seu exercito para Matar Davi a todo custo, e Jônatas ouviu o intento, e foi onde Davi se encontrava e o ajudou se esconder, Jônatas o levou a uma caverna e disse-lhe não daqui enquanto eu não der um sinal. Numa noite Saul cansado de buscar por Davi durmiu, e esse descuido, deixa-lhe a mercê de Davi, mas ele não quis matá-lo, com sua própria lança. Durante toda a perseguição de Saul, Davi viveu em exílio na cidade de Ziclague do rei filisteu: Então Davi e os seus seiscentos homens foram imediatamente para onde estava Aquis, filho de Maoque, governador de Gate. E Davi e os seus homens ficaram morando ali em Gate, com as suas famílias. Estavam com Davi as suas duas mulheres: Ainoã, de Jezreel, e Abigail, a viúva de Nabal, de Carmelo.

Quando Saul soube que Davi tinha fugido para Gate, deixou de procurá-lo. Davi disse a Aquis: Se você é meu amigo, me dê uma cidade pequena para eu morar nela. Não é preciso que eu fique morando com você na capital. Então Aquis deu a Davi a cidade de Ziclague. Por isso, até hoje Ziclague pertence aos reis de Judá” I Samuel 27.2-6. Até a morte de Saul em Gilboa, Davi trabalhou como general para os Filisteus.

2. A espada dos filisteus.

E Saul disse a Davi: eis aqui Merabe, minha filha mais velha, eu lhe darei por esposa, pois é um homem valente e leve a cabo as batalhas de Deus. Mas, Saul pensava: “não será aminha mão contra ele, mas a mão dos filisteus”. Davi respondeu a Saul: “quem sou eu, e que é minha vida e a família de meu pai em Israel, para que seja eu genro do rei”? Porem, quando chegou o tempo em que Merabe, filha de Saul devia ser dada a Davi, foi dada por mulher de Adriel o meolatita, todavia, Mical, a outra filha de Saul, amava Davi, e isto foi dito a Saul e isto lhe pareceu bem. Logo pensou Saul: eu a darei para que ela sirva de laço, e para que a mão dos filisteus seja contra ele”. E Saul disse a Davi pela segunda vez hoje meu genro. Então Saul deu ordens aos seus servos, falai secretamente a Davi, dizendo-lhe, o rei Saul te aprecia, e todos o seus servidores te querem bem, portanto, torne-se genro do rei”

Tudo o que Davi falava era transmitido ao rei Saul pelos seus servos. Saul disse a Davi por meio dos seus servidores, decida Davi, o rei não tem interesse no dote de sua filha, senão que Davi traga cem prepúcios de filisteus, para vingar-se dos inimigos do rei, mas Saul pensava fazer Davi cair nas mãos dos filisteus. Davi se agradou do assunto de ser genro do rei, levantando-se partiu com seus homens, matou duzentos filisteus, levou seus prepúcios, e os entregou, para se tornar genro do rei Saul; casando-se com Mical, que sabia que Deus estava com Davi e por isso o amava. Saul temia cada vez mais a Davi, e era hostil a Davi todos os dias.

Os exércitos filisteus continuavam saindo para a guerra, e sucedia que cada vez que o faziam, Davi tinha mais êxito que todos os oficiais de Saul, por que seu nome era muito apreciado por todos.

II. OS LOCAIS DE REFÚGIO DE DAVI DURANTE A ESPERA DO TEMPO DE DEUS

1.Na escola profética de Samuel.

Havia uma escola na cidade de Rama presidida pelo profeta Samuel, para onde Davi se dirigiu, ficando ali por um bom tempo, enquanto Saul procurava matá-lo “Davi escapou, foi para Ramá e contou a Samuel tudo o que Saul tinha feito contra ele. Depois ele e Samuel foram para a casa dos profetas e ficaram lá. Saul ficou sabendo que Davi estava na casa dos profetas, em Ramá, e mandou alguns homens lá para prendê-lo. Quando eles chegaram, viram um grupo de profetas profetizando, e Samuel era o líder. Então o Espírito de Deus dominou os homens de Saul, e eles também começaram a profetizar. Quando Saul soube disso, mandou mais mensageiros, e eles também começaram a profetizar. Então mandou mensageiros pela terceira vez, e aconteceu a mesma coisa”. I Samuel 19.18-21.

Os esforços de Mical para retardar os perseguidores de Davi dão resultado. Davi escapa noite adentro e foge para Ramá, onde se encontra com Samuel e lhe conta tudo o que Saul fez. Então, ele e Samuel deixam Ramá e vão para Naiote.

2. Na casa do sacerdote Aimeleque.

Davi dirigiu-se a Nob em casa do sacerdote Aimeleque, que saiu ao seu encontro, e disse-lhe: Por que vens a mim sozinho, pois não trouxe ninguém contigo? E, respondeu Davi ao Sacerdote Aimeleque que demonstrava estar bastante temeroso: O rei me encomendou um negócio, e me disse, não revele a ninguém o que pretende fazer e o que os determinou, quanto aos homens vou encontrá-los em um lugar que determinamos nos encontrar. Agora, pois, o que eu tens nas mãos, dá cinco pães ou o que se achar a mais, e o sacerdote Aimeleque respondeu a Davi somente tenho pão sagrado da proposição, mas os darei aos seus servos se obtiveram de mulheres. , Davi respondeu ao sacerdote e disse-lhe: Certo que as mulheres nos há sido obstadas desde ontem quando saí, e os corpos dos homens não estão imundos. Isso se dá em viagem comum, quanto mais hoje que tenho uma missão especial. Assim o sacerdote deu-lhe o pão sagrado, pois não havia outros Pães senão estes da proposição, que era permitido somente os sacerdotes comerem. Não havia outros pães somente estes que foram tirados da presença do Senhor e trocados por pães quentes.

Naquele dia estava ali presente um dos servos de Saul detido na presença do Senhor, o nome dele era Doegue, um idumeu, um dos principais pastores de Saul. E Davi disse a Aimeleque. N]ao tens aqui à mão um espada ou uma lança? Porque não trouxe comigo nem espada nem lança, arma alguma, porque o rei deu uma ordem urgente, e o sacerdote entregou-lhe às mãos a espada de Golias o filisteu, que Davi tinha vencido à mata-lo com esta mesma espada pertencente ao gigante morto no Vale de Ela; a espada estava guardada envolta em um pano atrás da estola sacerdotal, se tu queres tomar, tomá-la, pois aqui não tem outra senão essa, e Davi disse-lhe se não há outra dá esta mesma

III. DAVI CONTINUA ESPERANDO O TEMPO DE DEUS

1. Entre os filisteus e na caverna de Adulão.

Davi se foi e se refugiou na caverna de adulão. Quando seus irmãos e toda a sua casa de seu pai souberam, desceram a ter com ele. Todos que estavam em apuros, individados, e todos que estavam descontentes se uniram a Davi, e este se tornou chefe sobre deles. Reuniram-se a ele quatrocentos homens. Davi certamente sonhava fazer o melhor para Deus e conquistar tudo o que deus havi lhe prometido conceder; e alcançou as promessas de Deus, e também alcançou seus sonhos de conquistas.

Ao estar fugindo de Saul que queria matá-lo, entrou na caverna de Adulão, onde, nos parece, começaria seu “ministério”. Davi conquistou a sua família; e os os quatrocentos soldados, foram chegando para a caverna para ser restaurados e preparados para a conquista.

Houve novamente guerra dos filisteus contra Israel. Davi desceu com seus soldados, e então pelejaram contra os filisteus. II Samuel 21.15. Sem dúvidas vê-se Davi bem cansado e Isbi-Benobe, um gigante, tratou de matá-lo, mas Abisai o salvou e matou o gigante. Quando Davi pegou as cinco pedras no riacho para utilizar em sua funda, sabia que não era apenas um gigante, mas cinco, os quais tinha que derrubá-los. É interessante conhecer os seus nomes e significados: Lamí que significa devorador; Golias, exílio; safe, prato onde se bebe sangue; Isbi Benobe, estado de espreita. (I Crônicas 20.5; I Samuel 17.4; II Samuel 21.18; II Samuel 21.15).

Davi teve valentes soldados ao seu lado, que foram forjados na guerra, e se formou um grande exercito de valentes com os quais conquistou Jerusalém e outras muitas façanhas.

2. Nas cidades, Desertos, vales e montes.

Davi diante das perseguições de Saul começou uma vida errante, escondendo-se nas cidades e no deserto. Algumas vezes guerreou com os filisteus e amalequitas;em outra s ocasiões teve que fazer pactos ou ocultar-se.

”Davi soube que os filisteus estavam atacando a cidade de Queila e roubando o trigo que havia sido colhido há pouco. 2 Então perguntou a Deus, o Senhor : devo ir e atacar os filisteus? Sim! respondeu o Senhor. Ataque-os e salve a cidade de Queila. Mas os homens de Davi disseram: nós já estamos com medo de ficar aqui em Judá. Quanto mais de ir a Queila para atacar Senhor, e ele respondeu: vá a Queila e ataque porque eu lhe darei a vitória sobre os filisteus. Então Davi e os seus homens foram a Queila e atacaram os filisteus. Mataram muitos deles e tomaram os seus rebanhos. E assim Davi salvou os moradores de Queila. Na ocasião em que Abiatar, filho de Aimeleque, escapou e foi se juntar a Davi em Queila, ele levou o manto sacerdotal. Davi se escondeu nas fortalezas da região deserta e montanhosa que fica perto de Zife. Saul continuava a procurá-lo todos os dias, mas Deus não entregou Davi a ele. Algumas pessoas de Zife foram a Gibeá e disseram a Saul: Davi está escondido na nossa terra, em Horesa, no monte Haquila, ao sul de Jesimom. Então eles voltaram para Zife, adiante de Saul. Davi e os seus homens estavam no deserto de Maom, num vale seco ao sul de Jesimom. I Samuel 23 1-6,14,19,24.

CONCLUSÃO

Deus havia decidido tirar o reino de Saul e entregar para Davi, para isso enviou o Samuel para que o ungisse rei de Israel. Porém Davi não recebeu o reino de imediato, mas mesmo ungido para ser o rei teve que esperar o cumprimento da promessa de Deus, e teve que esperar alguns anos. Davi soube esperar a promessa de Deus de que iria ser o Rei de Israel. E, nessa espera teve que suportar muitas circunstâncias difíceis, sobretudo, a perseguição de Saul, que por inveja demoníaca, queria matá-lo, por isto teve que fugir dele.

Saul matou até os sacerdotes do Senhor em represaria, por ter ajudado a Davi, passaram-se os anos até que Saul morreu, assim não foi Davi imediatamente coroado rei porque morreu Saul, se levantou oposição por parte de Abner, general de Saul. Este homem por sua própria conta pôs Isbosete, filho de Saul como rei, que reinou sobre Israel por dois anos. Tantas coisas negativas aconteceram que parecia que aquela unção que Davi recebera por parte de Deus através de Samuel; aquela promessa de que Davi iria ser o rei de Israel, jamais iria acontecer porem chegou a hora, o dia de Deus e aconteceu.

Pr. Alcione Alves do Nascimento

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

LIÇÃO 3 – DAVI NA CORTE REAL – VIVENDO COM SABEDORIA




Igreja Evangélica Assembléia de Deus – Recife / PE
Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais
Pastor Presidente: Ailton José Alves
Av. Cruz Cabugá, 29 – Santo Amaro – CEP. 50040 – 000 Fone: 3084 1524

LIÇÃO 3 – DAVI NA CORTE REAL – VIVENDO COM SABEDORIA

INTRODUÇÃO

Nesta lição estudaremos a prudência de Davi perante a corte real e a sua postura diante as situações apresentadas na época. Portanto mostraremos nesta lição o que a Bíblia fala sobre a prudência e as principais virtudes de Davi e como ele administrou os conflitos da sua época. Ele demonstrou eficiência e o seu carisma em sua administração como um grande homem de Deus.“Porém agora não subsistirá o teu reino; já tem buscado o Senhor para si um homem segundo o seu coração, e já lhe tem ordenado o Senhor, que seja capitão sobre o seu povo, porquanto não guardaste o que o Senhor te ordenou.”(I Sm 13:14).

I – O QUE É PRUDÊNCIA?

1.1-Significa “ ter entendimento”, do grego “phronesis,” cognato de “phronêo,” ( phren, mente), denota sabedoria prática, prudência na administração dos negócios” é encontrado em: ( Lc 1:17; Ef 1:8).

1.2-Susenis, entendimento, é traduzido em I Cor 1:19 por inteligente; sugere rapidez de apreensão, a consideração penetrante que precede de ação. “E Davi se conduzia com prudência em todos os seus caminhos, e o Senhor era com ele.” (I Sm 18:14)

II – QUAIS AS PRINCIPAIS QUALIDADES E VIRTUDES DE DAVI?

Enquanto a popularidade de Saul o tornava orgulhoso e arrogante, Davi permanecia humilde “E os servos de Saul falaram todas estas palavras aos ouvidos de Davi. Então disse Davi: Parece-vos pouco aos vossos olhos ser genro do rei, sendo eu homem pobre e desprezível?” (I Sm 18:23), mesmo quando toda nação o elogiava. Embora fosse bem sucedido em quase tudo o que tentou fazer e ficou famoso por toda a terra, ele se recusou a usar o suporte popular para levar vantagem sobre o rei. Não permitia que a popularidade distorcesse a percepção de sua própria importância. É comparativamente fácil sermos humildes quando não ocupamos uma posição de destaque, mas como reagiremos ante a honra e aos elogios? Davi não deixou o orgulho subir a sua cabeça, porém continuou na posição de servo humilde. Vejamos algumas virtudes de Davi:
 Maior Rei de Israel. (II Sm 5:1-5).

 Antepassado de Jesus Cristo. “Livro da geração de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão.”(Mt 1:1)
 Citado na Galeria dos Heróis da Fé. “ E que mais direi? Faltar-me-ia o tempo contando de Gideão, e de Baraque, e de Sansão, e de Jefté, e de Davi, e de Samuel e dos profetas,” (Hb 11.32)
 Descrito por Deus como o homem segundo o coração de Deus. “E, quando este foi retirado, levantou-lhes como rei a Davi, ao qual também deu testemunho, e disse: Achei a Davi, filho de Jessé, homem conforme o meu coração, que executará toda a minha vontade.” (At 13:22).

III – O CARISMA DE DAVI DIANTE DE:

3.1- JÔNATAS - Quando Davi e Jônatas se conheceram, logo se formaram grandes amigos (I Sm 18:1). Esta amizade é uma das mais profundas e legitimas registrada na Bíblia. Eles basearam este pacto no compromisso para com Deus, não apenas um para com o outro. Não permitiram que qualquer coisa se colocassem entre eles, nem mesmo o interesse próprio os problemas familiares. Eles permaneceram amigos até o fim (I Sm 18:3-4).

3.2 - DO POVO - Ele se conduzia sabiamente, e logo obteve o favor de seus amigos soldados e também do povo comum. Ele conduziu mil homens. Deus livrou Davi de Saul e deu-lhe maior popularidade ( I Sm 18:12-16). O sucesso e popularidade de Davi andavam juntos, porque Deus era com ele (I Sm 16:18). Todo o Israel e Judá amavam Davi (I Sm 18:16).

3.3 - DOS SERVOS DE SAUL - Davi conquistava o amor dos homens bons, da parte do exército, (I Sm18 :3) e até da população em geral, ao mesmo tempo em que Saul diariamente perdia prestigio. As pessoas sabiam que, se Davi saísse bem, isso significaria maior segurança para todos. Davi derrotava os inimigos que mantinham o povo de Israel em constante sobressalto. Sua tarefa era livrar de todos s inimigos, aniquilando as sete nações (Dt 7:1), que não davam a Israel um momento sequer de paz. Davi progredia nesta tarefa e, finalmente, obteria pleno sucesso (I Sm 18:27).

IV – A SABEDORIA DE DAVI PARA ADMINISTRAR OS CONFLITOS

Para que um homem como ele lograsse êxito na vida era necessário que agisse com sabedoria. Em certas circunstâncias, o homem precisa tomar decisões sob a orientação de Deus. “Do homem são as preparações do coração, mas do Senhor a resposta da língua.” (Pv 16:1).

Naquela época cabia ao rei não apenas governar a nação, mas também organizar e estabelecer as estratégias militares com seus conselheiros. O rei Davi discerniu e agiu sabiamente, “Para mudar o aspecto deste caso foi que o teu servo Joabe fez isto; porém sábio é meu senhor, conforme a sabedoria de um anjo de Deus, para entender tudo o que há na terra.”( II Sm 14:20)
Ele foi um militar respeitado (I Sm 18:7-14, 30) e rei teocrático singular ( I Cr 16: 7-37; Sl 110) Davi fez todos os preparativos para que Salomão construísse o templo (I Cr 22:1-12). Ele consultava constantemente ao Senhor e aguardava a justiça divina, e não se precipitava em suas resoluções e sabedoria ( I Sm 24:4-22; II Sm 2:1).

Um outro ponto importante na administração de Davi foi aguardar a promessa de Deus na sua vida. Com isso aprendemos que o homem que é chamado por Deus deve ser paciente e aguardar o cumprimento do promessa, “E assim, esperando com paciência, alcançou a promessa.”(Hb. 6:15) O salmista Davi esperou com paciência pelo Senhor:“Esperei com paciência no Senhor, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor.” (Sl 40:1)

V – COMO ADMINISTRAR OS CONFLITOS NOS DIAS ATUAIS COM SABEDORIA?

Nos dias atuais vivemos em uma sociedade onde os valores éticos e morais estão distorcidos, porém os lideres precisam buscar sabedoria perante Deus para contornar situações que surgem no meio do povo de Deus. Davi usou suas virtudes para solucionar os problemas naquela corte, portanto é importante o homem buscar a direção de Deus para resolver os seus conflitos. Algumas lições poderão tomar para resolvermos situações adversas no cotidiano, são elas:
 Ter disposição para admitir honestamente os nossos erros é o primeiro passo para lidar com eles. “Tem misericórdia de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias.”(Sl 51:1); o filho pródigo reconheceu o seu erro (Lc 15:21) e Davi reconheceu o seu erro (Sl 32:5).

 O perdão não remove as conseqüências do pecado. “Mas contigo está o perdão, para que sejas temido.”( Sl 130:4). “Faze-me ouvir júbilo e alegria, para que gozem os ossos que tu quebraste.”(Sl 51:8). Davi jejuou pelo seu filho, porém o menino morre (II Sm 12:13-18).

 Deus deseja a nossa total confiança e adoração. “Tu és o meu Deus, e eu te louvarei; tu és o meu Deus, e eu te exaltarei”.(Sl 118:28; Sl 34:1; Sl 138:1).
Aqueles que, temendo a Deus, vivem conforme o que o Deus espera e o que é esperado deles numa sociedade temente a Deus, são considerados indivíduos íntegros(Jó 1:1; Mt 5: 19-20). Eles são sábios no sentido de que o seu modo de vida fomenta o temor de Deus e a benção descansa sobre eles. “Então entenderás o temor do Senhor, e acharás o conhecimento de Deus. Porque o Senhor dá a sabedoria; da sua boca é que vem o conhecimento e o entendimento. Ele reserva a verdadeira sabedoria para os retos. Escudo é para os que caminham na sinceridade, Para que guardem as veredas do juízo. Ele preservará o caminho dos seus santos.” (Pv 2:5-8)

CONCLUSÃO

Podemos concluir nesta lição que Davi na corte real teve uma importante participação pelos seus feitos administrativos. Teve uma grande influencia pela sua simplicidade e qualidade de um líder que tinha a direção de Deus para resolver os problemas. Uma das características que se destaca em seu reinado é o temor e a obediência ao seu Deus. Hoje também é importante ter este temor e dependência de Deus. “Eu, a sabedoria, habito com a prudência, e acho o conhecimento dos conselhos.” (Pv 8:12) “E todos estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa,”(Hb 11:39) “O temor do Senhor é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo a prudência.”(Pv 9:10; Pv 5:1;Pv 9:1; Pv 10:14).

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, João Ferreira de, 1995- Bíblia de Estudo Pentecostal, Ed. Revista e Corrigida. CPAD
OLIVEIRA, Raimundo Ferreira de, - As grandes Doutrinas da Bíblia. Rio de Janeiro,CPAD,1987
R. N. CHAMPLIN,Ph.D, O Antigo Testamento Interpretado- Versículo por versículo. Ed. Hagnos,2002.
Ouça o Programa “ESCOLA BÍBLICA NO AR” que vai ao ar, todos os sábados, das 22:00 às 23:00h, pela REDE BRASIL. Você pode também acessar o site: www.redebrasildecomunicacao.com.br

sábado, 10 de outubro de 2009

LIÇÃO - 02 : “DAVI ENFRENTA E VENCE O GIGANTE”




LIÇÃO 02 - DIA 11/10/2009
TÍTULO: “DAVI ENFRENTA E VENCE O GIGANTE”
TEXTO ÁUREO - I Sm 17:45
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: I Sm 17:43-49


I - INTRODUÇÃO:

Davi tinha experiência com Deus, adquirida não nos bancos de uma Universidade, porém, no Campo de Batalha, no “batalhar pela fé”. Quem não matar o leão e o urso, não matará Golias. É no campo de batalha, é no confronto direto com os inimigos, é na realização da Obra de Deus que a fé cresce e se fortalece.

II - DAVI VERSUS GOLIAS:

GOLIAS DE GATE - media, aproximadamente, 2,99m; sua couraça tinha 70 quilos; seu eixo de tecelão pesava cerca de 8 quilos; a ponta da lança pesava 7 quilos; o dardo de Golias era tão pesado, que em vez de levá-lo na mão, ele o levava sobre os ombros.

DAVI, O VOCACIONADO PELO SENHOR - era um bom músico (louvor); forte e destemido (coragem); homem de guerra (sabia lutar); sisudo em palavras (sabia falar bem); gentil aspecto (beleza interior); o Senhor é com ele; (tinha plena comunhão com Deus); era um bom filho (cuidava das ovelhas de seu pai; ajudava e honrava).

I Sm 17:49-50 - Aparentemente, Davi levava desvantagem: Golias tinha seu escudeiro, tinha mais experiência de guerra, tinha armamento, era maior em estatura, tinha mais peso físico.

Os homens sem fé viam um gigante; o homem de fé via, apenas, um “incircunciso filisteu”. A fé faz a diferença!

Disse Davi : “Tu vens contra mim com espada, lança e escudo; eu, porém, vou contra ti em nome do Senhor dos Exército, o Deus dos Exércitos de Israel. Eu vou contra ti em nome de Deus”.

ISTO PORQUE: DEUS USA INSTRUMENTOS FRACOS PARA REALIZAR GRANDES RESULTADOS (Zc 4:10) - Vejamos, pois, “O DIA DAS PEQUENAS COISAS”: Deus usou…
(1) uma vara (Ex 14:15-16);
(2) uma queixada de um jumento (Jz 15:15);
(3) um punhado de farinha e um pouco de azeite (I Rs 17:12);
(4) uma nuvem do tamanho da mão de um homem (I Rs 18:44);
(5) semente de mostarda (Mt 13:32);
(6) Davi, tão somente com uma funda e um seixo, derrotou a um gigante e salvou a Israel (I Sm 17:52);
(7) Um adolescente com apenas dois peixes e cinco pães provocou um milagre (Jo 6:5-13);
(8) Migalhas do poder de Cristo foram suficientes para libertar da possessão demoníaca a filha da mulher cananéia (siro-fenícia) - Mt 15:21-28
Tão poucos recursos e tão grandes resultados!

III - PROMESSAS DE POLÍTICO:

I Sm 17:25 - Para solucionar o problema deste duelo ingrato, e para não acabar por completo com a moral e o moral do exército, Saul prometeu:
1) Dar por mulher a filha;
2) isentar de impostos; e
3) distribuir riquezas.
Saul prontificou-se a pagar qualquer preço. Já ia longe o tempo em que Saul dependia do Senhor (I Sm 11:7, 13); agora colocava a sua esperança no poder do dinheiro e das promessas (que não cumpriu).
O gesto demonstra o grande desespero de Saul, pois aproveitava a única oportunidade que se oferecia: um moço inexperiente em guerra (I Sm 17:31, 33).

I Sm 17:34-36 - O TEU SERVO MATOU O LEÃO E O URSO - Davi repetiu a façanha de Sansão (Jz 14:5-6) e, além do leão, esquartejou um urso, outro animal forte e perigoso (II Rs 2:24). O fato mostra que Davi era moço de grande força física e sangue frio.

O urso consta ser especialmente feroz, voraz, cruel e parece que é mais temido do que o leão.

O leão é dotado de força superior, é corajoso, feroz, voraz e não teme o homem.

Ninguém havia visto Davi combater o urso e o leão, senão Deus. Davi não precisava se orientar pela experiência de outra pessoa. Ele havia experimentado a Deus por si mesmo. As experiências do passado nos encorajam a enfrentar o futuro confiados em Deus.

Davi tivera experiências penosas, mas saíra-se vitorioso em preservar o rebanho de seu pai da ferocidade das bestas feras. Agora ele assegurava a Saul que poderia proteger o rebanho de Deus da ameaça do filisteu incircunciso.

IV - A TERRA SABERÁ QUE HÁ DEUS:

I Sm 17:46 - Esta afirmação de Davi prevaleceu, pois o fato está registrado na história para a glória de nosso Senhor.
Davi pretendia mostrar com sua vitória que o Senhor era o verdadeiro Deus e que era Ele quem libertava o Seu povo (Sl 44:1-8).

Golias jurou pelos seus deuses que esquartejaria Davi e daria sua carne para os animais e os pássaros devorarem.

Davi respondeu a Golias: “… eu vou a ti em NOME DO SENHOR!”
Davi não disse que iria enfrentar Golias em nome de Saul ou por causa de suas promessas políticas, mas somente em nome do Senhor, pois do Senhor é a guerra. Todos devem saber que Ele protege o Seu povo; que Sua providência governa; que Seu socorro nos torna invencíveis.

Nenhuma força e nenhuma arma podem impedir a destruição daqueles que não têm o Senhor dos Exércitos!

DAVI LANÇOU MÃO DA FUNDA - Qualquer coisa na mão, com Deus, vale muito e dá certo.
A funda, com a bênção de Deus, era muito mais poderosa que o orgulhoso Golias com sua espada, lança e escudo. Isso mostra o que a fé viva e real pode fazer.

DAVI PEGOU CINCO PEDRAS E LANÇOU UMA - Esta cravou-se na fronte, O ÚNICO LUGAR DESPROTEGIDO DE GOLIAS E UMA DAS PARTES VITAIS DO CORPO HUMANO.

Quando lançarmos A PEDRA, ela será dirigida por DEUS ; não iremos à batalha sozinhos: O ESPÍRITO DO SENHOR DOS EXÉRCITO IRÁ CONOSCO.

V - APENAS UMA PEDRA DERRUBOU O GIGANTE GOLIAS:

Davi colheu cinco pedras no ribeiro para enfrentar Golias - I Sm 17:40;
Samuel erigiu um altar e o chamou EBENEZER = PEDRA DE AJUDA (I Sm 7:12). Cristo, nossa Vitória, é chamado A PEDRA tanto no Antigo como no Novo Testamento (Dn 3:25; Mt 21:42).

A NOSSA PEDRA DE AJUDA É CRISTO e, segundo o profeta Isaías, “um menino” que nos nasceu, teria o Seu nome composto por cinco nomes. “O seu nome será”:…
(1) MARAVILHOSO;
(2) CONSELHEIRO;
(3) DEUS FORTE;
(4) PAI DA ETERNIDADE; e
(5) PRÍNCIPE DA PAZ.
Apesar de ter colhido cinco pedras, Davi usou apenas UMA para derrubar Golias; sobraram quatro pedras.
Isso mostra que, após derrubarmos “um Golias”, outro aparecerá no nosso caminhar da fé.
Mas devemos ter sempre uma pedra de reserva para enfrentarmos “os Golias” que surgirem à nossa frente. Para cada “Golias” tenhamos à nossa disposição, durante 365 / 366 dias, “UMA PEDRA”.
E, quando estivermos enfrentando qualquer “Golias”, façamos como Davi:
(1) Apenhemos cinco pedras (MARAVILHOSO, CONSELHEIRO, DEUS FORTE, PAI DA ETERNIDADE e PRÍNCIPE DA PAZ) - Sl 124:8;
(2) Quando o gigante se levantar para ir ao nosso encontro, apressemo-nos e corramos ao combate, a encontrar-se com ele - I Sm 17:48;
(3) Das CINCO PEDRAS QUE ESTÃO À NOSSA DISPOSIÇÃO, BASTA USARMOS UMA DELAS - Sl 20:7-9;
(4) Com a pedra cravada na fronte, o normal seria Golias cair de costas no chão. Mas esta ÚNICA PEDRA fez e fará diferente: O gigante cairá diante de nós “com o rosto em terra”, - I Sm 17:49;
(5) Assim, prevaleceremos, não com “as armas de Saul ” ou “promessas políticas”, mas com uma funda e UMA PEDRA - I Sm 17:50;
(6) Não devemos parar aí! O gigante ainda não estava morto! Corramos outra vez, ponhemo-nos em pé sobre o ele e o matemos, cortando-lhe a cabeça - I Sm 17:51;
Resultado: OS INIMIGOS VERÃO QUE O SEU CAMPEÃO É MORTO E FUGIRÃO, para glória e honra do nosso Deus! - I Sm 17:51.
VI - CONSIDERAÇÕES FINAIS:

Entreguemos, pois, nossa vida a Cristo; sirvamos à causa do Mestre e levemos conosco:
(1) Nossa fé pessoal em Cristo;
(2) Nossa devoção diária, não deixando passar um dia sem lermos a Bíblia e orarmos;
(3) Vivamos uma vida disciplinada debaixo da soberania de Deus;
(4) Dediquemo-nos ao serviço do Mestre; e
(5) Estejamos preparados para a batalha, de onde sairemos vitoriosos, em nome de Jesus, a ÚNICA PEDRA, a nossa PEDRA DE AJUDA!

FONTES DE CONSULTA:

Estudo do Pastor Franco - “Um gigante por dia”
Comentário Bíblico Broadman - Volume 9 - JUERP - Clifton Allen
Estudo do Prof. Antonio Sebastião da Silva - “Fortalecendo a fé dos irmãos”.
O Desafio - Distribuidora Record - Billy Graham

Publicado no blog Escola Bíblica Dominical para Todos

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

LIÇÃO 1 – DAVI E A SUA VOCAÇÃO




Igreja Evangélica Assembléia de Deus – Recife / PE
Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais
Pastor Presidente: Ailton José Alves
Av. Cruz Cabugá, 29 – Santo Amaro – CEP. 50040 – 000 Fone: 3084 1524

LIÇÃO 1 – DAVI E A SUA VOCAÇÃO

INTRODUÇÃO

O tema deste último trimestre do ano é: “Davi, as vitórias e as derrotas de um homem de Deus”, onde teremos a oportunidade de estudar a biografia de um dos personagens mais importantes da Bíblia, o maior rei de Israel: Davi. Ele nos deixou muitos exemplos de fé, coragem, obediência e paciência; virtudes essas que foram escritas para que possamos imitá-las. Mas, suas derrotas e pecados também foram registrados nas páginas da Bíblia, para que servissem de advertência para nós. Dessa forma, podemos aprender, não só com seus êxitos, mas também com seus fracassos. Que este trimestre seja de bênçãos para todos nós, e que possamos, não só aprender, mas também imitar as suas virtudes, bem como evitar cometer os seus erros e fracassos.

I – QUEM ERA DAVI?

Seu nome significa “amado”. Sua história está registrada em mais de sessenta capítulos da Bíblia; cerca de 60 referências são feitas a ele no Novo Testamento, além de figurar na genealogia do Senhor Jesus (Mt 1.1); até hoje ele é lembrado como o maior rei de Israel e, por duas vezes na Bíblia ele é chamado de “homem segundo o coração de Deus” (I Sm 13.14; At 13.22).

1.1 Sua família. Davi era o mais novo dos oito filhos de Jessé, um efrateu de Belém (I Sm 17.12-14) e bisneto de Boaz e Rute, a moabita (Mt 1.5,6; Lc 3.31,32).

1.2 Sua Ocupação: Pastorear as ovelhas de seu pai (I Sm 16.11). Como pastor aprendeu a cuidar dos animais, bem como a protegê-los dos predadores. Essa experiência o ensinou a depender do Senhor, conforme ele mesmo diz a Saul: “O Senhor me livrou das garras do leão, e das do urso; ele me livrará da mão deste filisteu” (I Sm 17.37).

1.3 Suas Habilidades: Davi possuía muitos talentos. Quando Saul estava atormentado por um espírito maligno, seus servos lhe aconselharam que ele mandasse chamar alguém que tocasse harpa. Então, ele mandou que lhe trouxessem alguém que tocasse bem. E, um dos moços lhe disse: “Eis que tenho visto a um filho de Jessé, o belemita, que sabe tocar e é valente e vigoroso, e homem de guerra, e prudente em palavras, e de gentil presença; o Senhor é com ele.” (I Sm 16.18). Esse texto relaciona várias características de Davi: seu talento musical, sua bravura, eloquência, boa aparência, mas, acima de tudo, a presença do Senhor em sua vida.

II – QUAIS OS ASPECTOS DO CARÁTER DE DAVI?

Sem dúvida, Davi foi um dos maiores homens da Bíblia. São muitas as virtudes e qualidades que a Bíblia descreve acerca deste homem: humildade, sinceridade, e, acima de tudo, um coração voltado para Deus. Até mesmo quando ele fracassou, nos deixou lições importantes, tais como: arrependimento sincero, confissão, e uma fé inabalável no perdão de Deus. Vejamos alguns aspectos do seu caráter:

2.1 Davi era um homem cujo coração era inclinado ao Senhor. Ele era um homem espiritual, cuja vida estava em harmonia com os anseios de Deus (I Sm 17.36).
2.2 Davi era um homem humilde. Ele aprendeu a atribuir as suas vitórias a Deus (I Sm 17.37; Sl 34.4-7; 40.5-10; 124).

2.3 Davi era um homem sincero. Apesar de ter muitas virtudes, ele não era um homem infalível. Cometeu dois graves pecados: adultério e o mentor da morte de Urias (II Sm 11.1-22). Mas, quando repreendido pelo Senhor, através do profeta Natã, ele confessou e arrependeu-se dos seus pecados (II Sm 12.13; Sl 51).

2.4 Os aspectos do caráter de Davi podem ser vistos em sua vida, mesmo depois que foi ungido rei de Israel. Mesmo depois que ele foi ungido pelo profeta Samuel, continuou sendo um homem humilde, obediente e submisso. Vejamos:
 Continuou com suas tarefas de pastor, mesmo sendo o ungido do Senhor (I Sm 16.19). Que belo exemplo a ser seguido por nós!
 Mesmo sendo promovido a músico do rei, continuava submisso ao seu pai, e cuidava de seu rebanho com fidelidade (I Sm 17.15).
 Ele respeitava Saul, a quem substituiria, porque tinha consciência da vontade soberana de Deus em sua vida, e do controle que Ele exerce sobre todas as coisas (I Sm 18.5; 19.1-7).

III - DAVI, EXEMPLO DE UM ADORADOR

Ao estudarmos a biografia deste servo de Deus, observamos que Davi não foi apenas um pastor que se tornou em um guerreiro, e, posteriormente, o rei de Israel. Ele foi também um grande músico: compôs mais de 70 salmos, tocava muito bem a sua harpa e demonstrou habilidade na organização do cântico ao assumir o reino de Israel. Vejamos porque ele é um exemplo de adorador:

3.1 Davi foi conhecido como músico. Quando Saul estava sendo atormentado por um espírito mau, ele disse: “Buscai-me, pois, um homem que toque bem, e trazei-mo”. Um dos seus servos lhe respondeu: “... tenho visto um filho de Jessé, que sabe tocar ...” (I Sm 16.17,18). Esta expressão revela que o servo do rei conhecia a Davi, não apenas como um pastor de ovelhas, mas também como músico.

3.2 Davi foi obediente quando convidado para tocar a sua harpa diante do rei. Como ele já havia sido ungido rei de Israel, poderia negar-se a ser músico do rei. No entanto, ele não era apenas um músico, ele era obediente: veio, trouxe presentes a Saul (I Sm 16.20) e tocou a sua harpa diante dele (I Sm 16.23).

3.3 Quando Davi dedilhava a sua harpa, o espírito mau se retirava de Saul. Qual será a razão pela qual aquele espírito mau se retirava? Com certeza, as músicas que Davi tocava, não eram músicas mundanas. Eram hinos de louvores a Deus. Muitos deles estão ao nosso dispor, no livro dos Salmos.

IV- A VOCAÇÃO DE DAVI

Depois que Saul foi rejeitado por Deus, por causa de sua desobediência (I Sm 15.26), o Senhor incumbiu a Samuel a tarefa de ungir um dos filhos de Jessé (I Sm 16.1). Ao chegar na casa de Jessé, os sete irmãos de Davi foram apresentados a Samuel, mas, nenhum deles foi escolhido pelo Senhor. Samuel, então, perguntou: “Acabaram-se os moços? E ele lhe respondeu: Ainda falta o menor, que está apascentando as ovelhas” (I Sm 16.11). Jessé, então, mandou chamá-lo, e, ao chegar, Davi foi ungido pelo profeta, e o Espírito do Senhor se apoderou dele (I Sm 16.13). Podemos extrair algumas lições deste episódio:

4.1 Saul já estava ciente que seu reinado seria substituído, e que nenhum de seus filhos ocuparia o trono de Israel, como Samuel havia lhe dito (I Sm 13.13,14). Isto nos ensina que quando Deus escolhe alguém para um trabalho específico, não significa dizer que este o fará por toda a vida. Saul foi escolhido por Deus (I Sm 9.16,17; 10.1), mas fracassou na sua missão. Por isso, ele foi rejeitado pelo Senhor (I Sm 13.8-14), que já havia provido um substituto para ele (I Sm 16.1).

4.2 Ao chegar na casa de Jessé e ver Eliabe, Samuel equivocou-se dizendo: “Certamente está perante o Senhor o seu ungido” (I Sm 16.6). Porém o Senhor lhe disse: “Não atentes para a sua aparência, nem para a grandeza da sua estatura, porque o tenho rejeitado; porque o Senhor não vê como vê o homem, pois o homem vê o que está diante dos olhos, porém o Senhor olha para o coração” (I Sm 16.7). Davi não possuía a estatura e a aparência de Eliabe, Abinadabe e Samá, seus irmãos, mas fora escolhido por Deus. Isto nos ensina que Deus escolhe, não pela aparência, e sim, pelo coração, ou seja, pelo caráter.

4.3 Davi foi ungido em uma reunião singela, na presença de seu pai e seus irmãos. A unção com óleo sobre a cabeça de Davi significava “separação para um obra específica”. Porém, além da unção com óleo, algo sobrenatural lhe aconteceu: O Espírito do Senhor se apoderou dele (I Sm 16.13). No Antigo Testamento, o Espírito Santo atuava na vida de alguns líderes em Israel, tais como: Juízes, reis, profetas e sacerdotes, etc, capacitando-os a realizar os propósitos divinos, como podemos ver na vida de Josué (Nm 27:8-21); Otoniel (Jz 3:9-10; José (Gn 41:38-40); Bezaleel (Êx 35:30-31); Moisés (Nm 11:16,17); Gideão (Jz 6:34), Jefté (Jz 11:29); Sansão (Jz 13:24,25); Saul (1 Sm 10:6), dentre outros. Com Davi não podia ser diferente. Apesar de possuir muitos talentos (I Sm 16.18), somente o poder do Espírito Santo em sua vida podería lhe dar condições para superar os desafios e, posteriormente, reinar sobre as doze tribos de Israel.

CONCLUSÃO

Quando Saul fracassou em sua missão, Deus escolheu a Davi para substituí-lo. Ele não pertencia a família real, nem era uma pessoa influente na sociedade. Pelo contrário, era um simples pastor de ovelhas e o menor de sua casa. Mas, ele possuía muitas outras qualidades: além de músico, era prudente, de gentil presença e o Senhor era com ele (I Sm 16.18). Por isso ele foi escolhido para ser o rei de Israel e é descrito nas Escrituras como o “homem segundo o coração de Deus” (I Sm 13.14; At 13.22).

REFERÊNCIAS:

Bíblia de Estudo Pentecostal. Donald C. Stamps. C.P.A.D.
Quem é quem na Bíblia Sagrada. Paul Gardner. VIDA ACADÊMICA.
O Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo. R. N. Champlim. HAGNOS

terça-feira, 22 de setembro de 2009

LIÇÃO 13 – A SEGURANÇA EM CRISTO

Igreja Evangélica Assembléia de Deus – Recife / PE
Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais
Pastor Presidente: Ailton José Alves
Av. Cruz Cabugá, 29 – Santo Amaro – CEP. 50040 – 000 Fone: 3084 1524


LIÇÃO 13 – A SEGURANÇA EM CRISTO


INTRODUÇÃO

Nesta última lição do trimestre estudaremos os últimos versículos da Primeira Epístola de João, onde o apóstolo fala acerca do propósito desta carta: “Estas coisas vos escrevi, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus” (I Jo 5.13). Mas, além da certeza de vida eterna, o apóstolo descreve também outras coisas que o crente deve saber: que o Senhor ouve as nossas orações (I Jo 5.14,15); que aquele que é nascido de Deus não vive na prática do pecado (I Jo 5.18); e que somos de Deus (I Jo 5.19). Estes são alguns temas que estaremos estudando nesta lição.

I – QUE SIGNIFICA A VIDA ETERNA?

A vida eterna é a bem-aventurada esperança dos que recebem a Cristo como único e suficiente salvador, que Deus dá, como recompensa, o direito de viver eternamente com Ele (Jo 3.16; 5.24; Rm 6.23; I Jo 5.11,13). Quando a Bíblia fala de vida eterna não se refere apenas a quantidade de tempo, mas também a qualidade de vida, pois, além de o homem viver eternamente com Cristo, desfrutará também de uma existência sumamente feliz e inefável. Todo cristão deve ter a certeza da vida eterna, ou seja, a convicção de que, quando Jesus voltar, ou a morte chegar, ele irá encontrar-se com Cristo, e estará para sempre com o Senhor (Fp 1.23; II Co 5.8; Hb 9.28; I Ts 4.13-17).

II – COMO PODEMOS OBTER A VIDA ETERNA?

Segundo as Escrituras, podemos obter a vida eterna crendo em Cristo e guardando os seus mandamentos. Vejamos:
2.1 Podemos obter a vida eterna crendo no Filho de Deus. Ninguém pode obter a vida eterna, nem certeza da salvação, sem uma fé inabalável em Jesus Cristo. Jesus disse: “Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: Que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna”. (Jo 6.40,47).
2.2 Podemos obter a vida eterna guardamos os seus mandamentos: Embora a fé seja indispensável à salvação e à vida eterna, não significa dizer que, a fé em Cristo é suficiente, pois, além de crer em Cristo, devemos guardar também os seus mandamentos. Certa ocasião um jovem perguntou a Jesus: “Bom Mestre, que bem farei para conseguir a vida eterna?” E Jesus respondeu-lhe dizendo: “Se queres, porém, entrar na vida, guarda os mandamentos” (Mt 19.16,17). Em outra ocasião, o Senhor Jesus disse: “Em verdade, em verdade vos digo que, se alguém guardar a minha palavra, nunca verá a morte”. (Jo 8.51).

III – A EFICÁCIA DA ORAÇÃO

O apóstolo João também escreve sobre a eficácia da oração (I Jo 5.14,15). Todos nós sabemos da importância da oração para a vida cristã, pois, orar é falar com Deus. Podemos definir a oração como “o ato do homem dirigir-se ao seu Criador, com o objetivo de lhe adorar; pedir perdão pelas faltas cometidas; agradecer-lhe pelos favores imerecidos; buscar proteção; e uma comunhão mais íntima com Ele”. Vejamos o que o apóstolo nos ensina sobre a oração: “E esta é a confiança que temos nele: que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve” (I Jo 5.14). Podemos extrair algumas lições deste texto:

3.1 “Esta é a confiança que temos nele...”. João nos ensina que a oração, acima de tudo, é um ato de confiança em Deus. É o momento em que, nós adentramos à sala do trono e, em nome de Jesus, temos acesso a Deus. Por isso, a fé é indispensável à oração (Mc 11:24; 9:23). O escritor aos hebreus admoesta-nos, dizendo: “Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé” ( Hb 10:22).
3.2 “...que, se pedirmos alguma coisa...”. Todo cristão sabe que um dos propósitos da oração é fazer a Deus as nossas petições. O que muitos não sabem, é como devemos pedir. Algumas pessoas, equivocadamente, oram dizendo: eu decreto! Eu determino! Eu exijo! Mas, não é este o modelo de oração que encontramos nas Escrituras. Em momento algum a Bíblia nos ensina a exigir ou determinar alguma coisa, e sim, a pedir (Mt 7.7; 21.22; Mc 11.24; Lc 11.9).

3.3 “ ...segundo a sua vontade, ele nos ouve”. O apóstolo João nos ensina que um dos critérios para que o Senhor responda as nossas orações é que o pedido esteja de acordo com a Sua vontade. O Senhor Jesus, ensinando os discípulos a orar disse: “Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu...” (Mt 6.9,10). E, em agonia, no jardim do Getsêmani, ele orou dizendo: “Meu Pai, se este cálice não pode passar de mim sem eu o beber, faça-se a tua vontade” (Mt 26.42). Ora, se o Senhor Jesus orou dizendo “... faça-se a tua vontade”, como podemos nós orar, decretando ou exigindo alguma coisa? Por isso o apóstolo João, diz: “... se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve” ( I Jo 5.14).

IV – TRÊS AFIRMAÇÕES FINAIS

O apóstolo João conclui a primeira epístola fazendo três declarações em que se repete a expressão “sabemos” (v. 18,19 e 20). Estas afirmações são importantes por dois motivos: tanto se tratam de um resumo do que foi dito em toda a epístola; como também são verdades que o cristão deve saber. São elas:

4.1 “ Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca” ( I Jo 5.18). O apóstolo João ensina que, aquele que nasceu de Deus, ou seja, que experimentou o novo nascimento, não pode viver na prática do pecado (I Jo 1.5-7; 2.3-11,15-17; 3.6-24; 4.7,8,20). Isto porque, a nova natureza proporcionada pela presença do Espírito Santo em nós, nos dá condições de vencer o pecado, e não permite que sejamos mais dominado por ele (Rm 6.12-14). Mas, João ensina também sobre a nossa responsabilidade individual, ou seja, aquele que nasceu de Deus, tem o dever de conservar-se a si mesmo (I Tm 5.22; Tg 1.27; Jd 21). E, assim, o maligno não pode lhe tocar, ou seja, o diabo não pode “lançar mão dele”.

4.2 “Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno” (I Jo 5.19). A segunda afirmação de João é que “somos de Deus”, como ele afirma também em (I Jo 4.4-6). Ele demonstra nesse texto o contraste entre nós e o mundo, pois, enquanto somos de Deus, ou seja, somos nascidos dEle e pertencemos a Ele, o mundo está sob o domínio de Satanás. Não existe um meio-termo: ou a pessoa pertence a Deus e lhe obedece, ou vivem sob o controle do maligno (Ef 2.1-3). Quando o apóstolo afirma que “todo o mundo está no maligno”, ele está dizendo que o diabo é o príncipe deste mundo (Jo 12:31; 14:30; 16:11), e que o mundo está sob o seu poder e domínio. Por isso ele é intitulado "aquele que está no mundo", pois o mundo é a sua esfera de atuação e influência (I Jo 4:4).

4.3 “E sabemos que já o Filho de Deus é vindo, e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro; e no que é verdadeiro estamos, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna” (I Jo 5.20). A terceira e ultima declaração do apóstolo tem por objetivo combater a heresia gnóstica acerca da pessoa de Cristo e da salvação. Os gnósticos negavam que Jesus é o Cristo (I Jo 2.22; 5.1) e que Jesus veio em carne (I Jo 4.2,3). Além disso, ensinavam que não era necessário a fé salvífica (I Jo 1.6; 5.4,5), a obediência aos mandamentos de Jesus (I Jo 2.3,4; 5.3) e uma vida santa, separada do pecado (I Jo 3.7-12) e do mundo (I Jo 2.15-17). Por isso, o apóstolo João afirma que Jesus já veio e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro. João enfatiza o cristianismo autêntico: “Jesus é verdadeiramente o Cristo vindo em carne” (I Jo 4:1-3; 5:5-9); e por isso temos a certeza da vida eterna: “E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus.” ( I Jo 5.11-13).

CONCLUSÃO

No ultimo capítulo da primeira epístola de João, ele enfatiza sobre algumas verdades que todos nós devemos saber: que temos avida eterna; que as nossas orações são ouvidas; que não vivemos mais na prática do pecado; que somos de Deus; e que Cristo já veio, e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro. Se os cristãos soubessem e cressem nessas verdades, jamais seriam enganados pelas heresias gnósticas.

REFERÊNCIAS:

Bíblia de Estudo Pentecostal. João Ferreira de Almeida. C.P.A.D.
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. João Ferreira de Almeida. C.P.A.D.
As Epístolas de João. James Montgomery Boice. C.P.A.D.
Ouça o Programa “ESCOLA BÍBLICA NO AR” que vai ao ar, todos os sábados, das 22:00 às 23:00h, pela REDE BRASIL. Você pode também acessar o site: www.redebrasildecomunicacao.com.br

LIÇÃO 12 – O TESTEMUNHO INTERIOR DO CRENTE

Igreja Evangélica Assembléia de Deus – Recife / PE
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LIÇÃO 12 – O TESTEMUNHO INTERIOR DO CRENTE

INTRODUÇÃO

Nesta lição iremos abordar o conceito do novo nascimento através da regeneração, pelo qual o ser humano é transformado. João nos mostra a verdadeira identidade dos filhos de Deus, porém é o Espírito Santo quem nos confirma esta filiação. O evangelho envolve imperativos morais; e o poder de cumprir o mesmo (o que leva o individuo a compartilhar da própria santidade de Deus) vem através da participação na natureza divina. “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca, mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca” (I Jo 5:18).

I – O QUE É O NOVO NASCIMENTO?

1.1 - Conceito – Milagre operado no espírito do ser humano, através do qual este é recriado de conformidade com a imagem divina pela conversão e regeneração. É o nascimento de cima para baixo (Jo.3:1-16). É a impregnação da natureza divina á alma humana, unindo-a ao Senhor Jesus num só corpo. O novo nascimento ressalta a comunicação da vida espiritual; a regeneração acentua o começo de um novo estado de coisas em contraste com o antigo; daí a ligação do uso da palavra com aplicação a Israel “E Jesus disse-lhes: Em verdade vos digo que vós, que me seguistes, quando, na regeneração, o Filho do homem se assentar no trono da sua glória, também vos assentareis sobre doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel ”(Mt. 19:28). Jesus explicou a importância do renascimento espiritual, dizendo que o povo não entraria no reino de Deus por viver uma vida melhor, mas se renascesse espiritualmente.

1.2 - A expressão “da água e do Espírito” pode ser referido:

 O nascimento físico (representado pela água) e o nascimento espiritual (representado pelo Espírito).
 A regeneração pelo Espírito simbolizando pelo batismo cristão, visto que a água é usada como agente de purificação, obra realizada pelo Espírito Santo de Deus (Tt.3:5).

1.3 -Testemunho Interior – É a testificação no Espírito Santo no seu interior, que ele é filho de Deus. “Jesus respondeu, e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus”(Jo 3:3).
1.4 - Novidade de vida - no Grego “Kainotes”, é uma vida de nova qualidade (Rm. 6:4), o crente sendo nova criatura (II Co 5:17), deve se comportar em consistência com a vida nova em contraste com o seu antigo modo de vida; novidade de espírito (Rm.7:6), dito de maneira do crente servir ao Senhor.

II – OS FILHOS DE DEUS ESTÃO RELACIONADOS AO AMOR

Quando nos tornamos cristãos, passamos a fazer parte da familia de Deus; os companheiros crentes passam a ser nossos irmãos e irmãs. Somos simplesmente convocados para aceitá-los e amá-los. A santidade, a fé e o amor são partes integrantes da natureza dos remidos, isto é; aqueles que são nascidos de Deus.“O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus ”(Rm. 8:16).
Como deve ser o relacionamento dos filhos de Deus:

2.1 - Através da Comunhão-É a forma de companherismo, participação usado acerca das experiências e interesses comuns dos cristãos (At. 2:42; Gl.2:9; I Jo 1:7).
2.2 - Através da União-É a forma de estar unido, junto e com o mesmo sentimento em ação.“E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam juntos com alegria e singeleza de coração, ”(At.2:46: Sl.133:1;I Jo 1:7).

2.3 - Através do Relacionamento sincero -Ter um bom relacionamento com os irmãos.“O
justo anda na sua sinceridade; bem-aventurados serão os seus filhos depois dele”(Pv.20:7). Outros textos mostram a integridade daqueles que andam em sinceridade (Sl. 25:21; Pv. 10:9;Pv. 11:3).“Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor; ”(Rm.12:14).

2.4 - Através do Testemunho -Ter uma vida respaldada pela Palavra de Deus, ser exemplo na vida cristã.“Pela fé Enoque foi trasladado para não ver a morte, e não foi achado, porque Deus o trasladara; visto como antes da sua trasladação alcançou testemunho de que agradara a Deus”(Hb.11:5).

III- O PERFIL DOS FILHOS DE DEUS

3.1 - Andar em espírito - O crente deve andar em novidade de vida, ou seja, refere-se a uma conduta moral. “De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida” (Rm. 6:4).
3.2 - Crucificar a carne - Deixar os desejos da carne, e agradar a Deus. “Porque eu, pela lei, estou morto para a lei, para viver para Deus. Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim”(Gl.2:19-20).

3.3 - Levar as cargas uns dos outros – Significa compartilhar nos sofrimentos dos outros, uma forma de ajudar levar o fardo do próximo. “Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo”(Gl. 6:2).
3.4 - Fazer o bem – É uma ação do cristão na realização do bem estar do seu próximo na vida diária.“E não nos cansemos de fazer bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido”(Gl. 6:9; II Ts 3:13; Tg. 4:17).

3.5 - O cristão deve andar em novidade de vida – Deixando as coisas velhas e prosseguindo para o alvo que é Cristo.“De sorte que fomos sepultados com ele pelo batismo na morte; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida”(Rm. 6:4; Rm. 7:6).
3.6 - Honestidade – Andar com integridade e dignidade dando exemplo na sociedade. “Andemos honestamente, como de dia; não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades, nem em dissoluções, nem em contendas e inveja” (Rm.13:13; Fp. 4:8; II Cor. 8:21).

3.7 - Boas Obras - Pelos frutos conhecereis se sois os meus discípulos. “Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas” (Ef. 2:10; Tt. 3:14; Hb.10:24).

IV – RESULTADOS DA REGENERAÇÃO

 Nascidos de Deus vence a tentação ( I Jo 3:9; 5:4,18)
 A atitude da pessoa regenerada é diferente (Ml 3:18)
 Ama os irmãos ( I Jo 5:1 )
 Ama a Deus ( I Jo 5:2; 4:19)
 Ama a Palavra de Deus ( Sl. 119:97; I Pe 2:2)
 Ama seus inimigos (Mt. 7:11)
 Ama as almas perdidas ( II Co. 5:14)

CONCLUSÃO

luir que o amor fraternal é o resultado do novo nascimento. Aquele que é nascido de novo busca andar em novidade de vida, ele não busca cometer pecados. “Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus” (I Jo 3:9). João mostrou o perfil daquele que é nascido de Deus: “Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus; e todo aquele que ama ao que o gerou também ama ao que dele é nascido” (I Pe. 5:1).“Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos, o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo;”(I Pe. 2:2). Os filhos de Deus possuem três características: fé , amor e obediência.

REFERÊNCIAS:

 ALMEIDA, João Ferreira de, 1995- Bíblia de Estudo Pentecostal, Ed. Revista e Corrigida. CPAD.
 OLIVEIRA, Raimundo Ferreira de, - As Grandes Doutrinas da Bíblia. Rio de Janeiro, CPAD, 1987.
 STANLEY,M. Horton. 1996, Teologia Sistemática. Rio de Janeiro, CPAD, 1996.
 R. N. CHAMPLIN, Ph.D, O Novo Testamento Interpretado-Versículo por versículo. Ed. Hagnos, 2002.

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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

LIÇÃO - 11 – O AMOR A DEUS E AO PRÓXIMO

Igreja Evangélica Assembléia de Deus – Recife / PE
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Pastor Presidente: Ailton José Alves
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LIÇÃO 11 – O AMOR A DEUS E AO PRÓXIMO

INTRODUÇÃO

Neste dia nacional de missões estaremos estudando um dos principais temas das epístolas de João: o amor a Deus e ao próximo, que é o maior de todos os mandamentos. João, em suas epístolas, enfatiza a necessidade de amarmos uns aos outros. Ele diz: “Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor” (I Jo 4.7,8). Em outras palavras, o apóstolo está afirmando que, se não amamos, é porque não conhecemos a Deus, ou seja, não somos nascidos dEle. Que esta lição sirva de motivação e estímulo para amarmos a Deus, bem como, uns aos outros.


I – QUAIS OS TERMOS QUE DEFINEM A PALAVRA AMOR?
No grego (língua original do Novo Testamento), encontramos alguns termos que definem a palavra amor. Vejamos três deles: Storge, Philia e Ágape:

1.1 Storge. É o amor pelos membros da família, como o amor paterno, materno etc. Apesar de ser importante, este amor é limitado, pois, está restrito aos membros da família. Nós não encontramos nas Escrituras um mandamento específico sobre o dever de amar os pais, filhos, etc, pois este mandamento já está implícito na Bíblia. Se o cristão deve amar a Deus sobre todas as coisas; ao próximo como a si mesmo; e até mesmo seus inimigos, quanto mais os seus próprios familiares! Lamentavelmente, o desaparecimento desse amor é uma característica dos homens nos dias atuais.


1.2 Philia. É o amor fraternal ou bondade fraterna, como podemos ver na recomendação do apóstolo Pedro: “E vós também, pondo nisto mesmo toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude, e à virtude a ciência, e à ciência a temperança, e à temperança a paciência, e à paciência a piedade, e à piedade o amor fraternal, e ao amor fraternal a caridade” (II Pe 1.5-7). Este amor é humano e limitado porque depende de uma relação recíproca: “amamos se somos amados”, ou seja, somos amigáveis e amorosos com aqueles que são amigáveis e amorosos conosco.


1.3 Ágape. A palavra “agape” significa “amor abnegado”, “amor profundo e constante”, como o amor de Deus pela humanidade. Jesus falou acerca desse amor, quando disse: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). Este amor perfeito e inigualável abrange nossa mente, nossas emoções, nossos sentimentos, nosso pensamento, ou seja, todo o nosso ser. Este é o tipo de amor que o Espírito Santo quer manifestar em nossa vida quando nos entregamos inteiramente a Deus. É o amor que nos leva a amá-lO e obedecer à Sua Palavra. Este amor flui de Deus para nós: “Nós amamos a ele porque ele nos amou primeiro” (I Jo 4.19). Agape é o amor que dá sem exigir recompensa (I Co 13.1-8; I Jo 4.7-11; Ef 5.2).

II - QUAIS AS DIMENSÕES DO AMOR AGAPE?

Vejamos duas dimensões do amor agape:
2.1 A dimensão vertical: amor em direção a Deus. Amar a Deus é nosso maior dever e privilégio. Como devemos amar a Deus? De todo o nosso coração, alma, forças e entendimento! A palavra “coração”, como é usada na Bíblia, não se refere ao órgão físico que bombeia sangue em nosso corpo. Diz respeito ao nosso ser interior, envolvendo nosso espírito e alma. Devemos amar a Deus com toda a nossa mente, intelecto, vontade, força e emoções. Quando amamos a Deus com amor agape, que é um aspecto do fruto do Espírito, também amamos tudo o que é dEle e tudo o que Ele ama. Amamos sua Palavra, seus filhos, sua obra, sua igreja, etc. Você tem o amor agape em direção a Deus? O teste deste amor é a obediência. Jesus disse: "Se me amardes, guardareis [obedecereis] os meus mandamentos" (Jo 14.15). "Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda [obedece], este é o que me ama" (Jo 14.21). "Se alguém me ama, guardará [obedecerá] a minha palavra... Quem não me ama não guarda [obedece] as minhas palavras" (Jo 14.23,24).

2.2 A dimensão horizontal: amor em Direção ao próximo. Não podemos amar ao próximo com amor agape, a menos que amemos a Deus primeiramente. É o Espírito Santo que produz o fruto do Espírito em nós, que nos capacita a cumprir o segundo maior mandamento da lei: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Lv 19.18). Em sua primeira epístola, o apóstolo João enfatizou a importância do amor agape em direção a outras pessoas: “Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor. Ninguém jamais viu a Deus; se nos amamos uns aos outros, Deus está em nós, e em nós é perfeito o seu amor. Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?” (I Jo 4.7,8,12,20). O amor agape nos capacita a amar não apenas os nossos semelhantes, mas até mesmo nossos inimigos (Lc 6.27-36). É interessante observar que os Dez Mandamento estão organizados nestas duas direções:

NA DIMENSÃO VERTICAL NA DIMENSÃO HORIZONTAL
Não terás outros deuses diante de mim.
Não farás para ti imagem de escultura.
Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão.
Honra a teu pai e a tua mãe.
Não matarás.
Não adulterarás.
Não furtarás.
Não dirás falso testemunho.
Não cobiçarás.

III – POR QUE DEVEMOS AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS?

Seria impossível descrever todas as razões pelas quais devemos amar a Deus sobre todas as coisas. Enumeramos apenas duas razões:

3.1 Porque Ele nos amou primeiro. O apóstolo afirma que nós só podemos amar a Deus porque Ele nos amou primeiro, ou seja, antes mesmo que viéssemos a existir, Ele já nos amou (I Jo 4.19), pois, o amor é a própria natureza de Deus (I Jo 4.8). O apóstolo Paulo corrobora também com esta declaração, quando diz: “Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores”. (Rm 5.8).

3.2 Porque é o maior mandamento na Lei. Certa ocasião um doutor da lei perguntou a Jesus: Mestre, qual é o grande mandamento na lei? E Jesus disse-lhe: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas” (Mt 22.35-40). Portanto, amar não é apenas uma opção, e sim, um mandamento.


IV – POR QUE DEVEMOS AMAR AO PRÓXIMO?

“Amor” é um dos temas mais abordados na primeira epístola de João. Ele enumera diversas razões pelas quais devemos amar uns aos outros. Citamos apenas duas:

4.1 Porque é um mandamento. Como já citamos no tópico anterior, amar ao próximo é o segundo mandamento na Lei (Mt 22.35-40). E o apóstolo João reitera este mandamento, quando diz: "E o seu mandamento é este: que creiamos no nome de seu Filho Jesus Cristo, e nos amemos uns aos outros, segundo o seu mandamento." (I Jo 3. 23).

4.2 Porque é uma evidência do novo nascimento. João deixa bem claro que é impossível dizer que conhecemos a Deus, ou seja, que nascemos de novo, se não amarmos ao próximo. Ele diz: “Nisto são manifestos os filhos de Deus, e os filhos do diabo. Qualquer que não pratica a justiça, e não ama a seu irmão, não é de Deus. Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?" (I Jo 3.10; 4.20).


V - POR QUE O AMOR DEVE SER A PRINCIPAL CARACTERÍSTICA DO CRISTÃO?

O amor deve ser a marca distintiva dos seguidores de Cristo. Por isso, como cristãos, nossa responsabilidade não é apenas ensinar ou pregar sobre o amor, mas, acima de tudo, praticar o amor no nosso dia-a-dia.

5.1 É pelo amor que somos conhecidos como discípulos: Jesus disse: “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros”. (Jo 13.35).

5.2 É pelo amor que demonstramos que passamos da morte para a vida: “Nós sabemos que passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos. Quem não ama a seu irmão permanece na morte”. (I Jo 3.14)

5.3 É pelo amor que demonstramos que somos nascidos de Deus: “Amados, amemo-nos uns aos outros; porque o amor é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus.” (I Jo 4.7).
5.4 É pelo amor que demonstramos que conhecemos a Deus: “Aquele que não ama não conhece a Deus; porque Deus é amor.” (I Jo 4.8).


CONCLUSÃO

Nesse mundo dominado pelo diabo, e contaminado pelo pecado, o verdadeiro amor está cada vez mais escasso. O próprio Senhor Jesus disse: “E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará” (Mt 24.12). Porém, aquele que está em Cristo ama, não só a Deus, mas também ao próximo e até mesmo a seus inimigos, pois “...o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5.5).

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

LIÇÃO 10 - OS FALSOS PROFETAS




Igreja Evangélica Assembléia de Deus - Recife / PE

Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais

Pastor Presidente: Ailton José Alves

Av. Cruz Cabugá, 29 - Santo Amaro - CEP. 50040 - 000-Fone: 3084 1524

LIÇÃO 10 - OS FALSOS PROFETAS

INTRODUÇÃO

Em sua primeira epístola o apóstolo João adverte a igreja acerca dos falsos profetas. Sabemos que o falso aparece para copiar, imitar o que é verdadeiro, porém o profeta verdadeiro é usado por Deus, enquanto o falso é usado pelo inimigo para: confundir, enganar e deturpar o que é correto. Naquela época existiam falsos profetas tentando passar ensinos distorcidos “Do mundo são, por isso falam do mundo, e o mundo os ouve.” (I Jo 4:5).

I - O QUE É PROFETA?

1.1- Conceito - É aquele que transmite a mensagem de Deus, inspirado pelo Espírito de Deus. O termo Profeta no hebraico significa (Nabi, Dt. 18:18), ( pastores - raáh ) (Vidente - ro´eh, I Sm. 9:9) - pessoa com capacidade de perceber as coisas do ponto de vista de Deus ;(Sentinelas - Tsaphá) (Homem de Deus) - homem que pertencia primeiramente a Deus e totalmente dedicado á sua causa, no Grego (Prophetes) : uma pessoa chamada ou nomeada para proclamar a palavra de Deus.

1.2- Funções dos Profetas - Os profetas de Israel foram chamados individualmente e ungidos por Deus para o serviço de emergência, em contraste com o serviço regular dos sacerdotes, anciãos e reis. As funções são classificadas em:

Porta - voz especial de Deus - O termo “profeta” (Heb., nab; gr. Prophetes) significa “falar por” ou representar. Sua tarefa mais importante em agir como embaixadores ou mensageiros divinos, anunciando a vontade de Deus para o seu povo, especialmente em tempo de crise.

Vidente - A credencial de um profeta verdadeiro de Deus era a habilidade infalível de penetrar no futuro e revela-lo (Dt. 18:21,22). Essa habilidade autenticava sua mensagem como sendo divina, porquanto somente Deus conhece o futuro.

Professor da lei e da justiça - Apesar de sacerdotes e levitas serem normalmente os professores de Israel, os profetas também receberam essa função quando o sacerdócio degenerou (Lv. 10:11; Dt. 33:10; Ez. 22:26). Quando ensinavam, o contexto era geralmente de julgamento (Is.6:8-10; 28:9,10).

1.3- Profecia -É revelação inspirada, sobrenatural e única do conhecimento e da vontade de Deus. A profecia bíblica tem dois objetivos básicos:

Manifestar os fatos concernentes a Deus e as suas relações com a humanidade.(Is. 49:6; Sl. 3:8)

Declarar os seus decretos em momentos de crise espiritual, visando preservar as alianças e concertos estabelecidos entre o Eterno e o seu povo.(Gn. 49:18; I Cr. 16:23)

1.4- No Antigo Testamento - O profeta era uma pessoa sob a inspiração do Espírito Santo. Porta voz oficial da divindade, sua missão era preservar o conhecimento divino e manifestar a vontade do único e verdadeiro Deus. Era a pessoa devidamente vocacionada e autorizada por Deus para transmitir a mensagem divina (Ez. 2:1-10). O profeta Elias por exemplo teve um confronto diante os profetas de baal no monte Carmelo (I Rs 18:19).

1.5- Classes de profetas - Os profetas de Israel remontam aos antepassados Abraão, Moiséis e Samuel, que foram denominados “profetas” ( Gn 20:7; Dt. 18:15; Ism 3:20).

Eles podem ser divididos em dois: Profetas da “palavra” e Profetas da “Escrita”.

Profetas da palavra- Aqueles que transmitiam a mensagem verbalmente. Exemplos: Elias, Natã,Azarias.

Profetas da Escrita - Quase todos os profetas da escrita escreveram depois de terem sido profetas da palavra. Exemplos: Isaias, Zacarias, Amós, Jonas Oséias e outros.

1.6- “Profetizar”- é muito mais que predizer eventos futuros. Na verdade a primeira preocupação do profeta é falar a Palavra de Deus para as pessoas do seu tempo, convocando - os á fidelidade do concerto.

1.7- No Novo Testamento - Nesta atual dispensação, o Dom profético tem como função: corrigir, consolar e exortar o povo de Deus; jamais modificar artigos de fé, alterar doutrinas ou trazer novas revelações (I Cor 14:15-40; Ap. 22:18-19). Os que hoje são usados pelo Espirito Santo com o dom profético não mais possuem a autoridade e as prerrogativas dos mensageiros divinos dos tempos bíblicos.

II - ADVERTÊNCIAS SOBRE OS FALSOS PROFETAS

Diz o apóstolo João: “Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; E todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo” (I Jo 4:1-3).

Significa que não devemos crer em tudo o que ouvimos, somente porque diz ser uma mensagem de Deus. Existem muitas formas para testar os ensinadores e discirnir se sua mensagem é verdadeiramente do Senhor. Uma delas é conferir se suas palavras estão de acordo com o que Deus diz na Bíblia. Outros testes incluem seu comprometimento com o corpo de Cristo (I Jo 2:19), seu estilo de vida (I Jo 3:23,24), e o fruto do seu ministério (I Jo 4:6). Os falsos profetas ensinam conceitos hereticos no que se diz respeito a nossa salvação. “Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas, e farão tão grandes sinais e prodígios que, se possível fora, enganariam até os escolhidos”(Mt.24:24) Nosso mundo está cheio de vozes reivindicando falar por parte de Deus. Portanto é importante observar os seus frutos. Aplique estes testes para verificar se estão realmente falando a verdade de Deus. “Tem se levantado no mundo” - No mundo onde vivemos podemos, observar muitas igrejas se levantando para profetizar o nome de Jesus. O falso profeta está especialmente sujeito aos estados frenéticos da mente, o que faz que ele profetize, embora o conteúdo de tal atividade não seja claramente explicado ( I Rs 22:10).

III - CARACTERÍSTICAS DOS FALSOS PROFETAS

3.1 -Tem uma mensagem falsa - A atitude do falso profeta é condenada nas escrituras, porque ele fala uma palavra não autêntica: “Profetiza contra os profetas de Israel que são profetizadores e dizem aos que só profetizam o que vê o seu coração: ouvi a palavra do Senhor”. (…) Ai dos profetas loucos, que seguem o seu próprio espírito e coisas que não viram (Ez 13:2, 3).

3.2 -Trazem ensinos distorcidos - Seus ensinamentos são contrários ao ensinamento da palavra de Deus. ( Dt.18:20; Is.9:15; Jer. 14:13; Ez.13:3, Mt. 7:15); II Pe 2:1; I Jo:1)

IV - OS PROFETAS NO NOVO TESTAMENTO E OS FALSOS PROFETAS

4.1 - Os profetas descritos no Novo Testamento eram homens que falaram por impulso imediato do Espírito de Deus pela inspiração. Não eram, essencialmente, homens que prediziam o futuro, embora isso também ocasionalmente ocorresse ” E, demorando-nos ali por muitos dias, chegou da Judéia um profeta, por nome Ágabo;”(At, 21:10). Também eram mestres inspirados. Não dependiam do corpo de mestres reconhecido, exclusivamente. Mas podemos supor que suas profecias concordavam, de modo geral, com os ensinamentos cristãos revelados e escritos, pois, do contrário, suas profecias seriam refutadas falsas. (Lc. 6:26; II Pe 2:1).

4.2 - “… muitos falsos profetas…” O movimento gnóstico era uma real ameaça á igreja cristã na Ásia Menor, e conseguia convertidos á sua causa dentro do próprio cristianismo. O conhecimento gnóstico era mediado: mágica, mística e cerimonialmente, e em nada glorificava a Cristo. Por conseguinte, era um reconhecimento espúrio. O verdadeiro conhecimento consiste de reconhecermos o Senhor Jesus Cristo como salvador, entregando-lhe a alma, “E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encoberta mente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesma repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade. E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita.”(II Pe. 2:1-3). Podemos observar a atuação dos falsos profetas no período presente desde o dia de pentecostes (Mt 7:15; 24:11,24; Mc. 13:22, At. 13:6; I Jo 4:1).

4.3 - “E Jesus, respondendo, disse-lhes: Acautelai-vos, que ninguém vos engane; Porque muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo; e enganarão a muitos”(Mt. 24:4-5). Neste texto os discípulos de Jesus perguntaram quais os sinais da sua volta e o final desta era, porém Jesus lhes disse: “acautelai-vos que ninguém vos engane.”A única maneira segura de não ser enganado é manter o foco em Cristo e em suas palavras. Hoje vivemos em uma sociedade onde os valores éticos estão distorcidos, através de religiões e teologias que falam de prosperidade e uma busca constante do materialismo. No final do tempos surgirão muitos falsos profetas buscando partidarismo religioso com o aparecimento da besta no período da escatologia (Ap.16:13; 19:20; 20:10).

CONCLUSÃO

Neste estudo podemos concluir que os falsos profetas eram realidades diante da igreja, hoje ainda encontramos muitos falsos profetas.”Quando o profeta falar em nome do Senhor, e essa palavra não se cumprir, nem suceder assim; esta é palavra que o Senhor não falou; com soberba a falou aquele profeta; não tenhas temor dele.”(Dt.18:22). Sabemos que a finalidade desses falsos profetas é de distorcer, enganar e imitar a mensagem de Deus no ministério profético. João nos mostra a importância de discernimento para reconhecermos o que é falso.”Nós somos de Deus; aquele que conhece a Deus ouve-nos; aquele que não é de Deus não nos ouve. Nisto conhecemos nós o espírito da verdade e o espírito do erro”(I Jo 4:6).

REFERÊNCIAS:

ALMEIDA, João Ferreira de, 1995- Bíblia de Estudo Pentecostal, Ed. Revista e Corrigida. CPAD.

STANLEY,M. Horton.Conheça melhor o Antigo Testamento, Ed. Vida,2007.

STANLEY,M. Horton. 1996, Teologia Sistemática. Rio de Janeiro, CPAD, 1996.

R. N. CHAMPLIN, Ph.D, O Novo Testamento Interpretado-Versículo por versículo. Ed. Hagnos, 2002.

Publicado no site da Rede Brasil de Comunicação

sábado, 29 de agosto de 2009

LIÇÃO 09 - O CRENTE E AS BÊNÇÃOS DA SALVAÇÃO




LIÇÃO 09 - O CRENTE E AS BÊNÇÃOS DA SALVAÇÃO

INTRODUÇÃO

A doutrina da salvação é, ao mesmo tempo, simples e complexa.

De um lado, a maioria dos cristãos pode citar João 3:16 de cor, ou a resposta de Paulo ao carcereiro de Filipos sobre o que é necessário para a salvação (At 16:31).

Por outro lado, quem pode explicar como um Deus-homem santo poderia tornar-se pecado e morrer por amor a homens pecadores e rebeldes?

É essencial entender corretamente a salvação. A Bíblia coloca um anátema (maldição) sobre qualquer um (incluindo anjos e pregadores) que se atreva a ensinar um evangelho da salvação diferente daquele ensinado nas Escrituras (Cl 1:8). O que, então, é a verdadeira salvação? Como ela é oferecida? Como pode ser alcançada? Quais são os seus benefícios e as suas bênçãos?

A verdadeira salvação é oferecida pelo próprio Deus pela morte sacrificial de seu Filho Jesus Cristo. Não há outro meio pelo qual alguém possa ser salvo da condenação eterna e receber vida eterna (At 4:1 2).

ALGUNS RESULTADOS DA MORTE DE CRISTO

Foi uma substituição pelo pecado.

O significado da morte de Cristo apresenta muitas facetas, porém, a mais central - sem a qual as demais não teriam nenhum sentido eterno - é a substituição. Isto simplesmente significa que Cristo morreu no lugar dos pecadores. O uso da preposição grega anti ensina claramente essa verdade, pois tal preposição significa “em lugar de”.

Ela é usada com esse sentido, por exemplo, em uma passagem sem nenhuma relação com a morte de Cristo (Lc 11:11).

Mais significativo, porém, é seu uso em passagens que apresentam a interpretação do próprio Senhor Jesus Cristo para a sua morte (Mt 20:28; = Mc 10:45). Nas palavras de Cristo, sua morte seria um pagamento em lugar de muitos.

Outra preposição grega, huper, também é usada no Novo Testamento e apresenta dois significados: em algumas ocasiões, significa “em benefício de” e, em outras, significa “em lugar de”. Sem dúvida alguma, a morte de Cristo foi, ao mesmo tempo, um ato realizado em nosso lugar e em nosso benefício, e não há razão para que huper não inclua ambas as idéias ao ser usada em relação á morte de Cristo (veja, por exemplo, 2 Co 5:21 e IPe 3:18).

Ofereceu redenção do pecado.

A doutrina da redenção é edificada sobre três palavras do NT A primeira é uma palavra simples que significa “comprar, adquirir ou pagar um preço por alguma coisa”. E usada com este sentido comum e cotidiano na parábola do tesouro escondido num campo, que levou o homem a comprar (redimir) o campo (Mt 13:44). Em relação à nossa salvação, a palavra significa pagar o preço que nosso pecado exigiu para que pudéssemos ser redimidos.

A segunda palavra provém do mesmo radical do termo mencionado acima, precedido de uma preposição que lhe intensifica o sentido. Em nossa língua, o termo adquire o sentido de “pagar o preço para tirar do mercado”. Assim, a idéia dessa segunda palavra é que a morte de Cristo, além de pagara preço do pecado, retirou-nos do mercado de escravos do pecado para nos dar plena certeza de que jamais voltaremos a ser submetidos à servidão e às penalidades do pecado,

A terceira palavra para redenção é totalmente distinta. Seu sentido básico é “soltar”, e isto significa que a pessoa resgatada é libertada no sentido mais completo da palavra. Essa libertação é obtida pela ação substitutiva realizada por Cristo (veja l Tm 2:6, onde esta terceira palavra é precedida da preposição anti): sua base é o sangue de Cristo ( Hb 9:12): o resultado desejado é a purificação de um povo zeloso de boas obras (Tt 2:14).

Assim, a doutrina da redenção significa que os cristãos foram comprados, libertados da escravidão e postos em plena liberdade por causa do derramamento do sangue de Cristo.

Produziu reconciliação

Reconciliar significa “mudar”. A reconciliação produzida pela morte de Cristo significa que o estado de alienação do ser humano em relação a Deus foi alterado, de modo que ele agora pode ser salvo (2Co 5:lg). Quando o homem crê, seu antigo estado de alienação de Deus é transformado, e ele se torna membro da família de Deus,

Oferece propiciação

Propiciar significa “apaziguar ou satisfazer um deus”. Isto naturalmente levanta a questão: Por que a divindade precisa ser apaziguada? A resposta bíblica a esta pergunta é simplesmente que o verdadeiro Deus está irado com a humanidade por causa de seu pecado. O tema da ira de Deus aparece freqüentemente ao longo da Bíblia, inclusive nos ensinamentos de Cristo (Mc 3:29; 14:21).

Ira não é apenas o desdobramento impessoal e inevitável da lei da causa e efeito, mas também a intervenção pessoal de Deus na vida da humanidade (Rm 1:18; - Ef 5:6).

A morte de Cristo permitiu que Deus desviasse sua ira e recebesse em sua família aqueles que colocam sua fé naquele que a satisfez, Jesus Crista. A extensão da obra propiciatória de Cristo é universal (l Jo 2:2), e a base da propiciação é o seu sangue derramado (Rm 3:25),

Pelo fato de Crista ter morrido, Deus está satisfeito. Portanto, não devemos nem precisamos pedir a alguém que realize alguma coisa para satisfazê-lo. Isso significaria tentar apaziguar alguém que já está apaziguado, algo totalmente desnecessário. Antes da cruz, não havia corno o individuo ter certeza de que Deus ficaria satisfeito com a oferta que lhe era feita. Por isso o publicano orou:

“O Deus, sê propício a mim, pecador” (Lc 18:13). Hoje, tal oração seria desperdício de fôlego, pois Deus já foi propiciado pela morte de Crista. Assim, a nossa mensagem aos homens hoje não deve sugerir de modo algum que eles podem agradar ou satisfazer a Deus praticando alguma ação, mas que podem alegrar-se e descansar com o sacrifício de Crista, que satisfez completamente a ira de Deus,

Julgou a natureza pecaminosa

A morte de Crista nos trouxe um beneficio importante ao tornar inoperante o poder prevalecente de nossa natureza pecaminosa (Rm 6:1-l0). Embora este conceito não seja fácil de entender, Paulo diz que nossa união com Crista pelo batismo envolve a participação em sua morte, de modo que estamos mortos para o pecado. Esse batismo deve ser o batismo com o Espírito Santo, pois nenhuma água, independentemente da quantidade, poderia realizar o que esses versículos descrevem. A idéia de morte, tão proeminente nessa passagem, não significa extinguir ou cessar, mas, como sempre na Bíblia, separar.

A crucificação do cristão com Cristo significa separação do domínio do pecado sobre sua vida. A pergunta “Permaneceremos no pecado…?” é respondida com um enfático não, com base em nossa morte com Cristo (Rm 6:1).

Isso “destruiu” o corpo do pecado. “Destruir” não significa aniquilar, pois, se fosse o caso, a natureza pecaminosa seria erradicada, um fato que nossa experiência dificilmente comprova. Antes, significa tornar ineficaz a natureza pecaminosa.

O cristão está livre, portanto, para viver uma vida agradável a Deus. Embora ainda seja possível ouvir e seguir as instigações do pecado, ele nunca será capaz de reconquistar o domínio e o controle que possuía antes da conversão,

Trouxe o fim da Lei.

O fato de que a morte de Crista trouxe afim da Lei de Moisés é ensinado claramente no NT (Rm 10:4; - Cl 2:14).

A importância deste fato está relacionada com a justificação e a santificação, sendo mais fácil perceber a primeira que a segunda. A razão é que a Lei simplesmente não podia justificar o pecador (At 13:39; - Rm 3:20); portanto, se os homens devem ser justificados, outro caminho precisa ser providenciado. A Lei pode mostrar ao homem a sua necessidade, mas não pode prover uma resposta a essa necessidade (GI 3:23-25). Assim, a morte de Cristo ofereceu o meio da justificação pela fé exclusiva nele.

No entanto, a relação do fim da Lei com a santificação é mais difícil de compreender. visto que certas partes da Lei de Moisés são repetidas no NT com respeito à santificação do cristão. Além disso, os mandamentos específicos repetidos no NT não provêem de apenas uma seção da Lei (como os Dez Mandamentos).

De fato, nove dos Dez Mandamentos são repetidos, assim como outras partes da Lei (Rm 13:9). Isto torna impossível dizer que a Lei foi abolida, com exceção dos Dez Mandamentos.

Além do mais, a passagem de 2 Coríntios 3:7-11 afirma claramente que os Dez Mandamentos (”gravados com letras em pedras”) foram abolidos, Como conciliar todos esses fatos? Acaso o cristão está sob a Lei no que se refere à santificação?

A única solução realista que pareceu coerente a este autor é a que distingue entre um código de leis e as leis nele contidas. A Lei de Moisés foi um dentre vários códigos que Deus outorgou ao homem ao longo da história, e como código está abolida, O código sob o qual o cristão vive é chamado de “a lei de Cristo” (GI 6:2) ou a “lei do Espírito da vida” (Rm 8:2).

Quando um código é revogado e outro instituído, nem todos os mandamentos contidos no novo código serão inéditos e diferentes. A permissão de comer carne na lei de Cristo (l Tm 4:3) também fazia parte do código sob o qual

Noé viveu depois do dilúvio (Gn 9:3).

Da mesma forma, alguns dos mandamentos específicos que faziam parte da

Lei de Moisés foram incorporados à lei de Cristo, e outros não. O código como um todo, porém, foi definitivamente revogado.

É a base para a purificação do pecado do cristão

O sangue (a morte) de Cristo é a base de nossa purificação contínua do pecado (l Jo 1:7). Isto não significa que haja uma recrucificação ou uma imersão em sangue, com o qual o cristão que pecar será tocado. Significa que o sacrifício definitivo de nosso Senhor oferece purificação constante ao cristão quando peca. Nossa posição de membros da família de Deus é mantida pela morte de Cristo; nossa comunhão familiar é restaurada pela confissão do pecado.

ALGUNS BENEFÍCIOS DA MORTE DE CRIST0

Dentre as bênçãos quase incontáveis da salvação, há muitas que são evidentes para os cristãos, pois podem ser experimentadas, como a oração, por exemplo. Muitas outras, porém, não são experimentadas em si mesmas (embora possamos experimentar seus efeitos) e nem sempre são devidamente compreendidas. Apesar disso, são imprescindíveis para uma vida cristã exemplar

Justificação

O tato de a morte de Cristo nos tornar aceitáveis diante de Deus é expresso em doutrinas como a redenção (Rm 3:24), a reconciliação (2 Co 5:19-21), o perdão (Rm 3:25), a libertação (Cl 1:13), a aceitação no Amado (Ef 1:6), a certeza da glorificação futura (Rm 8:30) e a justificação (Rm 3:24).

Justificar significa “declarar justo”. É um termo judicial que indica o anúncio de um veredicto de absolvição, excluindo qualquer possibilidade de condenação. De fato, nas Escrituras o termo justificação é sempre contrastado com condenação (Dt 25:1; - Rm 5:16; - 8:33,34).

As exigências da lei de Deus ao pecador foram plenamente satisfeitas. A justificação não se deve a nenhuma omissão, suspensão ou alteração na justiça de Deus e em suas exigências, mas ao Tato de todas as exigências divinas terem sido cumpridas em Crista. A vida de perfeita obediência à lei por parte de Cristo e sua morte expiatória que pagou a penalidade do pecado são as bases para a nossa justificação (Rm 5:9).

Esta jamais poderia basear-se em nossas boas obras, pois Deus requer perfeita obediência, o que é impossível para o ser humano.

O meio para obter a justificação é a fé (Rm 3:22,25,28,30).

Ela nunca é a base ou causa da justificação, mas o meio ou canal pelo qual a graça de Deus pode imputar a justiça de Cristo ao pecador que crê. Quando cremos, Deus “deposita em nossa conta” tudo aquilo que Cristo é e, assim, somos absolvidos. Logo, Deus pode anunciar legitimamente a nossa absolvição, um pronunciamento chamado “justificação”

Adoção

Adoção é um benefício particularmente maravilhoso da morte de Cristo para o cristão. A doutrina é ensinada de maneira mais clara apenas por Paulo. Quando, nos escritos de João, a palavra “filho” é usada para o cristão (não em relação a Cristo), por exemplo, você sempre deve pensar em filho natural, pois João não fala de filiação legal ou judicial do cristão. Somente Paulo nos revela que somos adotados como filhos. É verdade que somos filhos de Deus pelo novo nascimento, mas também é verdade que somos adotados na família de Deus.

No ato da adoção, uma criança de determinada família é tomada por uma pessoa de outra família, colocada nessa nova família e considerada filha legítima com todos os privilégios e responsabilidades inerentes a esse novo relacionamento.

O quadro retratado pela filiação ou geração espiritual é o do nascimento, crescimento, desenvolvimento e maturidade; a idéia de adoção é a do pleno privilégio na família de Deus. A adoção concede um novo status àquele que recebe a Cristo.

Os resultados da adoção consistem na libertação da escravidão, de tutores e da carne (Gl 4:1-5; - Rm 8:14-17), e é o Espírito Santo que nos capacita para desfrutar dos privilégios de nossa posição

Santificação

A palavra santificar significa “separar”. Para o cristão, a santificação possui três aspectos. Em primeiro lugar, o cristão foi separado por meio de sua posição na família de Deus. A esse aspecto normalmente se dá o nome de santificação posicional. Significa ser separado como membro da família de Deus. Tal fato se aplica a todos os cristãos, a despeito de sua condição espiritual, pois é um estado espiritual (leia 1 Co 6:11 para lembrar quão carnal era a condição daqueles cristãos).

Em Hebreus 10:10, fica evidente que esta santificação posicional está baseada na morte de Cristo.

Sem dúvida alguma, existe também o aspecto experimental da santificação. Uma vez que fomos separados, devemos assim mostrar-nos cada vez mais em nossa vida diária (1 Pe 1:16).

No sentido posicional, ninguém é mais santo que os demais, mas no aspecto vivencial é correto dizer que determinado cristão é mais santo ou mais santificado que outro. Todas as exortações do NT sobre o crescimento espiritual se referem a esta faceta progressiva e experimental da santificação.

Em certo sentido, porém, nenhum cristão será totalmente santificado para Deus até que nossa posição e nossa prática estejam em perfeita harmonia, algo que só ocorrerá quando virmos a Cristo em sua vinda e nos tornarmos semelhantes a ele ( I Jo 3:1-3). Esta é nossa santificação futura ou definitiva, que aguarda nossa completa glorificação num corpo ressurreto (Ef 5:26,27; - Jd 24,25).

TERMOS BÍBLICOS PARA SALVAÇÃO E SEUS BENEFICIOS

Rm 1.16 “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego.”

Deus nos oferece livremente a vida eterna em Jesus Cristo, mas, às vezes, nos é difícil compreender o processo exato usado para torná-la disponível a nós. Por isso, Deus apresenta na Bíblia vários aspectos da salvação, cada um com sua ênfase exclusiva. Este estudo examina três desses aspectos: a salvação, a redenção e a justificação.

SALVAÇÃO. Salvação (Gr. soteria) significa “livramento”, “chegar à meta final com segurança”. “proteger de dano”.

Já no AT, Deus revelou-se como o Salvador do seu povo (Ex 15.2; SI 27.1; 88.1; ver Dt 26.8 nota; SI 61.2 nota; Is 25.6 nota; 53.5 nota).

A salvação é descrita na Bíblia como “o caminho”, ou a estrada através da vida, para a comunhão eterna com Deus no céu (Mt 7.14; Mc 1214; lo 14.6; At 16.17; 2 Pe 2.21; cf. As 9.2; 22.4; Hb 10.20). Esta estrada deve ser percorrida até o fim.

A salvação pode ser descrita como um caminho com dois lados e três etapas:

(1) O único caminho da salvação. Cristo é o único caminho ao Pai (Jo 14.6; - At 4.12). A salvação nos é concedida mediante a graça de Deus, manifesta em Cristo Jesus (3.24). A salvação é baseada na morte de Cristo (3.25; 5.8), sua ressurreição (5.11.)) e sua contínua intercessão pelos salvos (Hb 7.25).

(2) Os dois lados da salvação. A salvação é recebida de graça, mediante a fé em Cristo (3.22,24,25,28). Isto é, ela resulta da graça de Deus (Jo 1.16) e da resposta humana da fé (At 16.31; Rm 1.17; Ef 1.15; 2.8 ).

(3) As três etapas da salvação. (a) A etapa passada da salvação inclui a experiência pessoal mediante a qual nós, como crentes, recebemos o perdão dos pecados (At 10.43: Rm 4.6-8) e passamos da morte espiritual para a vida espiritual (1 Jo 3,14;); do poder do pecado para o poder do Senhor (6.17-23), do domínio de Satanás para o domínio de Deus (At 26.18).

A salvação nos leva a um novo relacionamento pessoal com Deus (Jo 1.12) e nos livra da condenação do pecado (1.16; 6.23; 1 Co 1.18).

(b) A etapa presente da salvação nos livra do hábito e do domínio do pecado. e nos enche do Espírito Santo.

Ela abrange: (i) o privilégio de um relacionamento pessoal com Deus como nosso Pai e com Jesus como nosso Senhor e Salvador (MI 6.9; Jo 14.18-23; ver GI 4.6 nota);

(ii) a conclamação para nos considerarmos mortos para o pecado (6.1-14) e para nos submetermos à direção do Espírito Santo (8.l 16)e à Palavra de Deus (Jo 8.31; 14.21; 2 Tm3.15,l6);

(iii) o convite para sermos cheios do Espírito Santo e a ordem de continuarmos cheios (ver At 2.33-39; Ef 5.18;);

(iv) a exigência para nos separarmos do pecado (6.1-14) e da presente geração perversa (At 2,40; 2 Co 6.1 7); e

(v) a chamada para travar uma batalha constante em prol do reino de Deus contra Satanás e suas hostes demoníacas (2 Co 10.4.5; Ef 6.11,16; 1 Pe 5.8).

(c) A etapa futura da salvação (13.11,12; 1 Ts 5.8,9; 1 Pe 1.5) abrange:

(i) nosso livramento da ira vindoura de Deus (5.9; 1 Co 3.15; 5.5; 1 Ts 1.10; 5.9);

(ii) nossa participação da glória divina (Rm 8.29; 2 Ts 2.13,14) e nosso recebimento de um corpo ressurreto, transformado (1 Co 15.49-52); e

(iii) os galardões que receberemos como vencedores fiéis (ver Ap 2.7 nota).

Essa etapa futura da salvação é o alvo que todos os cristãos se esforçam para alcançar (1 Co 9.24-27; Fp 3.8-14).

Toda advertência, disciplina e castigo do tempo presente da vida do crente têm como propósito preveni-lo a não perder essa salvação futura (1 Co 5,1-13: 9.24- 27; Fp 2.12,16; 2 Pe 1.5-11; ver Hb 12.1 nota).

REDENÇAO. O significado original de “redenção” (gr. apolutrosis) é resgatar mediante o pagamento de uni preço. A expressão denota o meio pelo qual a salvação é obtida, a saber: pagamento de um resgate. A doutrina da redenção pode ser resumida da seguinte forma:

(1) O estado do pecado, do qual precisamos ser redimidos. O NT mostra que o ser humano está alienado de Deus (3.10-18), sob o domínio de Satanás (At 10.38; 26,18), escravizado pelo pecado (6.6; 7,14) e necessitando de livramento da culpa, da condenação e do poder do pecado (At 26.18; Rm 1.18; 6.1-18. 23; Ef 5.8; Cl 1.43; 1 Pe 2.9).

(2) O preço pago para nos libertar dessa escravidão: Cristo pagou esse resgate ao derramar seu sangue e dar sua vida (Ml 20.28; Mc 10.45; 1 Co 6.20; Ef 1.7; Tt 2.14; Hb 9.12; 1 Pd l: 18, 19).

(3) O estado presente dos redimidos: Os crentes redimidos por Cristo estão agora livres do domínio de Satanás e da culpa e do poder do pecado (At 26.18; Rm 6.7,12,14,18; Cl 1.13).

Essa libertação do pecado. no entanto, não nos deixa livres para fazer o que queremos, pois somos propriedade de Deus.

A nossa libertação do pecado por Deus nos torna em servos voluntários seus (At 26.18; Rm 6.18-22; 1 Co 6.19,20; 7.22,23).

(4) A doutrina de redenção no NT já estava prefigurada nos casos de redenção registrados no AT. O grande evento redentor do AT foi o êxodo de Israel (ver Ex 6.7 nota; 12.26 nota).

Também, no sistema sacrificial Levítico, o sangue de animais era o preço pago para expiar o pecado (ver Lv 9.8 nota; estudo O DIA DA EXPIAÇAO, p. 209).

JUSTIFICAÇÃO. A palavra “justificar” (gr. dikaioo) significa ser justo (ou reto) diante de Deus (2.13), tomado justo (5.18,19), “estabelecer como certo” ou “endireitar”. Denota estar num relacionamento certo com Deus, mais do que receber uma mera declaração judicial ou legal.

Deus perdoa o pecador arrependido, a quem Ele tinha declarado culpado segundo a sua lei e condenado à morte eterna, restaura-o ao favor divino e o coloca em relacionamento correto (comunhão) com Ele mesmo e com a sua vontade. Ao apóstolo Paulo foram reveladas várias verdades a respeito da justificação e como ela é efetuada:

(1) A justificação diante de Deus é uma dádiva (3.24; Ef 2.8). Ninguém pode justificar-se diante de Deus guardando toda a lei ou fazendo boas obras (4.2-6; Ef 2.8,9), “porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (3.23).

(2) A justificação diante de Deus se alcança mediante a “redenção que há em Cristo Jesus” (3.24). Ninguém é justificado sem que antes seja redimido por Cristo, do pecado c do seu poder.

(3) A justificação diante de Deus provém da “sua graça“, sendo obtida mediante a fé em Jesus Cristo como Senhor e Salvador (3.22,24; cf. 4.3,5; ver o estudo FE E GRAÇA, p. 1704).

(4) A justificação diante de Deus está relacionada ao perdão dos nossos pecados (Rm 4.7). Os pecadores são declarados culpados diante de Deus (3.9-18,23), mas por causa da morte expiatória de Cristo e da sua ressurreição são perdoados (ver 3.25 nota; 4.25; 5.6-10).

(5) Uma vez justificados diante de Deus, mediante a fé em Cristo, estamos crucificados com Ele, o qual passa a habitarem nós (Gl 2.16-21).

Através dessa experiência, nos tornamos de fato justos e começamos a viver para Deus (2.1 9-21).

Essa obra transformadora de Cristo em nós, mediante o Espírito (cf. 2 Ts 2.13; 1 Pe 1.2), não se pode separar da sua obra redentora a nosso favor.

A obra de Cristo e a do Espírito são de mútua dependência.

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar) Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados - MS Bíblia de Estudo Anotada Bíblia de Estudo Pentecostal

Publicado no blog do Ev. Isaías de Jesus

domingo, 23 de agosto de 2009

LIÇÃO - 08 - NOSSA ETERNA SALVAÇÃO




NOSSA ETERNA SALVAÇÃO - REDE BRASIL DE COMUNICÃO

Publicado em 20 de Agosto de 2009 as 10:57:09 AM Comente

Igreja Evangélica Assembléia de Deus - Recife / PE

Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais

Pastor Presidente: Ailton José Alves

Av. Cruz Cabugá, 29 - Santo Amaro - CEP. 50040 - 000 - Fone: 3084 1524

LIÇÃO 08 - A NOSSA ETERNA SALVAÇÃO

INTRODUÇÃO

Nesta lição, abordaremos os aspectos da nossa eterna salvação. O apóstolo João mostra como a salvação é efetuada na vida do cristão. Analisando o contexto das Escrituras, podemos observar o desenvolvimento, o processo, a ação do Espírito Santo e a obtenção da salvação.”Quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o testemunho; quem a Deus não crê mentiroso o fez, porquanto não creu no testemunho que Deus de seu Filho deu. E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus” (I Jo 5:10-13).

I - O QUE É A ETERNA SALVAÇÃO?

1.1- Conceito - é a grande obra espiritual de Deus com relação ao homem. O termo no Grego significa “Soteria” que significa salvação. A salvação é um processo de redenção mediante a morte expiatória de Jesus Cristo, através da operação interior do Espírito Santo na vida do crente (Rm 8:14-17). É tirar ou procurar tirar alguém de um fardo, opressão ou perigo.

1.2- No A. T. - A salvação era um livramento imediato e também como um livramento futuro da condenação eterna. A palavra salvação aparece 78 vezes no A.T. “Porém Israel é salvo pelo Senhor, com uma eterna salvação; por isso não sereis envergonhados nem confundidos em toda a eternidade (Is.45:17) “Anunciai, e chegai-vos, e tomai conselho todos juntos; quem fez ouvir isto desde a antiguidade? Quem desde então o anunciou? Porventura não sou eu, o Senhor? Pois não há outro Deus senão eu; Deus justo e Salvador não há além de mim “(Is. 45:21;Gn. 49:18; Sl.3:8; Sl.27:1; Is.56:1).”Moisés, porém, disse ao povo: Não temais; estai quietos, e vede o livramento do Senhor, que hoje vos fará; porque aos egípcios, que hoje vistes, nunca mais os tornareis a ver”(Ex.14:13). Estes textos mostram que, até esse momento, Israel tinha a certeza de sua salvação temporal, Deus salvaria dos seus inimigos. Nesse ponto, Isaías fala da salvação eterna com Deus .

1.3- No N. T. - A salvação é concedida pela graça de Deus, através de Jesus Cristo, pela morte e redenção sacrificial na cruz do calvário”Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens,(Tt. 2:11;Jo 3:16;Ef. 2:8; Lc. 19:9; Jo 4:22; At. 4:12; Hb 9:28).

II- A NECESSIDADE DA SALVAÇÃO

* A salvação é necessária - desde a queda do homem no jardim do éden , pois o pecado afastou o homem da presença de Deus. “E ele disse: Ouvi a tua voz soar no jardim, e temi, porque estava nu, e escondi-me”(Gn 3:10). A partir do momento que o homem se afastou de Deus, fez-se necessário um novo resgate e Deus providenciou o seu filho para resgatar a humanidade do pecado.”Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer”(Rm.3:10).
* Aplicação da Salvação - O homem precisa reconhecer que é um pecador, e se arrepender de seus pecados. Nossa redenção está em Cristo Jesus, porém João mostra que o filho de Deus nos garante a vida eterna (I Jo 5:11-13). “Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu filho unigênito para que todo aquele que nele crê não pereça mais tenha a vida eterna (Jo 3:16). João exorta que todo aquele que é nascido de Deus vence o mundo (I Jo 5:4). Jesus nunca prometeu que seria fácil obedecê-lo. Mas o trabalho árduo e a autodisciplina de servir a Cristo não consiste em um fardo para aqueles que o amam. E se nossa carga começar a parecer pesada, podemos sempre confiar em Cristo para nos ajudar a suportá-la (Mt 11:28-30).

III- CONDIÇÕES PARA A SALVAÇÃO

Deus exige do homem o arrependimento, “Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus.” (Mt. 4:17). Deus o recebe atrvés de Jesus que dispensa das bênçãos da eterna salvação do Evangelho da graça. As Escrituras apresentam o arrependimento, a fé e a conversão como condições da salvação (Mar. 16:16; At. 2:38; 3:19;16:31; 22:16). Vejamos o significado de cada uma delas:

3.1 Arrependimento - É a forma de perceber e depois mudar de mente ou próposito. No Grego “metanóia”, significa uma mudança de idéia, é ter a tristeza pelo ato de pecar, buscando arrepender-se e com o esforço de não mais praticá-lo. “Eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores, ao arrependimento” (Lc 5:32). Arrependimento era a mensagem dos profetas no A.T. (Dt. 30:10; II Rs.17:13), também foi o ponto alto da pregação de João Batista (Mt. 3:2; Mc.1:15) de Jesus Cristo (Mt. 4:17;Lc.13:3,5), do doze discipúlos (Mc.6:12), Pedro em particular no dia de Pentecostes (At. 2:38; 3:19). A mudança dispensacional não tornou desnecessário o arrependimento em nossos dias; é definitivamente uma ordem a todos os homens ( At. 17:30).

3.2 - Fé - No hebraico significa buscar refúgio, é um ato de crer e confiar.(Rt.2:12; se apoiar (SL.56:3); esperar em (Jó. 35:14), Já no Novo Testamento, a fé é a condição estabelecida por Deus a todos aqules que se aproximam de Deus. “Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.” (Hb.11:6). Fé é um dom de Deus ( Rm. 12:3, II Pe. 1:1), no lado humano a fé é produzida pela Palavra de Deus( Rm. 10:14,17; Jo 5:47; At.4:4) “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus”(Ef.2:8).

3.3- Conversão - É o ato de abandonar o pecado, buscando viver uma vida de regeneração e tranformação pelo Poder de Deus. “Testificando, tanto aos judeus como aos gregos, a conversão a Deus, e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo “(At. 20:21).

IV- QUAIS OS REQUISITOS PARA DESENVOLVERMOS A SALVAÇÃO?

• Ser guiados pelo Espirito Santo - É ter uma vida dirigida pela Espirito Santo, através de uma vida submissa a vontade de Deus. ” Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus.”(Rm 8:14). “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim (Gl.2:20).

• Ser moldado pela regeneração- Somos nascidos de Deus quando o Espirito Santo vive em nós e nos dá a vida que está em Jesus. Nascer novamente é mais do que um novo começo, é um resnascimento, é receber um novo nome familiar baseado na morte de Cristo por nós.(Jo 3:1-15). “E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus” (Rm. 12:2).

• Manter-se puro- Significa manter-se moralmente correto, livre da corrupção do pecado. Deus nos purifica, porém devemos fazer a nossa parte, andar moralmente corretos e termos comunhão com Deus. “Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Alimpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai os corações “(Tg. 4:8). Uma vida de comunhão com Deus (Gn.5:24; Gn.6:9; Js. 14:8; Dn.9:13).

• Afastar-se do pecado -Viver de acordo com a Palavra de Deus, uma vida santa “Arrependei-vos, pois, e convertei-vos, para que sejam apagados os vossos pecados, e venham assim os tempos de refrigério pela presença do Senhor .”(At 3:19; Ap. 2:5-6; I Pe 3:11-12).

V - PERSONAGENS NA BÍBLIA QUE ENCONTRARAM A SALVAÇÃO

• Zaqueu - Um chefe de publicanos e rico teve um encontro com Jesus, o autor da eterna salvação (Lc.19:9).

• Nicodemos- O príncipe dos Judeus teve uma experiência do novo nascimento. (Jo 3:16-18).

* Mendigo cego - Bartimeu clama ao Senhor pedindo uma cura e recebe a salvação (Mc.10:50-52).

• O filho pródigo - O grande amor de Deus procura encontrar os pecadores (Lc. 15:24-27).

• A mulher do fluxo de sangue - Aquela mulher toca nas vestimentas de Jesus, em seguida é curada e salva, pelo poder de Deus (Mc. 5:34).

• Mulher adúltera - Jesus interroga seus discípulos, a respeito do pecado da mulher, porém Jesus a perdoa (Jo 8:10-11). • As crianças - Jesus recebeu bem as crianças, porque elas têm o tipo de fé e confiança necessário para entrar no Reino de Deus. (Lc. 18:15-17).

• Todas as nações - A salvação é para todas as nações, não apenas para os israelitas (Is. 45:22; At.17:30).

CONCLUSÃO

Nesta lição aprendemos que a nossa salvação é concedida pela graça redentora de Cristo. E que a salvação, é espiritual e eterna concedida imediatamente por Deus aos que crêem no Senhor Jesus Cristo: “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece.”( Jo 3:36), o filho de Deus, que nos justifica pela sua redenção. “Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada.”(Gl 2:16).

REFERÊNCIAS:

* ALMEIDA, João Ferreira de, 1995- Bíblia de Estudo Pentecostal, Ed. Revista e Corrigida. CPAD.
* OLIVEIRA, Raimundo Ferreira de, - As Grandes Doutrinas da Bíblia. Rio de Janeiro, CPAD, 1987.
* STANLEY,M. Horton. 1996, Teologia Sistemática. Rio de Janeiro, CPAD, 1996.
* R. N. CHAMPLIN, Ph.D, O Novo Testamento Interpretado-Versículo por versículo. Ed. Hagnos, 2002.

Ouça o Programa “ESCOLA BÍBLICA NO AR” , transmitido todos os sábados, das 22:00 às 23:00h, pela REDE BRASIL DE COMUNICAÇÃO. Você pode também acessar o site: http://www.redebrasildecomunicacao.com.br/

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

LIÇÃO 07 - A CHEGADA DO ANTICRISTO

A Chegada do Anticristo - Rede Brasil de Comunicação
Publicado em 12 de Agosto de 2009 as 10:19:42 AM Comente

Igreja Evangélica Assembléia de Deus - Recife / PE

Superintendência das Escolas Bíblicas Dominicais

Pastor Presidente: Ailton José Alves

Av. Cruz Cabugá, 29 - Santo Amaro - CEP. 50040 - 000 Fone: 3084 1524

LIÇÃO 07 - A CHEGADA DO ANTICRISTO

INTRODUÇÃO

Nesta lição estudaremos um dos temas abordados na primeira epístola de João: o Anticristo. Embora ele não estivesse presente no mundo na época em que a epístola foi escrita, seu espírito, ou seja, seus ensinos e propósitos já estavam. Veremos, então a diferença entre “anticristos” e o “Anticristo”, bem como suas heresias, obras e destino final.

I - QUE SIGNIFICA O TERMO ANTICRISTO?

Do grego “anti” que significa “contra” ou em “lugar de”; e Christos, que significa “o Ungido”. É o opositor de Cristo e o máximo representante de Satanás. Este termo só é encontrado nas epístolas de João (1 Jo 2.18, 22; 4.3; 2 Jo 7) e pode significar “alguém que toma o lugar de Cristo”, neste caso, “anti” é entendido no sentido de “em lugar de”; ou “alguém que, embora assumindo a aparência de Cristo, opõe-se a Ele”; neste caso, “anti” é empregado no sentido de “contra”. Lendo a primeira epístola de João, devemos entender a diferença entre “anticristos” e “Anticristo”. Quando o apóstolo usa o termo no plural “anticristos” (I Jo 2.18), fala acerca dos falsos mestres que negavam a divindade de Cristo; e, quando usa o termo no singular “Anticristo”, refere-se acerca do líder mundial, que virá, no fim dos tempos, para governar o mundo e liderar uma grande rebelião contra a fé cristã (Ap 13.1,8,18; 19.20; 20.10). Podemos dizer, então, que o espírito anticristo já estava em ação nos dias de João; mas, só no fim dos tempos é que o Anticristo exercerá seu domínio sobre a humanidade.

II - QUEM SÃO OS ANTICRISTOS?

Os anticristos descritos por João não eram pessoas totalmente estranhas da igreja, pois chegaram a fazer parte da mesma, mas não pertenciam verdadeiramente a ela. Ele mesmo diz que eles “saíram de nós, mas não eram de nós…” (I Jo 2.19). Não sabemos ao certo se estes eram cristãos autênticos que foram seduzidos por falsas doutrinas, como os crentes da Galácia (Gl 1.6,7); ou se estes, na verdade, nunca foram cristãos verdadeiros, que se infiltraram na igreja para perverter a fé de alguns. O fato é que eles saíram do rebanho. O apóstolo João é enfático quando diz que a negação de Jesus é uma obra do Anticristo, que tem por objetivo desviar os crentes da sã doutrina (I Jo 2.22; II Jo 7).

2.1 Heresias pregadas pelos anticristos. Uma heresia predominante no primeiro século era o gnosticismo. Do grego “gnosis” significa “conhecimento”. Esse movimento surgiu a partir de filosofias pagãs mais antigas que o próprio cristianismo, que floresceram na Babilônia, Egito, Síria e Grécia. Assim, o gnosticismo uniu a filosofia pagã com as doutrinas apostólicas do cristianismo, tornando-se uma forte influência na igreja. Os gnósticos consideravam-se cristãos dotados de conhecimento superior aos demais convertidos.

2.2 Heresias do gnosticismo. As heresias do gnosticismo eram, principalmente, acerca da pessoa e obra de Cristo. Vejamos:

* Para os gnósticos, Cristo não era o Verbo encarnado, pois, segundo eles, a matéria é má, e não faria sentido Cristo tornar-se carne, contaminando-se com a matéria.
* Os gnósticos negavam também a encarnação de Cristo como mediador entre Deus e os homens, pois, eles consideravam o mundo totalmente mau, e, por isso, a encarnação de Cristo não poderia ser real.
* Eles negavam também o papel salvífico de Cristo como único redentor da humanidade. Para eles havia muitos salvadores.

Por essa razão, o apóstolo João escreve o evangelho, bem como as epístolas, com o objetivo de advertir à igreja acerca das heresias dos mestres gnósticos, que ele os denomina de “anticristos”.

III - QUEM É O ANTICRISTO?

O Anticristo será um homem comum, nascido de mulher; mas, revestido de um poder satânico, que terá uma capacidade demoníaca extraordinária (Ap 13.2,4), de modo que exercerá uma poderosa influência sobre a humanidade com seus discursos (Ap 13.5). Ele será um homem personificando o diabo, porém, apresentando-se como se fosse Deus (Dn 11.36). Sua sabedoria e capacidade serão sobrenaturais, pois, além da ação diabólica em seu apoio, outros fatores contribuirão para a implantação de seu governo, tais como: poder político (Dn 7.8,25) e comercial (Dn 8.25; Ap 13.16,17).

A Bíblia diz que toda a terra se maravilhará após a Besta (Ap 13.3), que será recebido, ao aparecer, com a solução dos problemas e crises sociais e políticas que fustigam o mundo inteiro, para as quais os líderes mundiais não encontram solução. Porém, é importante salientar que, de acordo com as Escrituras, o Anticristo só há de se manifestar ao mundo depois do arrebatamento da igreja. Devemos evitar toda e qualquer especulação sobre o nome desse personagem, pois, não sabemos se o mesmo já está, ou não no mundo.

3.1 Como ele é chamado na Bíblia:

Diversos nomes e títulos são dados ao Anticristo nas Escrituras1: o sanguinário e fraudulento (Sl 5.6), o perverso (Sl 10.2-4), o homem da terra (Sl 10.18), o homem poderoso (Sl 52.1), o inimigo (Sl 55.3), o adversário (Sl 74.8-10), o líder de muitas nações (Sl 111.6), o homem violento (Sl 140.1), o assírio (Is 10.5-12), o rei da Babilônia (Is 14.4), a estrela da manhã (Is 14.12), o destruidor (Is 16.4,5; Jr 6.26), a estaca (Is 22.25), o hino triunfal dos tiranos (Is 25.5), o profano e perverso príncipe de Israel (Ez 21.25-27), o pequeno chifre (Dn 7.8), o príncipe que há de vir (Dn 9.26), o homem vil (Dn 11.21), o rei que fará segundo a sua vontade (Dn 11.36), o pastor inútil (Zc 11.16,17), o homem da iniqüidade (2 Ts 2.3), o filho da perdição (2 Ts 2.3), o iníquo (2 Ts 2.8), o Anticristo (l Jo 2.22), o anjo do abismo (Ap 9.11), a besta (Ap 11.7; 13.1). A esses podem ser acrescentados: aquele que vem em seu próprio nome (Jo 5.43), o rei feroz (Dn 8.23), o abominável da desolação (Mt 24.15), o assolador (Dn 9.27). Assim, é possível ver quão extensa a revelação desse indivíduo é. Não é de admirar, já que essa é a obra-prima de Satanás na sua tentativa de imitar o plano de Deus.

3.2 As obras do Anticristo

As Escrituras falam muito sobre o Anticristo, que aparecerá no fim dos tempos. Sua pessoa e seu trabalho são apresentados em (Ez 28.1-10; Dn 7.7,8,20-26; 8.23-25; 9.26,27; 11.36-45; II Ts 2.3-10; Ap 13.1-10; 17.8-14). Estes textos descrevem algumas de suas atividades:

* Ele entrará em cena nos “últimos dias” da história de Israel (Dn 8.23).
* Ele não aparecerá até o dia do Senhor ter começado (2 Ts 2.2).
* Sua manifestação está sendo impedida (2 Ts 2.6,7).
* Seu surgimento se dá por meio de seu plano de paz (Dn 8.25).
* Seu interesse principal está na força e no poder (Dn 11.38).
* Ele introduzirá uma adoração idólatra (Dn 9.27), na qual se coloca como Deus (Dn 11.36,37; II Ts 2.4; Ap 13.5). ? Ele será recebido como Deus e como governante por causa da cegueira do povo (2 Ts 2.11).
* Ele se tornará o grande adversário de Israel (Dn 7.21,25; 8.24; Ap 13.7).
* Haverá uma aliança contra ele (Ez 28.7; Dn 11.40,42), a qual desafiará sua autoridade.
* Ele exercerá controle sobre a Palestina e sobre o território adjacente (Dn 11.42) e fará sua sede em Jerusalém (Dn 11.45).
* Embora ele se mantenha no poder por sete anos (Dn 9.27), sua atividade satânica está limitada à última metade do período da tribulação (Dn 7.25; 9.27; 11.36; Ap 13.5).

3.3 O destino final do Anticristo

É interessante observar que quase todas as passagens que mencionam as atividades do anticristo também incluam uma advertência quanto à sua destruição final, pois este acontecimento ocupa um lugar de destaque no plano de Deus. As Escrituras afirmam que após sete anos de governo mundial, o governo do Anticristo será eliminado por um juízo direto de Deus (Ez 28.6; Dn 7.22,26; 8.25; 9.27; 11.45; Ap 19.19,20). Esse juízo acontecerá quando ele estiver ocupado em uma campanha militar na Palestina (Ez 28.8,9; Ap 19.19), e ele será lançado no lago de fogo (Ap 19.20; Ez 28.10). Esse juízo acontecerá na segunda vinda de Cristo (2 Ts 2.8; Dn 7.22) e constituirá uma manifestação da Sua autoridade messiânica (Ap 11.15). E, o reino sobre o qual o Anticristo governou, passará para a autoridade do Messias e se tornará o reino dos santos (Dn 2.34,3544,45; 7.27).

CONCLUSÃO

A palavra “anticristo” aparece somente nas Epístolas de João e é mencionada nos seguintes textos (I Jo 2.18,22,4.3; II Jo 7). Um estudo dessas referências revela que o apóstolo refere-se, principalmente, aos falsos mestres que negavam a divindade de Cristo. Mas, o apóstolo João refere-se também a revelação futura de um indivíduo, o Anticristo, que exercerá, no futuro, o controle sobre o mundo. Semelhantemente, vivemos em uma época em que muitos anticristos tem surgido, negando a deidade de Cristo, afirmando que Jesus é “um deus”, mas não “Deus igual ao Pai”. Assim, a doutrina cristológica das epístolas de João, que serviram para refutar as heresias no primeio século, servem também para nós refutarmos as heresias do presente século.

REFERÊNCIAS:

ALMEIDA, João Ferreira de. Bíblia de Estudo Pentecostal, Ed. Revista e Corrigida. CPAD. PENTECOST, J. Dwight. Manual de Escatologia. Editora Vida.

LOPES, Hernandes Dias. Estudos no Livro de Apocalipse. Ed. Hagnos.

R. N. CHAMPLIN. O Novo Testamento Interpretado-Versículo por versículo. Ed. Hagnos.

NOTA:

1 (Arthur W. PINK, The Antichrist, p. 59-75) citado por J. Dwight Pentecost, em seu livro Manual de Escatologia.

Ouça o Programa “ESCOLA BÍBLICA NO AR” que vai ao ar, todos os sábados, das 22:00 às 23:00h, pela RÁDIO BOAS NOVAS. Você pode também acessar o site: http://www.redebrasildecomunicacao.com.br/

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

LIÇÃO - 06 - O SISTEMA DE VIVER DO MUNDO.




LIÇÃO 06 - DIA 09/08/2009
TÍTULO: “O SISTEMA DE VIVER DO MUNDO”
TEXTO ÁUREO – Rm 12:2
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: I Jo 2:15-19; Jo 15:18-19


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I – INTRODUÇÃO:
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O mundo exerce uma atração sobre todos nós, como um suposto tesouro que vale a pena conquistar e possuir. Desse modo, o mundo e Deus se oferecem como tesouros alternativos. Assim, se Deus for tudo para nós, o mundo nada valeria. O contrário também é válido: À MEDIDA QUE VALORIZAMOS E AMAMOS O MUNDO, TORNAMO-NOS INIMIGOS DE DEUS (Tg 4:4).
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Disse o filósofo dinamarquês Soren Kierkegaar: “NO DIA EM QUE O CRISTIANISMO E O MUNDO TORNAREM-SE AMIGOS, O CRISTIANISMO DEIXARÁ DE EXISTIR”.
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Portanto, devemos estar vigilantes, O MUNDANISMO NA IGREJA CORROMPE OS BONS COSTUMES E EXTINGUE A SANTIDADE - Fp 2:14-15.
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II - TERMOS GREGOS EMPREGADOS NO NOVO TESTAMENTO QUE SE REFEREM À PALAVRA “MUNDO”:
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1) "Ge" - Significa TERRA, CAMPO, CHÃO, no sentido puramente físico. Contrasta a terra com os céus.
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2) "OIKOUMENE" - É um particípio derivado das palavras “casa”, “habitar”. Significa, portanto, TERRA HABITADA (Mt 24:14; Lc 2:1; Hb 2:5).
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3) "AION" - Significa TEMPO, mas, por extensão, inclui também O ESPAÇO. Indica tudo que existe sob o condicionamento do tempo e do espaço (Ef 2:2; Gl 1:4; II Cor 4:4).
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4) "KOSMOS" - Há diversos significados, como abaixo veremos:
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A) Originalmente significava o mundo físico, apontando, de modo especial, para a sua ordem ou arranjo. Aponta para o universo material como um sistema que Deus criou segundo seus propósitos (Mt 13:35; Jo 17:5; At 17:24; Fp 2:15; I Pe 3:3)
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B) Também transmite a idéia do universo como habitação dos homens, vindo, daí, a significar a humanidade em sua totalidade (Jo 3:16; 4:42; 15:18; 16:21; At 17:31; II Cor 5:19; I Jo 3:17 cf Jo 1:29)
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C) TRATA DO SISTEMA DE VALORES ALIENADO DE DEUS, QUE ORIENTA O PENSAMENTO DOS HOMENS EM OPOSIÇÃO A ELE. Assim, o KOSMOS jaz no maligno, as trevas o dominam e o pecado macula sua existência como um todo, mantendo-se, sempre, debaixo da condenação divina (I Jo 5:19 cf Jo 12:31; 14:30) (Jo 1:5; 12:46) (Jo 9:39)
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D) Símbolo das vantagens materiais que despertam a cobiça (Mt 4:8-9; 16:26; Rm 12:2; II Tm 4:10)
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E) Símbolo das coisas corrompidas pelo pecado (Gn 19:26 cf Lc 17:32; I Jo 2:15, 17)
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OBSERVAÇÃO: Notemos que os termos “MUNDO = GE” e “MUNDO = KOSMOS” não são sinônimos. Deus não proíbe o amor à terra criada, isto é, à natureza, às montanhas, às florestas, aos rios, aos mares, etc.
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III - TRÊS ASPECTOS DO MUNDO PECAMINOSO SÃO ABERTAMENTE HOSTIS A DEUS:
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I Jo 2:16 - CONCUPISCÊNCIA = APETITE CARNAL DESORDENADO.
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1) A CONCUPISCÊNCIA DA CARNE - Inclui os desejos impuros e a busca de prazeres pecaminosos e a gratificação sensual - (I Cor 6:18; Fp 3:19; Tg 1:14)
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2) A CONCUPISCÊNCIA DOS OLHOS - Se refere à cobiça ou desejo descontrolado por coisas atraentes aos olhos, mas proibidas por Deus, inclusive o desejo de olhar para o que dá prazer pecaminoso. Nesta era moderna, isso inclui o desejo de divertir-se contemplando pornografia, violência, impiedade e imoralidade no teatro, na televisão, no cinema ou em periódicos (Ex 20:17; Gn 3:6; 6:1-2; Js 7:21; II Sm 11:1-2; Mt 5:28; Rm 7:7)
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3) A SOBERBA DA VIDA - Significa o espírito de arrogância, orgulho e independência auto-suficiente, que não reconhece Deus como Senhor, nem a Sua Palavra como autoridade suprema. Tal pessoa procura exaltar, glorificar e promover a si mesma, julgando não depender de ninguém (Tg 4:13-16).
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IV – O RELACIONAMENTO ENTRE O CRENTE E O MUNDO (KOSMOS):
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A palavra MUNDO (KOSMOS) freqüentemente se refere ao vasto sistema de vida desta era, fomentado por satanás e existente à parte de Deus. Consiste não somente nos prazeres obviamente malignos, imorais e pecaminosos do mundo, mas também se refere ao espírito de rebelião que nele age contra Deus e de resistência ou indiferença a Ele e à Sua revelação. Isso ocorre em todos os empreendimentos humanos que não estão sob o senhorio de Cristo.
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Na presente era, satanás emprega idéias mundanas de imoralidade, das filosofias, psicologia, desejos, governos, cultura, educação, ciência, arte, medicina, música, sistemas econômicos, diversões, comunicação de massa, esporte, agricultura, etc, para opor-se a Deus, ao Seu povo, à Sua Palavra e aos Seus padrões de retidão (Mt 16:26; I Cor 2:12; 3:19; Tt 2:12; I Jo 2:15-16; Tg 4:4; Jo 7:7; 15:18-19; 17:14).
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Por exemplo: Satanás usa:
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(A) a profissão médica para defender e promover a matança de seres humanos nascituros;
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(B) a agricultura, para produzir drogas destruidoras da vida, tais como álcool e os narcóticos;
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(C) a educação, para promover a filosofia ímpia humanista;
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(D) e os meios de comunicação em massa, para destruir os padrões divinos de conduta.
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Os crentes devem estar conscientes de que, por trás de todos os empreendimentos meramente humanos, há um espírito, força ou poder maligno que atua contra Deus e a Sua Palavra.
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Finalmente, o mundo também inclui todos os sistemas religiosos originados pelo homem, bem como todas as organizações e igrejas mundanas ou mornas. Meditemos no seguinte...
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1. Satanás – É o deus do presente sistema mundano. Ele o controla juntamente com uma hoste de espíritos malignos, seus subordinados – Mt 4:10; Jo 12:31; 14:30; 16:11; II Cor 4:4, 19; Dn 10:13; Lc 4:5-7; Ef 6:12-13. Ele tem o mundo organizado em sistemas políticos, culturais, econômicos e religiosos que são inatamente hostis a Deus e a Seu povo e que se recusam a submeter-se à Sua verdade, a qual revela a iniqüidade do mundo – Jo 7:7; 15:18-19; 17:14; Tg 4:4; I Jo 2:16.
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2. O mundo e a Igreja verdadeira – São dois grupos distintos de povo. O mundo está sob o domínio de satanás; a Igreja pertence exclusivamente a Deus - Jo 12:31 cf Ef 5:23-24; Apc 21:2.
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3. Os crentes no mundo – São forasteiros e peregrinos (Hb 11:13: I Pe 2:11). Logo...
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A) Não devem pertencer ao mundo – Jo 15:19;
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B) Não se conformar com mundo – Rm 12:2;
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C) Não amar o mundo – I Jo 2:15;
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D) Odiar a iniqüidade do mundo – Hb 1:9;
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E) Morrer para o mundo – Gl 6:14;
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F) Ser libertos do mundo – Cl 1:13; Gl 1:4;
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G) Vencer o mundo – I Jo 5:4.
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V – OS CRENTES QUE AMAM E OS QUE NÃO AMAM O MUNDO:
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Amar o mundo significa estar em estreita comunhão com ele e dedicar-se aos seus valores, interesses, caminhos e prazeres. Assim...
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A) Amar o mundo corrompe nossa comunhão com Deus e leva à destruição espiritual. É impossível amar o mundo e a Deus ao mesmo tempo – Mt 6:24; Lc 16:13 cf Tg 4:4.
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B) Amar o mundo significa ter prazer e satisfação naquilo que ofende a Deus e que se opõe a Ele – Lc 23:35.
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C) Da parte do mundo, o verdadeiro cristão terá tribulação (Jo 16:33); ódio (Jo 15:19); perseguição (Mt 5:10-12); e sofrimento em geral (Rm 8:22-23; I Pe 2:19-21)
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D) O crente verdadeiramente santificado não deve ter comunhão espiritual com aqueles que vivem o sistema iníquo do mundo (Mt 9:11; II Cor 6:14).
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E) O crente verdadeiramente santificado deve reprovar abertamente o pecado (Jo 7:7; Ef 5:11);
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F) O crente verdadeiramente santificado deve ser sal e luz do mundo (Mt 5:13-14);
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G) O crente verdadeiramente santificado deve amar os pecadores e procurar ganhá-los para Cristo (Jo 3:16 cf Mc 16:15; I Pe 5:8);
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VI – CONSIDERAÇÕES FINAIS:
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Satanás, usando as atrações do mundo, faz um esforço incenssante para destruir a vida de Deus dentro do cristão (II Cor 11:3; I Pe 5:8). Porém, devemos não esquecer de que o sistema deste mundo é temporário e será destruído por Deus (Dn 2:34-35, 44; II Ts 1:7-10; I Cor 7:31; II Pe 3:10; Apc 18:1-2).
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* EXTRAIDO DO BLOG DO Pr. GERALDO CARNEIRO FILHO.

FONTES DE CONSULTA:
1) A Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD
2) A Bíblia Vida Nova - Edições Vida Nova
3) O Mundo, A Carne e o Diabo - Edições Vida Nova - Autor: Russell Shedd
4) Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia - Volume 5 - Autores: R. N. Champlin e J. M. Bentes
5) Pequena Enciclopédia Bíblica - CPAD - Autor: Orlando S. Boyer

terça-feira, 28 de julho de 2009

LIÇÃO - 05 - A FORÇA DO AMOR CRISTÃO



LIÇÃO 05 - DIA 02/08/2009
TÍTULO: “A FORÇA DO AMOR CRISTÃO”
TEXTO ÁUREO – Jo 13:34
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: I Jo 2:7-11; 3:14-18

• I – INTRODUÇÃO:

• Amar o próximo não é apenas ajudar alguém do ponto-de-vista material, mas, sobretudo, levar este alguém a uma vida de comunhão com Deus, a um equilíbrio em todos os aspectos da sua vida. Medidas emergenciais serão necessárias, como nos mostra a parábola do bom samaritano, pois O AMOR AO PRÓXIMO SE DEMONSTRA COM AÇÕES. No entanto, é extremamente necessário que levemos o próximo a entender que deve, sobretudo, amar a Deus, para que também ame o próximo, como nós o amamos. É totalmente impossível adorar a Deus sem amá-lo; Deus nunca se satisfez com menos que TUDO.

• (Mt 22:37; Dt 6:5) - Os termos CORAÇÃO, ALMA, ENTENDIMENTO e FORÇAS revelam um AMOR DE ENTREGA TOTAL DO SER HUMANO. Significa AMAR A DEUS SEM RESTRIÇÕES. Nós amamos a Deus porque Ele nos amou primeiro e o Seu amor foi derramado em nossos corações – I Jo 4.19; Rm5.5



• II – AS QUATRO EXPRESSÕES OU DIMENSÕES DO AMOR:

• O AMOR “ÁGAPE” – I Jo 4:8 - Amor divino; amor cristão.

• Ágape também era o nome que se dava à celebração do amor cristão, em reuniões com estreita conexão com a Ceia do Senhor.

• O amor ÁGAPE é o maior e o mais sublime amor, porque é o amor divino, de onde emana todo amor; representa a essência do amor.

• É o amor sem qualquer tipo de mistura. Costumamos denominá-lo de amor espiritual. É a existência deste amor em nossos corações que impede de vermos as falhas, os defeitos, as fraquezas uns dos outros (I Pe 4:8). Sem o “ágape” não se cumprirá o Sl 133 cf I Cor 13:4-8.

• Percebamos que no “ágape” não existe desejo carnal. O “ágape” une os homens naquilo que eles têm de mais forte, ou seja, no espírito. Foi este amor que uniu Jônatas e Davi - I Sm 18:1; II Sm 1:26. Neste mundo “podre” em que vivemos, no qual cinco países já aprovaram o casamento entre homoafetivos, ainda existe um sentimento puro, que provém de Deus, capaz de unir dois homens, ou duas mulheres, numa união de almas, despida de qualquer interesse de ordem material ou sexual.

• Este sentimento que estamos chamando no seu sentido original de “ágape”, é, na verdade a essência do amor e está colocado à disposição dos filhos de Deus (I Pe 4:20-21).

• Vejamos algumas características do amor ÁGAPE:

• (A) É a evidência da salvação, l Jo 3.14; 4.7.

• (B) Tem sua origem na experiência do perdão dos pecados, Lc 7.42-47

• (C) É expresso através da obediência, Jo 14.15,21

• (D) É evidenciado quando amamos o próximo, porquanto é através do ÁGAPE que Deus é visto em nós, l Jo 4.11-12.

• (E) Tudo o que somos e fazemos deve estar saturado de amor ÁGAPE (l Co 16. 14).

• (F) Promove o crescimento do corpo de Cristo ( Ef 4.16 ).

• (G) Os que ser¬vem na obra de Deus devem servir em amor ÁGAPE ( 2 Co 12.15 ).

• (H) Na vida do crente o amor ÁGAPE deve ser exemplar (l Tm 4.12; 2 Tm 3.10 )

• (I) Deve dominar os sentimentos dos crentes em relação aqueles que presidem sobre eles, (l Ts 5.12-13).

• (J) Leva o crente a amar como Deus ama, Mt 5.43-45;

• (K) Deve sempre aumentar, l Ts 3.12; 4.9; Hb 13.1

• (L) Leva-nos a fazer a vontade de Deus, Jo 14.15,23; 15.10,14; l Jo 5.2-3.

• (M) Leva-nos a agradarmos a Deus em tudo, 2 Co 5.9; Rm 14.18

• (N) Determina o aperfeiçoamento do crente, Cl 2:2; 3.14

• (O) Ajuda-nos a amar e orar pelos nossos inimigos, Lc 23.34; At 7.60; Lc 6.27-30; Rm 12.20, isto porque passamos a entender que o nosso inimigo não é a car¬ne e nem o sangue, Hb 10.13

• (P) Vem de Deus e é ordenado por Ele - I Jo 4:7, 21;

• (Q) É Ensinado por Deus - I Ts 4:9

• (R) Exorta-se, especialmente, que parta dos Ministros - I Tm 4:12; II Tm 2:22



• O AMOR “PHILEO” – É o amor expresso em amizade, afeição e fraternidade.

• A palavra derivada - philia - tem significado de AMIZADE, BEIJO, SINAL DE AMOR.

• Entre nós o “phileo” se define por amor social ou amizade.

• O “phileo”, como uma das expressões do amor, trás em si uma carregada dose de mistura de egoísmo e de outros sentimentos carnais.

• O “phileo” leva em conta o valor que damos ao objeto do nosso amor, pois ele busca o nosso próprio interesse e só costumamos gostar daquelas coisas ou pessoas que nos são agradáveis.

• Pelo “phileo” nós fazemos acepção de pessoas. Na Igreja somos todos irmãos, mas não somos amigos de todos, nem todos nos têm como amigos. É com o amigo que nós abrimos nosso coração, falamos de nossos triunfos e fracassos! Pv 18:24.

• O “phileo”, como expressão do amor, pode sofrer maiores ou menores influências negativas existentes em nossa natureza carnal.



• O AMOR “STERGO” - É o amor conjugal, o amor em família. É uma expressão do amor que une uma Família. É o chamado amor familiar. É, sem dúvida, um tipo de amor diferente dos demais.

• É um sentimento com menor teor de impurezas em relação ao “phileo”. Para o “phileo” é importante o valor do ente amado; para o “stergo”, não! O “stergo” encobre os defeitos de nossos familiares. Especialmente para os pais, os filhos são sempre “santos” e perfeitos. O “stergo” é o amor que sustenta a instituição familiar; ele liga pais e filhos, irmãos com irmãs.

• Um dos sinais da Vinda de Jesus é o enfraquecimento do “stergo” – II Tm 3:2-3. Não é pois de se admirar a situação caótica em que se encontram tantas famílias, até mesmo em nossas Igrejas!



• O AMOR “EROS” - Originado da figura do deus grego do amor. Este tipo de amor é aplicado à relação entre um homem e uma mulher, na perspectiva conjugal. O amor EROS é o amor físico e sensual, necessário para as relações do casamento.

• A expressão “eros” não se encontra nos originais do Novo Testamento. Contudo, “eros” é uma das quatro expressões do amor, e, sem dúvida, a que contém o mais alto teor de impurezas, estando muito distante do “ágape”.

• “Eros” é a expressão do amor carnal, do amor sensual, do amor desejo. Este desejo carnal, uma vez satisfeito, pode passar; pode transferir-se para outro objeto do desejo. Isto explica a pouca durabilidade de certos casamentos. Muitos casais são motivados apenas e tão-somente pelo “eros”.

• De “eros” deriva-se a expressão “erotismo”, que significa paixão sensual insistente.



• III - EM RELAÇÃO AO AMOR FRATERNAL, OS SANTOS DEVEM...

• 1) Revestir-se - Cl 3:14

• 2) Seguir - I Cor 14:1

• 3) Abundar - Fp 1:9; I Ts 3:12

• 4) Prosseguir - I Tm 2:15; Hb 13:1

• 5) Concorrer-se mutuamente - II Cor 8:7; 9:2; Hb 10:24

• 6) Ser sinceros - Rm 12:9; II Cor 6:6; 8:8; I Jo 3:18

• 7) Ser desinteressados - I Cor 10:24; 13:5; Fp 2:4

• 8) Ser fervorosos - I Pe 1:22; 4:8



• IV - O AMOR FRATERNAL DEVE SER EXIBIDO EM...

• 1) Ministrar às necessidades alheias - Mt 25:35; Hb 6:10;

• 2) Amar-se mutuamente - Gl 5:13

• 3) Aliviar os estrangeiros - Lv 25:35; Mt 25:35

• 4) Vestir os nus - Is 58:7; Mt 25:36

• 5) Visitar os enfermos - Jó 31:16-22; Tg 1:27

• 6) Simpatizar com os outros - Rm 12:15; I Cor 12:26

• 7) Apoiar os fracos - Gl 6:1-2; I Ts 5:14

• 8) Encobrir as faltas - Pv 10:12 cf I Pe 4:8

• 9) Perdoar os insultos - Ef 4:32; Cl 3:13

• 10) Ser paciente - Ef 4:1-2

• 11) Repreender os errados - Lv 19:17; Mt 18:15



• FONTES DE CONSULTA:

• 1) Pequena Enciclopédia Bíblia - CPAD - Orlando S. Boyer
• 2) Dicionário Teológico - CPAD - Claudionor Corrêa de Andrade
• 3) Bíblia Vida Nova
• 4) Colaboração para o Portal Escola Dominical : Prof. Antonio Sebastião da Silva
• 5) Apostila do Presbítero Ezequias Cardoso

segunda-feira, 20 de julho de 2009

LIÇÃO - 04 - JESUS, 0 REDENTOR E PERDOADOR

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
LIÇÃO 04 - DIA 26/07/2009
TÍTULO: “JESUS, O REDENTOR E PERDOADOR”
TEXTO ÁUREO – I Jo 1:9
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: I Jo 2:1-2; Ef 1:6-7; Apc 5:8-10


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I - INTRODUÇÃO:
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A queda do homem não apanhou Deus de surpresa, uma vez que Ele já havia provido um meio de redenção, através do sangue do Cordeiro morto antes da fundação do mundo.
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II – A PRIMEIRA PROMESSA DE REDENÇÃO:
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Gn 3:8-15 – Esta passagem bíblica focaliza, entre outros, os seguintes atributos redentivos de Deus: SANTIDADE e GRAÇA. Desses atributos surgiu a maravilhosa promessa de redenção de Gn 3:15, que tem sido chamado secularmente de o PROTO-EVANGELHO.
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ANALISANDO A PROMESSA – Existem grandes mistérios a serem desvendados em Gn 3:14-15. Com o auxílio do Espírito Santo, tentemos desvendar alguns deles:
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(1) O AUTOR DA PROMESSA: O SENHOR DEUS – Ele não foi apanhado de surpresa com o terrível fato da queda. Sabia Deus de antemão que a obra de Suas mãos estava sujeita ao pecado, de sorte que Sua provisão do Cordeiro foi feita antes mesmos da fundação do mundo (I Pe 1:18-19). Paulo menciona que foi Deus quem o propôs para propiciação pela fé no Seu sangue (Rm 3:25).
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(2) OS DESTINATÁRIOS DA PROMESSA – Embora o texto diga expressamente que as palavras do Senhor foram dirigidas à serpente, é fácil deduzir que a espada de dois gumes alcançou todos os espaços do universo.
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A) DEUS FALOU À SERPENTE – Já que a serpente teve o seu corpo utilizado como instrumento do mal, pois tornara-se templo de satanás, Deus tornou-a o destinatário ostensivo de Sua mensagem e dirigiu-lhe imediatamente uma mensagem de julgamento que continua de pé (Is 65:25).
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B) DEUS FALOU A SATANÁS – Em Gn 3:15 há uma mensagem direta para o adversário. Deus se refere ao conflito eterno entre satanás e Jesus, e prediz os acontecimentos futuros vinculados a esse conflito.
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C) DEUS FALOU À RAÇA HUMANA – As palavras desse PROTO-EVANGELHO são consoladoras e altamente esperançosas. A serpente que enganou nossos primeiros pais não enganará eternamente. Enquanto por um lado a Bíblia revela a onipotência e onisciência de Deus, por outro, ela deixa bem claro quanto às limitações e ao fim da ação de satanás (Lc 4:13; Jo 12:31; II Ts 2:8; I Jo 3:8; Apc 20:10).
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III – O RETRATO DE DEUS COMO REDENTOR:
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Is 63:16 – Os escritores do texto sagrado foram amplamente iluminados e inspirados pelo Espírito Santo na apresentação do Senhor nosso Deus na condição de Redentor da humanidade. Podemos dividir em três partes este quadro: O PAI, COMO REDENTOR DE ADÃO E EVA; O PAI, COMO REDENTOR DE ISRAEL; e o FILHO, COMO REDENTOR DA IGREJA. Vejamos, pois:
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1) O REDENTOR DE ADÃO E EVA – Não se pode alimentar dúvida quanto ao fato de que Adão e Eva foram salvos. A imensa misericórdia de Deus se manifestou para com eles de tal maneira que foram poupados do juízo eterno. O processo redentivo de Deus para com nossos primeiros pais desenrolou-se em quatro etapas, todas elas ricas de lições espirituais:
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A) DEUS CHAMOU ADÃO E EVA – Gn 3:9, 13 – Enquanto nas religiões do mundo os homens estão louca e desesperadamente a procura do seu deus, o Deus da Bíblia está cheio de compaixão por Suas criaturas pecadoras e rebeldes, procurando-as a fim de salvá-las (Lc 19:10; Is 1:18; 55:1-3; Jo 7:37-38; Apc 22:17).
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B) DEUS FEZ PROMESSAS A ADÃO E EVA – Gn 3:15 – Ao invés de se limitar a proferir juízos inclementes e condenar o casal pecador, como bem merecia, Deus decidiu encaminhar-lhes um raio de esperança, prometendo um futuro livramento através da semente da mulher.
*
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C) DEUS VESTIU ADÃO E EVA – Gn 3:21 – A túnica de peles com que Deus vestiu a Adão e sua esposa requereu a imolação dum animal. Sem dúvida alguma houve derramamento de sangue e aqui o princípio bíblico da substituição começou a ter lugar proeminente no processo redentivo da humanidade. Um animal inocente foi morto para que Adão e Eva revivessem espiritualmente. Sem dúvida, o sangue daquele animal simboliza o sangue do Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo (Jo 1:29).
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D) DEUS REMOVEU ADÃO E EVA DO JARDIM DO ÉDEN – Gn 3:23 – Embora o ato de expulsar o casal pecador do Jardim tenha significado um forte e doloroso juízo divino sobre aquele casal, na verdade ele também ressalva um ato de misericórdia e graça do Criador.
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2) O REDENTOR DE ISRAEL – Desde o dia em que o Senhor tirou com mão forte a nação israelita da opressão dos egípcios, o povo hebreu aprendeu a honrar a Deus e reverenciá-lo como seu Redentor (Ex 3:7; 12:13).
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3) O REDENTOR DA IGREJA – Jesus Cristo veio a este mundo enviado pelo Pai a fim de ser o Redentor. Paulo afirma que o sangue de Jesus é o instrumento hábil de nossa redenção (Ef 1:7; Cl 1:14).
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IV – ANALISANDO A NOSSA REDENÇÃO:
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Meditemos, a seguir, nos aspectos gerais da doutrina bíblica da redenção:
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1) A NECESSIDADE DA REDENÇÃO – Ao desobedecer a Deus, o homem entrou num processo de flagelação e debilidade. Por sua própria força era impossível erguer a cabeça e recuperar tudo. Humanamente não havia alternativa:
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A) O homem está debaixo da maldição do pecado – Gl 3:10-13; Rm 7:10;
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B) O homem escravizou-se ao pecado – Is 52:3; Rm 6:20; 7:14-15;
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C) O homem é impotente para livrar-se do pecado – Rm 7:19; Sl 49:7
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2) ÁREAS DA REDENÇÃO – Nenhuma parte do nosso corpo deve estar imune aos efeitos benéficos da redenção. Todo nosso ser está protegido pelo poder e virtude da salvação:
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A) A redenção envolve o espírito (Sl 31:5);
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B) A redenção envolve a alma (Sl 49:8);
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C) A redenção envolve o corpo (Rm 8:23)
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3) ABRANGÊNCIA DA REDENÇÃO – Ao preparar a redenção do homem, Deus não cogitou fazê-la vazia e de pouca expressão, mas, no Seu grande amor, pretendeu consumá-la de forma pujante e plena de bênçãos.
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A) A redenção envolve a justificação, de sorte que o crente é declarado inocente diante do Senhor (Rm 3:24);
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B) A redenção envolve a adoção e desta sorte o cristão entra na família de Deus (Gl 4:4-5);
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C) A redenção envolve a purificação, de modo que os pecados do passado desaparecem e dão lugar a uma vida nova com Deus (Tt 2:14).
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4) O PREÇO DA REDENÇÃO – A redenção significa um grande negócio efetuado pelo Filho de Deus. Significa que temos sido transferidos de propriedade. Antes pertencíamos ao pecado e a satanás; agora, pertencemos a Deus. O preço pago foi o sangue precioso do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.
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A) Comprados com seu sangue – At 20:28;
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B) Redimidos com o sangue – I Pe 1:18-19;
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C) Eterna redenção pelo sangue – Hb 9:12.
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V - CONSIDERAÇÕES FINAIS:



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Nº 1 = ALTAR DE HOLOCAUSTO;
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Nº 2 = PIA;
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Nº 3 = A MESA DOS PÃES DA PROPOSIÇÃO;
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Nº 4 = CASTIÇAL ou CANDELABRO ou CANDEEIRO;
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Nº 5 = ALTAR DE INCENSO;
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Nºs 6 e 7 - A ARCA DO SENHOR + O PROPICIATÓRIO
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"Os quais servem de exemplar e sombra das coisas celestiais, como Moisés divinamente foi avisado, estando já para acabar o tabernáculo; porque foi dito: Olha, faze tudo conforme o modelo que, no monte, se te mostrou" - Hb 8:5
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Para chegarmos à presença de Deus, temos que passar, obrigatoriamente, pelo caminho da cruz do Calvário, aceitando o sacrifício que Cristo Jesus fez por nós, pagando o preço de sangue, para nos resgatar da escravidão do pecado. O Senhor Jesus é e será para sempre o nosso PERDOADOR e REDENTOR. Amém.
extraido do blog do PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO.

sábado, 18 de julho de 2009

UTILIDADE PÚBLICA - GRIPE SUINA .

Gripe Suína - Perguntas e Respostas

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Questionário de Utilidade Pública
publicação de João Cruzué



"A principal via da transmissão do vírus da gripe suína (H1N1) tem muita semelhança com o da influenza sazonal: através de gotículas que são expulsas ao falar, espirrar ou tossir. Você pode prevenir a infeccão evitando ficar em contato com pessoas que mostram sintomas parecidos com uma gripe. Manter uma distância de aproximadamente um metro, se possível, e tomar as seguintes medidas:

1 - Evitar tocar sua boca e nariz
2 - Limpar completamente as mãos com água e sabão ou álcool em gel/
3 - Evitar ficar perto de pessoas que possam estar com gripe;
4 - Reduzir o tempo gasto em aglomerações, se possível;
5 - Melhorar a ventilação do seu ambiente abrindo janelas/
6 - Praticar hábitos saudáveis, como sono adequado, alimentação nutritiva, e fazer exercícios físicos. Fonte:OMS


)
PERGUNTAS E RESPOSTAS

1 - Quando se deve usar a máscara cirúrgica?

Se você não estiver doente não deve usar máscara. Mas é fundamental usá-la quando estiver cuidando de alguém infectado. E descartá-la imediatamente assim que sair de perto da pessoa, bem como precisar lavar várias vezes as mãos.

Caso esteja infectado com esta gripe, e for obrigado a viajar ou ficar perto de pessoas, você deve cobrir seu nariz e a boca.

O uso correto da máscara em cada situação é essencial. O uso incorreto, na verdade, leva ao aumento das chances de espalhar a doença.

2 - Qual a utilidade do álcool em gel para a limpeza das mãos?

Torna o vírus inativo se ele estiver nas mãos..


3 - Qual é a forma de contágio mais eficiente deste vírus?

Por contato, principalmente. A via aérea não é a mais efetiva para a transmissão. O fator mais importante para que se instale o vírus é a umidade, (mucosa do nariz, boca e olhos). O vírus não voa. Não alcança mais de um metro de distância.


4 - É fácil o contágio em aviões?

O ambiente não é propício para ser infectado.


5 - Como posso evitar o contágio?

Não passar as mãos no rosto, olhos, nariz e boca. Não ficar com pessoas com a gripe. Lavar as mãos ao menos 10 vezes por dia. Principalmente entre os dedos. Ao chegar no trabalho. Na escola. Em casa.


6 - Qual é o período de incubação do vírus?

Em média de 5 a 7 dias. Os sintomas aparecem quase imediatamente.


7 - Quando se deve começar a tomar o remédio?

Dentro das 72 horas os prognósticos são muito bons, a melhora é de 100%. Atenção: sempre com receita médica.


8 - De que forma o vírus entra no seu corpo?

Por contato, ao dar a mão ou beijar no rosto. Pelo nariz, boca e olhos, ao ficar próximo a infectados que tussam, espirrem..


9 - O vírus é mortal?

Não, o que ocasiona a morte é pneumonia. Uma complicação da doença causada pelo vírus.


10 - Qual risco dos familiares de parentes falecidos com a gripe?

Podem ser portadores e uma rede de transmissão em potencial.


11 - A água de tanques ou de caixas transmite o vírus?

Não, porque contêm cloro e outras químicas.


12 - O que faz o vírus para provocar a morte?

Uma série de reações como deficiência respiratória. Uma pneumonia severa é o que ocasiona a morte.


13 - Quando se inicia o contágio: antes dos sintomas ou até que se apresentem?

Desde que se tenha o vírus, antes dos sintomas.


14 - Qual é a probabilidade de se recair com a mesma doença?

De 0%, (zero porcento) porque a pessoa fica imune ao vírus.


15 - Onde o vírus é encontrado no ambiente?

Quando uma pessoa portadora espirra ou tosse, o vírus pode ficar em superfícies lisas como: maçanetas, dinheiro, papel, documentos, sempre onde houver umidade. Já que é impossível esterilizar o ambiente, recomenda-se radicalizar com a higiene das mãos.


16 - As pessoas asmáticas são mais propensas ao contágio pelo vírus da gripe suína?

Sim, são pacientes mais suscetíveis. Mas como se trata de um germe novo, todos igualmente são suscetíveis.


17 - Qual população está sendo atacada por este vírus?

Pessoas de 20 a 50 anos de idade.


18 - Quanto tempo vive o vírus da gripe "suína" numa maçaneta ou superfície lisa?
Resposta: Até 10 horas.


19 - Posso fazer exercício ao ar livre?

Sim. O vírus não anda no ar nem tem asas.


20 - O uso da Vitamina C tem algum valor?


Ela não serve para prevenir o ataque. Pode ajudar na resistência imunológica. Não se auto medique. Siga as orientações do médico.


21 - Quem está a salvo desta doença ou quem é menos suscetível?

Ninguém está a salvo. Por isso tome medidas preventivas, como a boa higiene dentro de lar, escritório, utensílios.


22 - O virus se move?

Não, o vírus não tem nem patas nem asas. A pessoa é quem o coloca dentro do próprio organismo.


23 - Animais de estimação são portadores deste vírus?

Deste vírus não. Provavelmente, contagiem outros tipos de vírus.


24 - Se eu for ao velório de alguém que morreu com a gripe suína posso me contagiar?

Com o morto não. Com os vivos já contaminados, sim.


25 -Qual é o risco para mulheres grávidas?

Mulheres grávidas têm o mesmo risco para dois. Uso de remédios antivirais, em caso de de contagio, só com estrito controle médico.


26 - O feto pode ter lesões se uma mulher grávida estiver contagiada?

Não sabemos que estragos possam ocorrer no processo já que é um vírus novo.


27 Posso tomar ácido acetilsalicílico (aspirina)?

Não é recomendável. Pode ocasionar outras doenças. A menos que você tenha prescrição médica, por problemas coronários.


28 - Adianta tomar medicamentos antivirais antes dos sintomas?

Não têm eficácia.


29 No caso da gripe “suína” pessoas com AIDS, diabetes, câncer, etc., têm maiores complicações que uma pessoa sadia?

SIM.


30 - Uma gripe convencional, forte, pode se converter em gripe “suína”?

NÃO!


31 - O que mata vírus (H1N1) da gripe “suína”?

O sol. Mais de 5 dias no meio ambiente. O sabão. Álcool em gel. E antivirais com prescrição médica.


32 - O que é feito nos hospitais para se evitar contágios a outros pacientes não infectados pelo vírus?

Medidas de isolamento.


33 - O álcool em gel é efetivo para evitar o contágio?

SIM! Muito efetivo.


34 - Se eu fui vacinado contra a influenza estacional, também tenho imunidade ao vírus da gripe suína?

Não! Ainda não existe vacina disponível contra este vírus.


35 - O vírus da gripe “suína” está sob controle no Brasil?

Não totalmente, apesar das medidas agressivas de contenção efetivas pelas autoridades sanitárias.


36 - O que significa passar de alerta 4 para o alerta 5?

A fase 4 não difere muito da fase 5. Significa que o vírus se propagou de pessoa-a-pessoa em mais de dois países. E fase 6 quer dizer que um vírus se propagou para mais de 3 países.


37 - Crianças com tosse e gripe têm influenza A ou gripe “suína”?

É pouco provável, pois as crianças têm sido pouco afetadas.


38 - Posso me contagiar ao ar livre?

Desde que haja pessoas infectadas que tussam ou espirrem perto de você, é possível.


39 - Posso comer carne de porco?

Sim, porque não há risco de contágio.


Revisão de redação por João Cruzué

Dra. Ismênia Ferreira S. da Silva é advogada do depto jurídico da AHM - P. Município de São Paulo

terça-feira, 14 de julho de 2009

LIÇÃO - 03 - JESUS, A LUZ DO CRENTE

TÍTULO: “JESUS, A LUZ DO CRENTE”
TEXTO ÁUREO - Jo 8:12
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: I Jo 1:5-7; Jo 1:4-12


I - INTRODUÇÃO:

O testemunho cristão começa no lar, estende-se ao trabalho e abrange todos os lugares onde chegar a influência do crente.

II - O CRENTE COMO LUZ DO MUNDO:

No V.T., os rabinos, ao referirem-se à luz, atribuíam-na sempre a Deus, à lei, a Israel, etc.

Assim é que Davi e seus descendentes aparecem como LÂMPADAS DE ISRAEL (II Sm 21:17 cf I Rs 11:36; 15:4; Sl 132:17; Lc 2:32)

Leiamos Fp 2:15 - SEM ESSA ILUMINAÇÃO QUE IRRADIA DO CRENTE, O MUNDO SERIA UM ABISMO DE DENSAS TREVAS.

Vejamos, pois, algumas características da luz:

1. A LUZ NÃO TEM PRECONCEITOS - Ela tanto brilha sobre um criminoso, como sobre uma criança inocente, sobre uma poça de lama, como sobre uma imaculada flor.

ASSIM DEVE SER O CRENTE NO DESEMPENHO DE SUA MISSÃO DE LUZ NO MUNDO, ESPARZINDO A LUZ DO EVANGELHO DE CRISTO SOBRE TODOS OS POVOS, RAÇAS, CULTURAS, TRIBOS e INDIVÍDUOS, INDEPENDENTE DE IDADE, SEXO, COR, RELIGIÃO, PROFISSÃO E POSIÇÃO.

2. A LUZ TEM QUE SER ALIMENTADA - (Mt 5:15-16) - A luz que iluminava as casas nos tempos de Jesus era de lamparina, alimentada através de um pavio mergulhado em azeite. O tipo de material da lâmpada variava, mas o combustível era um só - O AZEITE. A lâmpada, tendo o azeite, pode arder ao luzir. Caso contrário, é o pavio que se queima e danifica a lâmpada.

O MESMO OCORREU AO CRISTÃO VERDADEIRO. ELE DEPENDE SEMPRE DO ÓLEO DO ESPÍRITO SANTO PARA DIFUNDIR A LUZ DE CRISTO, A LUZ DO EVANGELHO; SE ELE MESMO QUISER BRILHAR ESPIRITUALMENTE, ISTO LOGO ACABARÁ, PORQUE ELE SE QUEIMARÁ. UM PAVIO SECO QUEIMA EM POUCO TEMPO.

Leiamos Jo 5:35 - Isto revela que João era um homem que tinha fogo, poder, fervor e luz da parte de Deus);

Leiamos também Ex 3:2-3 comparar com Dt 33:6; Mc 12:26; Lc 20:37; At 7:30, 35 comparar com Dn 3:21-25 - É o tipo de fogo que só queima impurezas, mas conserva o que é bom.

3. A LUZ NÃO SE MISTURA - Mesmo que ela ilumine um monte de lixo, ou cenas repugnantes, ela prossegue incontaminada na sua missão de iluminar.

Assim deve ser o crente: VIVER NESTE MUNDO TENEBROSO A DIFUNDIR A LUZ DE CRISTO E NÃO AS OBRAS INFRUTUOSAS DAS TREVAS (Lc 11:33-36)

4. A LUZ É PROGRESSIVA - A luz de lenha; luz de óleo; luz de gás; luz incandescente, isto é, a luz elétrica; luz fluorescente.

ASSIM DEVE O CRENTE CRESCER NA COMUNHÃO COM A LUZ DO MUNDO (Pv 4:18)

5. A LUZ É SANADORA - Brilhando intensamente e sem impedimento, a luz enxuga os brejos, drena a umidade, apressa a cicatrização de ferimentos e é germicida. O ambiente escuro propicia a proliferação de males que afetam a saúde de várias maneiras (Sl 91:6).

Quando um crente contribuir para piorar as coisas aqui, ele falhou como luz do mundo.

6. A LUZ É MISTERIOSA E SUTIL - Dos três raios que compõem a luz, apenas um deles é visível: O LUMÍFERO. Os raios AQUECEDOR e o TRANSMISSOR SÃO INVISÍVEIS, MAS SÃO REAIS. Sem qualquer um deles, não existe luz comum. Essa triplicidade da luz aponta para o Deus trino.

Ninguém pega a luz assim como se pega o sal. A LUZ SE VÊ, MAS NÃO SE PEGA. JÁ O SAL SE PEGA, MAS NÃO SE VÊ QUANDO ELE ENTRA EM AÇÃO.

7. A LUZ NORMAL É MANSA E DELICADA - Ela tanto brilha sobre um rochedo sólido e inabalável como sobre uma teia de aranha, tênue e frágil, sem danificá-la.

ASSIM DEVE SER VERSÁTIL E SÁBIO O CRENTE AO LEVAR A LUZ DE CRISTO, DO EVANGELHO, DA SALVAÇÃO, DO CONHECIMENTO DE DEUS AO PRÓXIMO.

8. A LUZ AVISA - Ela avisa nos painéis de comando, nas bóias náuticas, nos medidores, nos faróis de veículos terrestres e aéreos, nas torres e nos montes, nos sinais de trânsito etc. A negligência ante um sinal desses pode ser fatal.

Jesus compara os discípulos a UMA CIDADE EDIFICADA SOBRE UM MONTE. Mesmo que seja noite, uma pequena cidade situada em lugar alto, pode ser facilmente observada porque as fracas luzes que saem de suas modestas lamparinas tornam-se visíveis à grande distância.

O crente, igualmente, deve brilhar na escuridão deste mundo através de suas obras, sua retidão, sua justiça, seu trabalho, sua espontânea subordinação ao Senhor e de tudo quanto mais possa glorificar ao Pai que está nos céus.

III - LUGARES INADEQUADOS PARA A LUZ (Mt 4:21-25):

(A) DEBAIXO DO ALQUEIRE - O alqueire era uma antiga medida para cereais e líquidos. O que nos importa não é o objeto em si, mas o fato de algum colocar uma candeia ou uma lâmpada debaixo de tal utensílio. Se isso acontecer, certamente a luz será apagada, visto que não haverá o ar, que contém o oxigênio, elemento necessário à combustão ou queima do pavio, formado de algodão ou de outro material apropriado para queimar e fornecer luz.

O CRENTE EM JESUS É A LUZ DO MUNDO. Ao esconder-se, com vergonha de manifestar-se aos outros, ficará debaixo do ALQUEIRE do comodismo, do medo, da indiferença para com sua missão e perecerá, ao apagar-se, por falta do oxigênio do Espírito Santo.

(B) DEBAIXO DA CAMA (Mt 4:21) - A candeia constituía-se de um recipiente de barro ou de metal em que se colocava óleo ou azeite. Ele embebia um pavio, o qual, inflamado, produzia luz. Se colocada embaixo da cama, RESULTAVA EM UM DESASTRE, PODENDO PROVOCAR UM INCÊNDIO

IV - O QUE É VELADOR? (Mt 4:21b):

É um suporte no qual se coloca uma candeia, um lampião ou uma vela, de modo que alumie a todos. Normalmente, onde ainda existe tal utensílio, em lugares mais pobres, ele é fixado em local elevado. O velador é símbolo do lugar onde o crente, como luz do mundo, deve sempre estar. Esta localidade deve ser elevada moral e espiritualmente.

Leiamos Dt 28:13 - ATENÇÃO: Não devemos confundir as expressões “ESTAR EM CIMA” e “SER MAIOR”, pois significam ESTAR NA POSIÇÃO MAIS ELEVADA, QUAL SEJA, A DE SERVO DE DEUS, EM OBEDIÊNCIA A SUA VONTADE, COM HUMILDADE E AMOR (Lc 14:11)

V - ONDE O CRENTE DEVE BRILHAR?:

A) NO MEIO DA FAMÍLIA - (Jó 31:34) - As relações familiares, no dia-a-dia, às vezes, trazem conflitos entre os cônjuges, pais e filhos e vice-versa, e entre irmãos carnais. O lar torna-se o palco de batalhas espirituais tremendas e desafia a fé e a firmeza do crente. Mas ele é o velador, onde a sua luz (seu testemunho) deve iluminar. (Gn 37:3-4)

Não pode haver dois tipos de comportamento, um para fora e outro para dentro do lar. Onde estiver a luz, aí estará o brilho da sua presença.

B) NO TRABALHO - Cercado de colegas incrédulos, zombadores, escarnecedores, usados pelo diabo, é no ambiente de trabalho onde o cristão tem a oportunidade de brilhar ou ser apagado. PARA ILUMINAR, BASTA ESTAR CHEIO DO AZEITE DO SENHOR. PARA SER APAGADO, É SÓ FICAR DEBAIXO DO ALQUEIRE, acomodado, acuado, sem saber a maneira própria de conviver no meio profissional (Gn 39:3-6; Mt 17:24-27; Lc 20:21-25; Rm 13:7; Tg 5:1-6 cf Ef 6:5-9)

C) NA ESCOLA - O ambiente escolar constitui um meio usado pelo diabo para desencaminhar muitos servos do Senhor. Professores materialistas, adeptos dos cultos aos demônios, discípulos da chamada Nova Era, alguns até homoafetivos, incutem valores anticristãos entre os alunos. Jovens crentes, com medo e vergonha de manifestar sua fé, ficam DEBAIXO DO ALQUEIRE e acabam liquidados em sua fé.

Meditemos em Dn 1:8, 15 - Este jovem estudou na UNIVERSIDADE DA BABILÔNIA, mas BRILHOU PARA A GLÓRIA DE DEUS.

D) DIANTE DOS HOMENS - Mt 5:14-16 - Isso nos fala do testemunho em geral, não só de palavras, mas de obras do cristão, perante os homens. Muitos não conseguem brilhar diante de certas pessoas. Em lugar do óleo da unção do Espírito, deixam-se apagar pela água suja da influência dos ímpios. AS BOAS OBRAS SÃO INDISPENSÁVEIS A TODOS OS SALVOS (Ef 2:10; Tt 2:10)

E) NA IGREJA - Na igreja universal, só Deus sabe, de fato, quem emite a verdadeira luz. Na igreja local, no entanto, o testemunho das pessoas evidencia o brilho de sua luz. O TESTEMUNHO DO VERDADEIRO CRENTE MANIFESTA-SE ATRAVÉS DO FRUTO DO ESPÍRITO (Gl 5:22) e DOS DONS ESPIRITUAIS, QUE ORNAMENTA A IGREJA (I cor 14:1, 12)

VI - CONSIDERAÇÕES FINAIS:

A igreja foi colocada no mundo com duplo papel: COMO SAL, PARA INTERROMPER OU PELO MENOS RETARDAR O PROCESSO DA CORRUPÇÃO SOCIAL e COMO LUZ, PARA DESFAZER AS TREVAS.

FONTES DE CONSULTA:

1) Lições Bíblicas Maturidade Cristã - Ed. CPAD - 2º Trimestre de 1988 - Comentário: Equipe da DEC/DPU

2) Idem - idem - 4º Trimestre de 1994 - Comentário: Elinaldo Renovato de Lima

3) Idem - idem - 1º Trimestre de 1996 - Comentário: Geremias do Couto

4) Idem - idem - 4º Trimestre de 1996 - Comentário: Antônio Gilberto

5) A Bíblia Fala Hoje - A Mensagem do Sermão do Monte - ABU EDITORA - Autor: John R. W. Stott

6) Tesouro de Conhecimento Bíblico - Ed CPAD - Autor: Emílio Conde

7) A Bíblia Vida Nova - Edições Vida Nova

Publicado no blog Escola Bíblica Dominical para Todos/PELO Pr.GERALDO CARNEIRO FILHO.

LIÇÃO - 02 - JESUS, O FILHO ETERNO DE DEUS.

JESUS, O FILHO ETERNO DE DEUS

INTRODUÇÃO

Filho de Deus é uma expressão encontrada no Antigo Testamento (ou Bíblia Hebraica), em vários outros textos judaicos e no Novo Testamento. De acordo com a maioria dos estudiosos cristãos, a expressão se refere ao relacionamento entre Jesus Cristo e Deus. Desde os primeiros séculos da era cristã, sempre tem surgido heresias sobre a pessoa de Cristo, principalmente no que diz respeito à sua verdadeira humanidade e divindade. Sem dúvidas, um dos propósitos de I João era refutar esses falsos ensinos. Ninguém melhor do que o apóstolo João, um dos discípulos mais experientes, e o mais íntimo de Jesus, Para descrever a doutrina ortodoxa da cristologia.

A DIVINDADE DE CRISTO

Desde o tempo em que Jesus viveu na terra, as pessoas têm tido vários pontos de vista a respeito dEle. Alguns o chamaram de embusteiro (Mt 27.63). Alguns disseram que Ele desencaminhava as multidões; outros disseram que Ele era um bom homem (Jo 7.12). Alguns declaravam que Ele era um dos profetas, como Elias ou Jeremias (Mt 16.14). Seus discípulos confessaram sua fé em que Ele era o Cristo, o Filho de Deus (Mt 16.16). Depois do primeiro século houve continuados debates sobre a natureza e a identidade de Jesus. “As controvérsias cristológicas do fim do segundo século e do início do terceiro foram assim uma parte da dialética interna da fé cristã” (Ferguson 18). Para evitar os extremos do adopcionismo (Jesus era um bom homem a quem Deus adotou como seu Filho) e do modalismo (Jesus era a mesma pessoa que o Pai, que se manifestava em diferentes modos), “a solução ortodoxa foi afirmar ao mesmo tempo a unidade de Deus, a divindade de Cristo, e a distinção entre o Filho e o Pai” (Ferguson 18).

TÍTULOS ATRIBUÍDOS A JESUS NA BÍBLIA

Jesus se refere a si mesmo por vários títulos, e outros escritores do Novo Testamento se referem a Ele por várias descrições. Estas referências a Jesus demonstram uma alta cristologia na Bíblia. Elas mostram tanto a concepção que Jesus faz de si mesmo como os pontos de vista de outros sobre Ele.

Filho de Deus - Bíblia se refere freqüentemente a Jesus como o Filho de Deus. Ainda que Jesus não usasse isto para referir a si mesmo, Ele de fato falou de tal modo que apoiaria seu entendimento de que Ele era o Filho de Deus (Jo 5.17-19). Alguns tomaram a frase “Filho de Deus” para significar que Jesus era o “descendente” de Deus. Ela é usada, então, para dizer que a Bíblia ensina que Jesus foi um ser criado. Contudo, a frase “filho de” é aberta para diferentes significados na Bíblia. Ela pode significar “descendente”, porém não necessariamente em todo contexto. Ela pode também ter o significado de identidade, aquele que compartilha da mesma natureza ou exibe as mesmas características que outro. Por exemplo, Jesus se referiu a Tiago e João como “filhos do trovão” (Mc 3.17). Ele falou de “um filho de paz” (Lc 10.6). Judas foi mencionado como o “filho da perdição” (Jo 17.12). Portanto, “filho de” nem sempre traz uma idéia física, literal, de “descendente.” Com respeito a Jesus, Filho de Deus significa “aquele que tem as características essenciais e a natureza de Deus” (Louw e Nida 141). Quando Jesus declarou ser o Filho de Deus, Ele estava declarando ter uma relação inigualável com o Pai. Os judeus entenderam que Jesus quis dizer que Ele era “igual a Deus” (Jo 5.17-18; 10.30-38). Assim, ao afirmar que Jesus é o Filho de Deus, está-se afirmando que Jesus compartilhou da mesma natureza que o Pai. Ele é, em essência, “Deus o Filho.” Jesus é o Filho de Deus naquele muito inigualável sentido que Ele é uno com o Pai. Isso nada tem a ver com sua origem.

Filho do Homem - Jesus referiu a si mesmo freqüentemente como o “Filho do Homem”. Isso é usado cerca de 82 vezes nos Evangelhos. A primeira impressão que se tem do uso deste título é que ele identifica Jesus com a humanidade. A Bíblia ensina que Jesus era um humano real. “Filho do Homem” pode certamente implicar que Jesus compartilhava da natureza e caráter da humanidade. Parece, contudo, que isto não explica adequadamente a frase. Jesus nunca teve que provar que Ele era humano, era óbvio ao se olhar para Ele. Este uso do termo era uma auto-designação, mas parece haver aí mais do que isso. A evidência indicaria que a frase “Filho do Homem” também era messiânica por natureza. O melhor apoio para isto pode ser dado pelas afirmações messiânicas em Daniel 7.13-14, onde o Messias é retratado como um “Filho do Homem”, ou figura de aparência humana, a quem é dado “domínio, glória e um reino”. Isto prepara o ambiente para o uso do título por Jesus.

Jesus usou a frase “Filho do Homem” em diferentes situações. Primeiro, Ele usou-a para falar de si mesmo quando cumpria seu ministério na terra (Mt 8.20; 11.19). Segundo, Ele usou a frase para falar de si mesmo como sofredor nas mãos dos homens, que o maltrataram e o executaram (Mc 9.12, 31; Lc 24.7). Terceiro, Ele usou-a para se referir ao seu aparecimento em glória, como juiz supremo (Mt 16.27; 25.31; Jo 5.27). Jesus é tanto o “servo sofredor” como o juiz de toda a terra.

Primogênito - A Bíblia se refere a Jesus como “primogênito” (Cl 1.15-18; Rm 8.29). Este termo também é aberto a um par de significados. Ele poderia significar primogênito em tempo (Gn 27.19; Êx 11.5; Lc 2.7). Neste sentido ele se refere ao primeiro filho nascido numa família. Alguns têm tomado este significado e concluído que o uso da palavra “primogênito”, com referência a Jesus, significa que Ele foi o primeiro ser criado. Contudo, isto não se mantém. O termo “primogênito” também é usado para representar posição superior. Por exemplo, a Bíblia fala de “primogênito de morte”, significando a doença mais fatal e mortal (Jó 18.13). Is 14.30 fala de “primogênito dos desamparados”, significando aqueles que mais precisam de auxílio. Outras passagens usam o termo deste modo (Êx 4.22; Jr 31.9; Sl 89.27). Nestes casos ele significa “preeminente”.

A respeito de Jesus, “primogênito” significa aquele que é primeiro e preeminente sobre todos. Jesus existia antes da criação, e é superior à criação (Louw e Nida 117). Ele é chamado “primogênito entre muitos irmãos”, o que se refere à posição e não a tempo (Rm 8.29). Ele é chamado o “Primogênito dos mortos”, significando que Ele foi o primeiro a ser levantado para nunca mais morrer (Ap 1.5). Cl 1.15 deverá ser entendido como significando que Jesus é preeminente sobre toda a criação porque Ele mesmo é o Criador. “A palavra enfatiza a preexistência e incomparabilidade de Cristo com sua superioridade sobre a criação. O termo não indica que Cristo foi uma criação ou um ser criado” (Reinecker 567). Portanto o título “Primogênito” mostra uma alta cristologia; Jesus é superior a tudo. Isto demonstra ainda mais o ensinamento bíblico que o próprio Jesus é Deus.

Unigênito - A expressão “unigênito” (monogenes) aparece cinco vezes com referência a Jesus (Jo 1.14,18; 3.16,18; IJo 4.9). Novamente, isto nada tem a ver com a decisão sobre se Jesus é ou não um ser criado. É uma outra afirmação da posição ímpar mantida por Jesus. Em cada caso, ela significa “único” ou “só”: “pertencente ao que é único no sentido de ser o único da mesma qualidade ou classe” (Louw e Nida 591). Por esta razão, a Nova Versão Internacional explica, numa nota sobre Jo 3.16, que “unigênito” indica “único”. Isto é o que o termo significa com referência a Jesus. Ele foi o Filho único de Deus, o único de sua qualidade. É um título de posição, e não de origem.

DECLARAÇÕES QUE O IDENTIFICAVAM COMO DEUS

Ele declarou ter uma relação inigualável com o Pai - Ele não declarou apenas crer ou amar a Deus; Ele declarou que Ele e o Pai eram um (Jo 10.30). Ele não se referiu a si mesmo como um filho de Deus, mas o Filho de Deus. Jo 5.17-18 registra uma ocasião quando Jesus tinha feito um milagre justamente no sábado. Ele disse aos judeus: “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também”. Isto enfureceu os judeus, por isso “ainda mais procuravam matá-lo, porque não somente violava o sábado, mas também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus”. Eles entenderam que Jesus estava alegando ter uma relação com o Pai num sentido incomparável, e creram que isto era blasfêmia, pois Ele estava “fazendo-se igual a Deus”.

Ele declarava ter autoridade para perdoar pecados - Marcos 2 registra quando Jesus, confrontado com um homem paralítico, simplesmente disse: “Filho, teus pecados são perdoados”. Os judeus pensaram que isto era errado, pois ninguém “pode perdoar pecados a não ser Deus somente”. De modo a provar que ele tinha autoridade para perdoar, Jesus curou o homem. O direito a perdoar pecados é um direito divino.

Ele se declarou sem pecado - (Jo 8.29,46; 18.23). Outras passagens bíblicas apóiam esta declaração (Hb 4.15), que põe Jesus em nítido contraste com todos os outros, pois pecaram (Rm 3.23).

Ele declarou ter autoridade para julgar o mundo - (Jo 5.25-27). Ele disse que suas palavras haveriam de julgar no último dia (Jo 12.48).

Ele declarou falar as próprias palavras de Deus - Ele disse: “Minhas palavras não passarão” (Mt 24.35). Ele colocou suas próprias palavras em igualdade com as palavras de Deus.

Ele declarou ser o único caminho para a salvação - Ele disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim” (Jo 14.6). Não se pode ficar neutro diante de uma declaração como esta. Ela é estreita e exclusiva. Mais tarde, os apóstolos testemunharam que não há outro nome dado pelo qual podemos ser salvos (At 4.12).

Ele declarou ser o Autor e Doador da vida - “O Filho do homem dá vida a quem ele quer” (Jo 5.21). Ele se chamou o “pão da vida” (Jo 6.48), e a “ressurreição e a vida” (Jo 11.25).

Jesus exigiu a mais alta lealdade da humanidade - Ele disse que seus seguidores têm que negar a si mesmos e segui-lo (Lc 9.23). Ele disse a seus seguidores que eles têm que amá-lo acima de tudo o mais, incluindo membros da família (Lc 14.26; Mt 10.34-39).

Ele declarou cumprir todas as profecias do Velho Testamento a respeito do Messias - (Lc 24.44). Considerando quantas profecias há sobre o Messias, esta é uma admirável declaração. Uma vez que, conforme já foi demonstrado, o Velho Testamento liga o Messias a Yahweh, então a declaração de Jesus de ser o Messias é também uma declaração de divindade.

Jesus declarou ser Deus - Ao falar aos judeus sobre Abraão, Jesus disse: “Antes que Abraão fosse, eu sou” (Jo 8.58). Isto levaria os judeus de volta ao tempo quando Yahweh falou a Moisés no arbusto ardente, declarando ser “EU SOU O QUE SOU” (Êx 3.14). Por causa desta declaração os judeus pegaram pedras para atirar em Jesus, pois eles sabiam as suas implicações. Nesta afirmação, Jesus estava declarando existência eterna e auto-suficiência. Se Ele não fosse Deus, então isto realmente seria blasfêmia.

JESUS, O ETERNO FILHO DE DEUS

Assim como um filho participa da mesma natureza do pai; Cristo, como Filho de Deus, tem a própria natureza de Deus. Da mesma forma que "filho do homem" significa nascido de homem, assim também "Filho de Deus" significa Nascido de Deus. Por isso, dizemos que esse título proclama a divindade de Cristo. Jesus nunca é chamado um Filho de Deus. Ele é o Filho de Deus, em sentido único. Jesus mantém um relacionamento com Deus do qual nenhuma outra pessoa do universo participa. Vejamos:

Jesus tinha consciência de que era Filho de Deus. Quando Jesus foi encontrado no templo assentado no meio dos doutores. Ao ser batizado no rio Jordão, Jesus ouviu o próprio Deus dizer: “este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”. (Mt 3.17). E, durante o seu ministério, ao ouvir a confissão de Pedro, quando Disse: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus Vivo”, Ele respondeu-lhe dizendo: “bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus” (MT 16.16,17). Portanto, Jesus não tinha Dúvidas sobre a sua filiação.
Jesus mesmo declarou que era Filho de Deus. Diversas vezes, o próprio Jesus afirmou que era Filho de Deus: "portanto, qualquer que me confessar diante dos homens, eu o confessarei diante de meu Pai, que está nos céus." (Mt 10.32); "todas as coisas me foram entregues por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, Senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar." (Mt 11.27); “Meu Pai trabalha até agora, e Eu trabalho também”. (Jo 5.17); “pois o mesmo Pai vos ama, visto como vós me amastes, e crestes que saí de Deus.

CONCLUSÃO

A preexistência de Cristo significa Sua existência antes da encarnação. A Escritura o ensina muito claramente. Mas, mais que isso, ela ensina também que Ele existiu desde toda a eternidade. As seguintes passagens estabelecem claramente a preexistência e eternidade de Jesus Cristo: "No principio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus" (Jo 1.1). "Eu desci do céu" (Jo 6.38). "E agora, Pai, glorifica Tu a Mim, Tu mesmo, com a glória que Eu tive contigo antes que o mundo existisse" (Jo 17.5). O nosso propósito é viver para agradá-lo. Isto é, uma vida cheia da vontade de Deus e aguardar a sua vinda com muita alegria.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

- Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal - CPAD

- Ministério Palavra Prudente

- Lições Bíblicas – CPAD

- Wikipédia

- Manual bíblico de Halley – Ed. VIDA

- Comentário Bíblico do Novo Testamento. Mattew Henry - CPAD

Postado por Dc DANIEL FILHO.

terça-feira, 30 de junho de 2009

LIÇÃO - 01 - "A PRIMEIRA CARTA DE JOÃO"

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
LIÇÃO 01 - DIA 05/07/2009
TÍTULO: “A PRIMEIRA CARTA DE JOÃO”
TEXTO ÁUREO - II Tm 3:16
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: I Jo 1:1-4


I - INTRODUÇÃO:

I Jo 2:12-14 - A Primeira Carta de João foi escrita pelo já encanecido apóstolo, no ano 90 depois de Cristo, provavelmente em Éfeso. Ao contrário dos outros apóstolos, ele não dirige sua epístola a nenhuma Igreja ou pessoa em particular. Escreve para todos os cristãos, velhos e moços. Ele os chama pelo terno nome de “teknia”, que quer dizer “FILHINHOS”, “CRIANCINHAS”. Nesta Carta, Deus trata com Seus filhos nascidos de novo.

II - JOÃO, O DISCÍPULO DO AMOR:

Era filho de Zebedeu e Salomé, vindo, ao que parece, de uma família abastada, pois tinha empregados e sua mãe também serviu a Jesus(Mc 1:19-20; 15:40-41).

Inicialmente, João era conhecido como um dos “filhos do trovão” - Mc 3:17, que em diversas ocasiões agira com intolerância, caráter vingativo e espírito de intrigas (Mt 20:20-21; Mc 9:38; 10:35; Lc 9:49, 54).

Mesmo assim, João foi o discípulo a quem Jesus amava e foi o poder de Cristo que transformou este Galileu típico em “O APÓSTOLO DO AMOR”.

Ficou junto a Jesus na cruz do Calvário - Jo 19:25-27.

Contemplou o túmulo vazio na manhã da ressurreição - Jo 20:1-8.

Em Patmos foi arrebatado pelo Espírito e viu uma porta aberta para o céu - Apc 1:9-10; 4:1-2.

I Jo 1:1-4, 7; 2:13-14; 5:13 - João apresenta-nos o testemunho desses fatos, não havendo possibilidade de dúvidas quanto a eles. Ele dá-nos a prova daquilo que conhece. Ele tinha ouvido, visto e apalpado com as mãos a Palavra da vida. Ele deseja levar os leitores a essa íntima comunhão com o Pai e com Seu Filho, para que a alegria deles seja completa.

III - O GNOSTICISMO:

Gnosticismo (do Gr. Gnostikós = conhecimento) - Escola teológica que floresceu nos primórdios do Cristianismo. Contrariando as pregações dos apóstolos, seus adeptos diziam-se os únicos a possuírem um conhecimento perfeito de Deus. Seu arcabouço doutrinário considerava a matéria irremediavelmente má. Por isso, diziam que a humanidade de Cristo era apenas aparente. Os gnósticos foram muito combatidos pelo apóstolo João que, em suas epístolas, fazia questão de mostrar ser o Senhor Jesus verdadeiro homem e verdadeiro Deus.

O Gnosticismo defendia, particularmente, que :

1) O conhecimento é superior à virtude;

2) O verdadeiro significado das Escrituras está no sentido não literal e que só podem ser compreendidas por alguns poucos seletos;

3) O mal no mundo impossibilita que Deus seja o criador;

4) A encarnação é coisa incrível porque a divindade não pode se ligar a nada que seja material - tal como o corpo; e

5) Que não existe a ressurreição da carne.

Esta doutrina resultou no Docetismo, ascetismo e antinominianismo.

O Docetismo extremo defendia que Jesus não era humano sob qualquer aspecto, mas uma teofania meramente estendida, enquanto o Docetismo moderado considerava Jesus o filho natural de José e Maria, sobre o qual Cristo veio no momento do batismo. Ambas as formas da heresia foram atacadas por João na Primeira Epístola (I Jo 2:22; 4:2-3; 5:5-6).

Alguns gnósticos praticavam o ascetismo porque criam que toda a matéria era má. O ascetismo é largamente praticada por monges de todas as ordens religiosas. Constitui numa série de exercícios que tem como objetivo levar o homem à realização plena da virtude e à mortificação de certos desejos da carne. O ascetismo não preenche os requisitos bíblicos de uma vida verdadeiramente santificada (I Ts 5:23).

O antinominianismo, ou a anarquia religiosa, era a conduta dos outros, uma vez que consideravam o conhecimento superior à virtude (I Jo 1:8; 4:20).

IV - OBJETIVOS DA PRIMEIRA CARTA DE JOÃO:

Três vezes, na primeira epístola, João indicou o seu propósito em escrevê-la:

1. Para tornar o seu gozo completo (I Jo 1:4);

2. Para advertir seus leitores para não caírem no pecado (I Jo 2:1); e

3. Para dar aos fiéis, dentre os seus leitores, a certeza de que possuíam a vida eterna (I Jo 5:13).

Porém, é necessário ir além destas expressões de objetivo, a fim de estabelecer mais compreensivamente os vários objetivos, além dos declarados em mente, ao enviar esta carta para as Igrejas. Tais objetivos podem ser declarados como se segue:

1. Advertir contra falsos mestres, cujas idéias distorcidas, a respeito de Jesus, o Cristo, ameaçavam romper a comunhão - I Jo 2:18-25; 4:1-3.

2. Pelo simples gozo de partilhar a maravilhosa experiência que tivera de associação pessoal com Jesus - I Jo 1:4.

3. Estabelecer alguns importantes testes de discipulado e, desta forma, propiciar critérios pelos quais os seus leitores pudessem orientar a certeza de salvação e a posse da vida eterna. Os testes são estes:

(A) Andar na luz, que é a mesma coisa que obedecer aos mandamentos de Cristo (I Jo 1:7; 2:3-6);

(B) Guardar o superimportante mandamento de amar os irmãos (I Jo 2:9-11; 3:10, 15-16; 4:7, 20; 5:1-2);

(C) Ter fé em Jesus Cristo como o Filho de Deus (I Jo 2:23; 4:15; 5:1, 5, 10, 12-13);

(D) Viver uma vida de vitória sobre o pecado (I Jo 3:4-10; 5:18);

(E) Reconhecer a presença do Espírito de Deus na vida (I Jo 3:24; 4:13).

4. Deixar como um legado à posteridade a sua interpretação do amor que ele havia experimentado na vida e ensino de Jesus (I Jo 4:8, 16).

V - VISÃO PANORÂMICA DA PRIMEIRA CARTA DE JOÃO:

Alguns dos falsos mestres negavam a humanidade de Jesus - eles se recusavam a crer que Cristo havia vindo em carne.

Por outro lado, havia os que negavam a divindade de Cristo - eles declaravam que o homem Jesus não era o Cristo, o Filho de Deus.

Esses falsos mestres, a quem João procurava atacar com veemência, eram os precursores dos gnósticos consumados do segundo século. Por isso, a fé e a conduta estão fortemente entrelaçados nesta carta.

Os falsos mestres, aos quais João chama de “anticristos”, apartaram-se do ensino apostólico sobre Cristo e a vida de retidão.

De modo semelhante a II Pedro e a Judas, a Primeira Carta de João refuta a conduta e condena com veemência os falsos mestres com suas crenças e condutas destruidoras (I Jo 2:18-26; 4:1-5).

Do ponto de vista positivo, esta Primeira Carta de João expõe as características da verdadeira comunhão com Deus e revela cinco evidências específicas pelas quais o crente poderá saber, com confiança e certeza, quem tem a vida eterna.

1. A evidência da verdade apostólica a respeito de Cristo (I Jo 1:1-3; 2:21-23; 4:2-3, 15, 10, 20);

2. A evidência de uma fé obediente que guarda os mandamentos de Cristo (I Jo 2:3-11; 5:3-4);

3. A evidência de um viver santo, isto é, afastar-se do pecado para comunhão com Deus (I Jo 1:6-9; 2:3-6, 15-17, 29; 3:1-10; 5:2-3);

4. A evidência do amor a Deus e aos irmãos na fé (I Jo 2:9-11; 3:10-11, 14, 16-18; 4:7-12, 18-21); e

5. A evidência do testemunho do Espírito Santo no crente (I Jo 2:20, 27; 4:13).

Por fim, João afirma que a pessoa pode saber com certeza que tem a vida eterna, quando estas cinco evidências são manifestas na sua vida (I Jo 5:13).

VI - ESBOÇO DA PRIMEIRA CARTA DE JOÃO:

CAPÍTULO 1:

O apóstolo dedica sua epístola aos crentes em geral, com evidente testemunho de Cristo para promover a felicidade e o gozo deles - I Jo 1:1-4;

Demonstra que a vida de santidade é necessária para se ter comunhão com Deus - I Jo 1:5-10.

CAPÍTULO 2:

O apóstolo se dirige à expiação de Cristo como ajuda contra as fraquezas pecaminosas - I Jo 2:1-2;

Os efeitos do conhecimento salvador para produzir obediência e amor para com os irmãos - I Jo 2:3-11;

Os cristãos são tratados como filhinhos ou criancinhas, jovens e pais - I Jo 2:12-14;

Todos são advertidos contra o amor a este mundo e contra o engano - I Jo 2:15-23;

Exortação a permanecer firmes na fé e na santidade - I Jo 2:24-29.

CAPÍTULO 3:

O apóstolo admira o amor de Deus ao tornar os crentes Seus filhos - I Jo 3:1-2;

A influência purificadora da esperança de ver a Cristo - o perigo de ter esta pretensão, vivendo em pecado - I Jo 3:3-10;

O amor aos irmãos é o caráter é o caráter do verdadeiro cristão - I Jo 3:16-21;

Esse amor é demonstrado por seus atos - I Jo 3:22-24;

O benefício da fé, do amor e da obediência - I Jo 3:22-24.

CAPÍTULO 4:

Os crentes são advertidos contra dar atenção a qualquer um que tenha a pretensão fingida de ter o Espírito - I Jo 4:1-6;

O amor fraternal está em vigor - I Jo 4:7-21.

CAPÍTULO 5:

O amor fraternal é o efeito do novo nascimento que torna grato obedecer a todos os mandamentos de Deus - I Jo 5:1-5;

Referências às testemunhas que concordam em provar que Jesus, o Filho de Deus, é o verdadeiro Messias - I Jo 5:6-8;

A satisfação que o crente tem por Cristo e pela vida eterna por meio dEle - I Jo 5:9-12;

A certeza de que Deus ouve e responde as orações - I Jo 5:12-17;

A feliz condição dos verdadeiros crentes e a ordenança de renunciar à idolatria - I Jo 5:18-21

Fontes de consulta:

Comentário Bíblico Moody - vol. 5 - Charles F. Pfeiffer e Everett F. Harrison - Imprensa Batista Regular

Comentário Bíblico Broadman - JUERP

Dicionário Teológico - CPAD - Claudionor Corrêa de Andrade

Estudo Panorâmico da Bíblia - Editora Vida - Henriquetta C. Mears

Comentário Bíblico de Matthew Henry - CPAD

Bíblia de Estudo Pentecostal - CPAD

Publicado no blog Escola Bíblica Dominical para Todos

quarta-feira, 24 de junho de 2009

LIÇÃO - 13 - AMOR, A VIRTUDE SUPREMA.


LIÇÃO - 13 - AMOR, A VIRTUDE SUPREMA.

A MAIOR DE TODAS AS GRAÇAS ESPIRITUAIS - (13.1-13)

No NT, a palavra para amor (que em algumas traduções é expressa como caridade) é agape. Embora esse termo não fosse comum antes do nascimento da igreja cristã, ele já era conhecido. A Septuaginta (LXX) usa freqüentemente essa palavra e ela foi adotada pelos cristãos do primeiro século para designar um amor diferente tanto de eros (amor egoísta e ligado aos desejos), como de philia (simpatia natural, ou amizade).

Ágape é um amor que está em completa harmonia com o caráter da pessoa que o exprime. Dessa forma, no NT a palavra ágape expressa cuidado e compaixão por aqueles que são totalmente indignos. Era um amor dedicado aos outros sem qualquer expectativa de benefício ou recompensa. Era um sentimento supremo e redentor, e só poderia vir de Deus. Sua maior expressão foi revelada na cruz de Cristo. Ele passaria a ser uma marca registrada especial de todos os cristãos.

“O Maior Dom” é o amor porque: 1) E o dom mais essencial, 1-3; 2) E uma característica acentuada de Cristo, 4-6; 3) E o dom mais abrangente, 7; 4) E o dom mais permanente, 8-13.

1. O Amor é Essencial (13.1-3)

Os dons têm um lugar especial na igreja e são muito úteis. Mas o amor representa a essência da vida cristã, e é absolutamente necessário. Ele encontra um lugar mesmo entre os dons carismáticos, porém os dons sem a presença do amor são como um corpo sem alma.

a) O amor é maior que a habilidade de falar (13.1). Paulo começa apresentando uma possibilidade hipotética: Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos. Se uma pessoa tiver o excelente dom da oratória, ou de pronunciar expressões angelicais, mas não tiver o amor, ela não acrescentará nada às outras pessoas. Sem amor, o dom de falar se torna vazio e imprudente — ele é como o metal que soa ou como o sino que tine. O metal que soa (“gongo barulhento”, RSV) significa um pedaço de metal não lavrado ou gongo usado para chamar a atenção.

Tinir (alalazon) significa “colidir”, ou um som alto e áspero. O sino (ou címbalo, RA) consistia de duas meias circunferências que eram golpeadas causando um estrondo. A idéia aqui é de um inexpressivo som de metal em lugar de música.

O objetivo do apóstolo é mostrar que o homem que professa o dom da glossolalia, da forma como era praticada em Corinto, mas que não tem amor, na realidade não é mais que um instrumento metálico impessoal. Entretanto, a finalidade “do versículo não é colocar a glossolalia sem amor contra a glossolalia com amor, mas compará-la com o amor”. No cristianismo não há um substituto para o amor.

b) O amor é mais necessário que a profecia, o conhecimento (ou ciência) e a fé (13.2). Paulo colocou a profecia ao lado do apostolado (12.28), sem minimizar a sua importância. Mas embora a profecia seja demasiadamente inspiradora e vital para o progresso da igreja, ela não é tão necessária quanto o amor. Os mistérios são verdades que não podem ser conhecidas pela razão humana; eles são concedidos através da revelação divina.

Estes mistérios são verdades espirituais relacionadas com a história da redenção, especialmente as verdades de natureza escatológica, isto é, relacionadas com os futuros acontecimentos do plano de Deus para o mundo. A ciência não é mais que um entendimento intelectual. Como a ciência é um dom, ela contém um elemento místico baseado na experiência e no relacionamento pessoal. Aqui, a fé se refere ao extraordinário poder de realizar milagres; portanto ela é um dom. Toda a fé indica a possibilidade de ter esse dom em seu sentido mais amplo.

A igreja de Corinto dava muita importância às pessoas que tinham conhecimento dos assuntos humanos e divinos, e que conseguiam fascinar as outras com seus feitos de fé. No entanto, Paulo faz uma declaração arrebatadora, as dizer que alguém pode ter esses dons e ainda assim não ser nada. E o amor que faz a diferença. Mesmo sem esses dons, o amor ainda representa o supremo valor. Sem amor todos os dons são insignificantes.

c) O amor é mais importante que o auto-sacrifício (13.3). Paulo comparou o amor aos dramáticos atos de falar e às dinâmicas atividades da mente e do espírito. Agora o apóstolo se volta aos fatos da misericórdia e do sacrifício. Ele escreve:

Ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse caridade (ou amor), nada disso me aproveitaria. A palavra distribuir (psomiso) significa “partir e distribuir em pequenas porções; alimentar com pedacinhos; e pode ser aplicada até mesmo à repartição de uma propriedade em pequenas frações”. O verbo está no tempo aoristo, e indica que a ação se completou e a distribuição foi feita.

Mesmo vendendo suas posses e distribuindo o dinheiro em uma atitude única, completa e decidida, alguém ainda pode oferecer o seu próprio corpo para ser queimado. Essa expressão pode se referir ao ato de castigar o cristão como o criminoso que tem seu corpo marcado com ferro em brasa. Ou pode se referir ao martírio onde a pessoa experimenta a agonia da morte ao ser amarrada a um poste cercado de lenha para ser queimada. Outros pensam que o significado pode ser o da venda voluntária do corpo como escravo, a fim de angariar dinheiro para ajudar a causa de Cristo. De qualquer maneira, não importa o sacrifício que alguém tenha feito, se não houver amor, não haverá nenhum benefício.

2. O Amor é como Cristo (13.4-6)

a) É como Cristo em sua afirmação (13.4a). O amor é parente da paciência e da bondade. Paulo declara: A caridade (ou amor) é sofredora (makrothymia). Esse item significa paciência para suportar a injustiça sem sentir ira ou desespero. “O amor tem uma infinita capacidade de suportar”. Essa paciência envolve mais as pessoas do que as circunstâncias. Ser benigno (chrestotes) é ter um tipo de “bondade e de cortesia que vem do coração e que representa a contrapartida ativa da paciência”.

b) É como Cri sto em suas negações (13.4b-6). O amor se manifesta positivamente na paciência e na bondade.

Ele também se revela negativamente através das restrições que coloca a si mesmo. Assim sendo, podemos confiar no amor tanto pelo que ele faz, como por aquilo que ele não faz.

1)O amor não sente inveja (13.4). Invejar é um verbo usado às vezes em um sentido favorável, como em 12.31: “Procurai com zelo os melhores dons”. Essa palavra significa basicamente “ser zeloso por ou contra qualquer coisa ou pessoa”.6’ Quando usada em um contexto desfavorável, ela significa ser zeloso contra uma pessoa; portanto, ter ciúme ou sentir desprazer perante o sucesso de alguém.

2)O amor não se ufana (13.4, versão ARA). A expressão não trata com leviandade introduz uma vivida palavra que quer dizer “fanfarrão ou falador”,62 Ela é “usada em relação a alguém que louva suas próprias qualidades”.63 Essa advertência foi especialmente necessária aos coríntios, que eram inclinados a se orgulhar dos seus dons.

3) O amor não se ensoberbece (13.4). Ensoberbecer (physioutai) significa inflar, ofegar, suspirar. Portanto, quer dizer “inchado de orgulho, vaidade, e auto-estima”. E diferente de jactar-se, no sentido de expressar ativamente sentimentos de orgulho e egoísmo. Um homem pode ter um sentimento de auto-exaltação e ser suficientemente inteligente para disfarçá-lo através de uma demonstração de religiosidade. Dessa forma, ele não irá se expor às críticas de ser uma pessoa soberba. O amor elimina esse sentido interior de auto-exaltação, assim como a sua manifestação exterior.

4)O amor não se porta com indecência (13.5). Aqui Paulo está falando sobre o perfeito amor e a maneira como ele opera na vida cristã. O “caminho mais excelente” é o caminho da santidade. O apóstolo não está se referindo simplesmente a um ideal a ser alcançado, mas indicando uma experiência de amor que está no tempo presente. O momento é agora. Esse amor não se porta com indecência, não faz nada que seja “vergonhoso, desonroso ou indecente”. O amor demonstra o devido respeito para com aqueles que têm autoridade, e uma adequada consideração pelas pessoas sobre as quais a autoridade é exercida. O amor “inspira tudo que é conveniente e próprio na vida, e protege contra tudo que é inconveniente e impróprio”.

5) O amor não é interesseiro (13.5). Jesus descreveu a abordagem básica à vida cristã quando falou sobre o grão de trigo que cai na terra e morre para que possa viver (Jo 12.24). Esse é o amor cristão que está em direta oposição ao interesse egoísta. O egoísmo e o amor não podem residir no espírito do mesmo homem. O amor não pode encontrar a sua própria felicidade às custas dos outros. Isso não significa que o homem não deva se preocupar com o seu próprio bem-estar, nem que ele deva se descuidar de sua saúde física, de seus bens, felicidade ou salvação, Significa que o homem não deve fazer da sua felicidade pessoal e de seu bem-estar a principal motivação da sua vida, O amor leva o cristão a procurar o bem-estar dos outros, mesmo às custas do esforço, da abnegação e do sacrifício pessoal.

6) O amor não se irrita (13.5). O amor não se deixa provocar. “A leviandade é supérflua e dá um colorido diferente a uma afirmação que é absoluta: ele não é provocado, nem exasperado. Quando usada em um sentido desfavorável, a palavra irritar significa “provocar a ira, enervar”. Portanto, o amor não é melindroso, nem hipersensível, e não se ofende. Somente o amor pode vencer as irritações reais ou imaginárias que uma pessoa experimenta na vida.

7) O amor não suspeita mal (13.5). A palavra traduzida como suspeita (logizetai) significa levar em conta, acusar, calcular ou registrar. O amor não soma, nem atribui más intenções ou desejos perniciosos a um homem. Como Godet explica: “O amor, em vez de registrar o mal como um débito em seu livro contábil, voluntariamente ‘passa uma esponja’ sobre aquilo que ele suporta”

8)O amor não folga com a injustiça de qualquer espécie (13.6). O amor não participa de qualquer ato pessoal de pecado ou injustiça. Não se alegra com os vícios dos outros homens, nem encontra prazer quando outros se revelam culpados de algum crime. Pelo contrário, o amor se alegra com a verdade e encontra prazer nas virtudes dos outros. O amor e a verdade são irmãos gêmeos na família da fé. Esse amor não pode ser indiferente ou neutro; ele sempre é a favor de algum dos lados. O amor se retrai perante a injustiça, mas abraça a verdade.

3. O Amor é a Mais Abrangente de Todas as Graças (13.7)

Nesse ponto, o apóstolo muda seu tema de retumbantes afirmações negativas para emocionantes afirmações positivas. Os dons carismáticos, especialmente a glossolalia, estavam confinados apenas a algumas pessoas e tinham pouco valor prático. O amor, por outro lado, é tão amplo e abrangente quanto o espírito do homem que é moldado pela graça de Deus.

a) O amor tudo sofre, tudo suporta (13.7a). Na literatura clássica a palavra sofrer (stego) significava “cobrir, considerar em silêncio, manter confidencial”.69 Aqui, uma excelente tradução da idéia de Paulo é “o amor que lança um manto de silêncio sobre aquilo que é desagradável em uma outra pessoa”.7° Essa palavra também contém a idéia de suportar. Portanto, o amor pode ocultar ou suportar aquilo que é desagradável em alguém. Whedon comenta: “Assim como a mãe procura cobrir as faltas dos seus filhos, Paulo preferia ocultar os erros dos coríntios, ao invés de expô-los”.7’ O amor afasta os ressentimentos e espera o melhor das pessoas, mesmo quando as aparências indicam o contrário.

b) O amor gera confiança nos outros (13.7b). Os coríntios formavam uma multidão de céticos. Sentiam dificuldade em confiar uns nos outros. A rivalidade em relação aos vários dons havia produzido um abismo em sua confiança. Paulo diz a esses filhos problemáticos que o amor acredita em tudo; o amor tudo crê. O verbo crer (pisteuei) significa ter confiança nos outros, colocar a melhor interpretação em seus atos e motivos. Certamente Paulo não está sugerindo que um cristão cheio de amor seja uma pessoa extremamente crédula que acredita em tudo o que é apresentado à sua mente. Ele quer dizer que o amor está pronto para acreditar no melhor que existe nos outros e a tolerar as circunstâncias.

c) O amor produz uma esperança perpétua (13.7c). O amor nunca desiste — ele acompanha o homem até os limites da sepultura, sempre esperando o melhor. O amor não produz uma espécie de otimismo sentimental que cegamente se recusa a enfrentar a realidade, e se nega a aceitar o insucesso como definitivo. Em vez de aceitar o insucesso dos outros, “o amor irá se firmar nessa esperança até que todas as possibilidades de tal resultado tenham desaparecido, e é compelido a acreditar que a conduta não é suscetível a uma justa explicação”.

d) O amor permanece firme (13.7d). O amor permanece forte perante o desapontamento, é corajoso na perseguição e não se queixa. Suportar (hypomeno) significa “manter a posição, recusar-se a ceder, resistir”.73 Dessa forma, quando o cristão não consegue mais acreditar ou esperar, ainda assim ele pode amar. Essa permanência não é uma simples aquiescência, mas uma reação silenciosa e estável a pessoas ou eventos que não merecem paciência. O amor é permanente.

4. O Amor é a Graça Mais Completa (13.8-13)

Paulo atinge agora o seu clímax. Três dos dons de mais elevado conceito são mencionados como temporários. O permanente amor se coloca contra esse caráter temporário de todas as outras virtudes. Os dons carismáticos são parciais, enquanto o amor é perfeito.

a) O amor é eterno e nunca falha (13.8). Quando os redimidos estiverem diante de Deus, não haverá mais a necessidade de profecias. As línguas, tão consideradas pelo coríntios, cessarão, pois o homem estará livre de tudo que o separa de Deus e dos outros. A ciência — tanto a sabedoria adquirida pelo homem, como os mistérios revelados por Deus — desaparecerá perante o perfeito conhecimento de Deus.

b) O amor é perfeito e completo (13.9-12). Na consumação final da história redentora, todas as imperfeições serão substituídas pelo perfeito — Mas, quando vier o que é perfeito, então, o que o é em parte será aniquilado (10). Nesse dia, todas as imperfeições desaparecerão e tudo que aqui parece obscuro e incompreensível se tornará claro.

1) A imperfeição do entendimento parcial (13.11). O atual conhecimento do homem, comparado ao que ele terá no céu, é igual ao conhecimento de uma criança em relação ao de um homem maduro. Apalavra menino (nepios) quer dizer criança pequena, ou infante, embora sem nenhum limite específico de idade. Ela se refere ao primeiro período da existência antes da meninice ou da puberdade.

O verbo sentia (ephronoun) se refere aqui “ao primeiro e pouco desenvolvido exercício da mente infantil: a um pensamento que ainda não está ligado ao raciocínio”.74 O pensamento (logizomai) denota uma progressão para o entendimento, e de logizomai vem o significado de inferir as coisas ou relacionar conceitos. A idéia aqui é que quando Paulo amadureceu no amor cristão, ele abandonou as coisas infantis com deliberada decisão e finalidade.

2)A imperfeição da visão parcial (13.12). Paulo escreve: Porque, agora, vemos por espelho em enigma. Por causa da natureza dos espelhos da época de Paulo, seu reflexo era vago ou obscuro. O espelho dos gregos e romanos era um disco delgado de metal polido de um lado, sendo que o outro lado era liso ou continha algum desenho. Nessa época também eram feitos espelhos de vidro, mas não eram amplamente utilizados.

A palavra enigma (ainigmati) significa na verdade uma “adivinhação” e sugere um enigma ou uma obscura intimação. Portanto, da maneira como foi usada pelo apóstolo, a palavra significa de forma obscura, vaga, ou imperfeita. A expressão então, veremos face a face indica uma brilhante antecipação. Quando o homem estiver na presença de Deus sua visão será perfeita, e nada se colocará entre eles para obscurecer a presença de Deus.

O mesmo que acontece com a visão, acontecerá com o conhecimento. Paulo já havia afirmado que nosso conhecimento terreno é parcial (9), mesmo quando resulta de um dom especial. Contra esse conhecimento parcial o apóstolo coloca o perfeito conhecimento do redimido na presença de Deus. Os termos da versão TEV transmitem a seguinte idéia: “Agora, conheço em parte; mas, então, conhecerei de forma completa, assim como sou conhecido por Deus”.

3)A perfeição do amor (13.13). Fazendo um contraste com os dons temporários que tanto haviam ocupado a atenção dos coríntios, fica confirmada a permanência das três principais graças cristãs: Permanecem a fé, a esperança e a caridade. De acordo com Paulo a fé é essencial à salvação (Rm 3.28; Gl 2.20). E impossível viver sem esperança. Quando a esperança morre o espírito morre. Mas, dessas três graças cristãs básicas — a maior é o amor.

Faris D. Whitesell intitula esta exposição do capítulo 13 como: “A Excelência do Amor Demonstra a Sua Excelência”.

1) O amor torna os dons da vida aproveitáveis, 1-3;

2) O amor transforma os relacionamentos da vida em algo maravilhoso, 4-7;

3) O amor faz com que as contribuições da vida se tornem eternas, 8-13 (da obra Sermon Outlines on Favorite Bible Chapters).

Elaboração pelo:- Evangelista Isaias Silva de Jesus (auxiliar)

Igreja Evangélica Assembléia de Deus Ministério Belém Em Dourados – MS

Comentário Bíblico Beacon

domingo, 21 de junho de 2009

voz da verdade/ por amor.

terça-feira, 16 de junho de 2009

LIÇÃO - 12 - AJUDA AOS NECESSITADOS




ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
LIÇÃO 12 - DIA 21/06/2009
TÍTULO: “AJUDA AOS NECESSITADOS”
TEXTO ÁUREO – II Cor 9:7
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: II Cor 9:6-12






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I - INTRODUÇÃO:
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A Igreja de Cristo tem trabalha­do com grande afinco e denodo na tarefa de evangelização dos perdi­dos. Não obstante a Igreja prosseguir na sua tarefa principal, depara-se com o enorme desafio de atuar no ministério de compartilhamento com os menos favorecidos. Vejamos, pois, as bênçãos e o galardão de Deus para a igreja que exercita misericórdia para com os necessitados.

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II - OS CRISTÃOS POBRES DE JERUSALÉM:

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Leiamos Rm 15:25-29.

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1. O papel da Igreja na socieciedade - O objetivo principal da Igreja é glorificar a Deus (I Cor 10:31). Alguém pode perguntar: "A tarefa principal da Igreja não é a evangelização?" A resposta é afirmativa. Isso, porém, é conseqüência do glorificar a Deus. A atividade da Igreja se direciona em dois sentidos: vertical — adoração, autoridades espirituais; horizontal — servir ao próximo, atividades filantrópicas e sociais. Por isso Deus eseleceu ministérios na Igreja.

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2. O reconhecimento dos gentio - (v.27). Os gentios deviam se sentir endividados espiritualmente com os judeus; afinal Jerusalém era a igreja-mãe. Como nós, no Brasil, conhecemos os nossos pioneiros suecos, e temos uma admiração profunda pela Suécia, a nossa mãe, que nos enviou os primeiros missionários. Assim também, os gentios tinham apreço especial pelos irmãos judeus de Jerusalém.

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3. Jerusalém e suas necessidades - Agora, a igreja de Jerusalém padecia necessidades. O apóstolo Paulo era um homem muito cuidadoso. Tudo o que fazia, o fazia com dedicação e empenho (Ec 9.10). Seu cuidado com as igrejas não se res­tringia apenas ao plano espiritual. Paulo, sabendo dessa necessidade, levantou ofertas na Macedônia, na Acaia (v.26; 2 Co 8.1), em Corinto e na Galácia (l Co 16.1-3; 2 Co 8.6-11; 9.1-5), para suprir as necessida­des dos irmãos pobres de Jerusalém.

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4. Objetivo de Paulo - O apósto­lo Paulo via a necessidade de unir as igrejas gentias com a de Jerusalém. Os gentios ainda eram vistos com suspeitas por causa dos costumes judaicos. Essa oferta era um gesto espontâneo baseado no amor fraternal, e com isso levava os gentios a reconhecerem sua dívida espiritual com Jerusalém. Não era uma inovação, pois, cerca de 11 anos an­tes, juntamente com Barnabé, Paulo levou uma oferta para os necessita­dos de Jerusalém (At 11.30).

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III - A NECESSIDADE ATUAL:

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1. “Ministrar aos santos” (v.25). Essa expressão diz respeito ao ser­viço social prestado pelo apóstolo aos irmãos pobres de Jerusalém. Ministério significa serviço. Deus incluiu entre os ministérios dados à Igreja, o serviço social (Rm 12.8); depois, dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas" (l Co 12.28).

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2. Mazelas sociais - Mc 14.7 - Hoje se fala dos meninos e meninas de ruas juntamente com os idosos abandonados, da prostituição infantil, das freqüentes invasões de terra, do desem­prego e de outras mazelas. O que a Igreja tem feito para aliviar o sofri­mento dessa gente? É bom lembrar que desde o princípio do mundo que os trabalhos filantrópicos estiveram sempre ligados à religião (Tg l .27).

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3. Pão para quem tem fome - Não podemos ficar alheios ao sofri­mento do próximo (l Jo 3.17). Con­vém lembrar que uma cesta básica não resolve o problema do pobre. O problema é resolvido à medida que essas pessoas forem absorvidas no mercado de trabalho, ganhando seu pão com o suor do seu rosto. A ces­ta básica é um paliativo até que es­sas pessoas consigam emprego. O que não se deve é despedir sem nada o necessitado. Tiago chama esse pro­cedimento de fé morta (Tg 2.14-17).

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IV - A FILANTROPIA NA BÍBLIA:

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1. Esta palavra sig­nifica "humanitário, amigo da humanidade", e vem do grego filós, "ami­go" e anthropos, "homem". Ora, se os que não têm esperança estão sem­pre dispostos a ajudar a seu próxi­mo, por que não nós, que somos fi­lhos da luz? O cristão tem inclinação para ajudar os pobres e necessi­tados, porque ele é "participante da natureza divina" (2 Pe 1.4).

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2. Desde Moisés. O assunto da filantropia vem desde Moisés e per­passa toda a Bíblia. Jesus deu o exemplo de filantropia numa época em que não havia infra-estrutura e nem organização estatal. Quando falamos de trabalhos sociais e filantrópicos queremos mostrar as várias maneiras pelas quais a Igreja procu­ra socorrer os pobres nas suas neces­sidades. Como o pecado é a causa primária dessa miséria, enquanto o mundo subsistir, estas coisas estarão presentes.

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3. No Cristianismo. Não demo­rou muito para que os serviços soci­ais surgissem na Igreja. Os apósto­los delegaram esses trabalhos aos ir­mãos vocacionados, de boa reputa­ção, cheio do Espírito Santo e de sa­bedoria. Os apóstolos deram assim importância a essa atividade, não fi­cando alheios aos problemas dos necessitados. Isso está muito claro em Atos 6.1-6, quando houve a separação de crentes para o diaconato, a fim de servirem nesse ministério.

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V. AS BÊNÇÃOS DE DEUS:
1. Comunicar e comunicação - O apóstolo Paulo costuma usar o verbo "comunicar" ou o substantivo "comunicação" com referência ao ato de o cristão compartilhar o que tem com os demais (2 Co 8.4; Fp 4.15). A Versão Almeida Atualizada usa o verbo "associar". Isso diz respeito à ajuda aos necessitados (Hb 13.16) e também à ofertas ou ao sus­tento missionário (Fp 4.15).
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2. Deus promete retribuir – Quem ajuda ao necessitado, Deus o abençoa (2 Co 9.8-12). Temos a promessa de Deus de uma boa colheita – salário abençoado. Por isso, Jesus disse que é melhor dar do que receber (At 20.35). Jesus garantiu que quem assim faz, de maneira nenhuma perderá o seu galardão (Mt 10:42).
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3. A omissão dessa responsabilidade é pecado. Deus abençoa, tanto no sentido espiritual como no material aos que ajudam os necessitados. Ele aumenta os bens materiais para que também aumente as condições de ajuda aos necessitados. Quem dá ao pobre empresta a Deus (Pv 19.17). Qualquer omissão diante desta responsabilidade espiritual, pesa sobre a Igreja, pode resultar em graves conseqüências. A Bíblia diz que o "que retém o trigo, o povo o amaldiçoa" (Pv 11.26).
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4. A caridade fraternal. Infelizmente ainda há igrejas que continuam insensíveis às necessidades do pobre e aos serviços sociais. Dão muita ênfase à guerra espiritual, ao mundo invisível, mas não se importam com o mundo visível. Não devemos nos esquecer da hospitalidade, dos presos e dos maltratados Hb 13.1-3).
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VI - CONSIDERAÇÕES FINAIS:
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A generosidade cristã não deve restringir apenas aos trabalhos filatrópicos. Deve ser extensivo ao trabalho de Deus, nos dízimos e nas ofertas, para a expansão do reino de Deus. O ex-primeiro ministro de Is­rael, Ben Gurion, disse certa vez que Israel vive dos missim e nissim, jogo de palavras hebraicas que significa: "impostos e milagres". A obra de Deus se faz com recursos financei­ros - dízimos e ofertas -, e com os milagres. A igreja de Filipos tinha essa visão e não se esqueceu do após­tolo Paulo. O apóstolo ficou deve­ras agradecido aos filipenses pela lembrança e pela ajuda (Fp 4.14-19).
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FONTE DE CONSULTA
· Lições Bíblicas – CPAD – 2º Trimestre de 1998 – Comentarista: Esequias Soares
Extraido do Blog do PASTOR GERALDO CARNEIRO FILHO.

terça-feira, 9 de junho de 2009

LIÇÃO - 11 - A RESSUREIÇÃO DE CRISTO



ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL
LIÇÃO 11 - DIA 14/06/2009
TÍTULO: “A RESSURREIÇÃO DE CRISTO”
TEXTO ÁUREO – I Cor 15:20
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: I Cor 15:1-10


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I – INTRODUÇÃO:
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Mc 16.4,5 - Esta foi a maior descoberta de todos os tempos: o túmulo de Jesus vazio! Durante os dias em que Jesus esteve sepultado, Seus discípulos também estiveram sepultados na tristeza, na dúvida, no sentimento de derrota, e na incredulidade. Tudo isso e muito mais continuaria a escravizar a humanidade se Jesus não tivesse ressuscitado.
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II - O QUE É RESSURREIÇÃO:
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Sentido original - "tornar à vida", "levantar-se", "erguer-se", "despertar", "acordar".
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Sentido doutrinário - Ressur­reição é a outorga da vida ao que ha­via se extinguido fisicamente. É o ato do levantamento daquilo que havia estado no sepulcro.
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Exemplos de ressurreições no A.T.: O filho da mulher sunamita (2 Rs 4.32-37).
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Há um caso posterior mais im­pressionante: O profeta Eliseu já ha­via morrido e sido sepultado; um grupo de moabitas, para fugir de uma perseguição inimiga, lançou o seu morto na cova onde estava os restos mortais de Eliseu. Ao tocar os ossos do profeta, o morto reviveu e se levantou sobre seus pés (2 Rs 13:20-21).
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Exemplos de ressurreições no N.T.: a filha de Jairo (Mt 9.24,25);
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o filho de uma viúva de Naim (Lc 7:l3-15);
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Lázaro (Jo 11.43,44);
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Jesus (Lc 24.6);
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alguns corpos de santos, que foram vistos em Jeru­salém (Mt 27.52,53).
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Mais tarde, entre os apóstolos, Pedro orou ao Senhor e fez reviver a Dorcas (At 9.37,40,41).
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OBS: Os exemplos acima NÃO ERAM RESSURREIÇÕES EM TODO O SENTIDO DA PALAVRA, PORQUE AQUELAS PESSOAS TIVERAM QUE MORRER NOVAMENTE. PODEMOS CLASSIFICÁ-LAS MAIS PROPRIAMENTE COMO CURAS DO MAIS ALTO GRAU.
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A ressurreição, pois, não é a continuação da existência do espírito após a morte. Nem é somente o ato de o corpo reviver. O corpo ressuscitado tem poderes diferentes. Pode transportar-se rapidamente de um local para outro; traspassar obstáculos materiais que o corpo mortal não pode fazer. O corpo glorificado de Cristo traspassou os panos em que foi sepultado e as paredes do túmulo, deixando ali as faixas e o lenço com que Lhe envolveram o corpo. O Corpo de Cristo ressuscitado é o modelo e o penhor dos corpos dos Seus servos que um dia irão ressuscitar, porque Jesus é as primícias; Ele foi levantado para a imortalidade (Rm 6:9 cf Lc 24:39; I Cor 15:23, 43, 48-50; I Jo 3:2; Fp 2:20-21).
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III. PROVAS DA RESSURREI­ÇÃO DE CRISTO:
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1. Provas incontestáveis. Lucas escreve que, aos discípulos, "depois de ter padecido, [Jesus] se apresen­tou vivo, com muitas provas incon­testáveis, aparecendo-lhes durante quarenta dias" (At 1.3). Aos dois discípulos, no caminho de Emaús, Ele falou de suaressurreição, ao afirmar que se cumpriram as predições, e, "então lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras" (Lc 24.45).
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2. O testemunho dos anjos às mulheres - (Lc 24.4-7).
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3. O testemunho de Maria Madalena. João registra a chegada de Maria Madalena ao túmulo vazio e o seu diálogo com os dois anjos, que lhe certificaram da ressurreição do Senhor e que, logo após, viu Jesus em pé, o qual falou com ela (Jo 20.11-18).
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4. Jesus, ressuscitado, apare­ceu várias vezes aos discípulos. Du­rante os quarenta dias que antecede­ram a sua ascensão, o Senhor Jesus apareceu aos seus discípulos em dez ocasiões, sendo as cinco primeiras no dia da ressurreição. O Dr. Scofield expõe isto na seguinte ordem:
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A) a Maria Madalena (Mc 16.9-11);
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B) às mulheres que voltavam da sepultura com a mensagem do anjo (Mt 28.8-10);
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C) a Pedro, provavelmente à tarde (Lc 24.34; l Co 15.5);
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D) Aos discípulos, no caminho de Emaús, à tarde (Mc l6.12,13;Lc 24.13-32);
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E) aos discípulos, na ausência de Tomé (Mc 16.14; Jo 20.19-25);
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F) no domingo seguinte, à noite, na presença de Tomé presente (Jo 20.26-29);
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G) aos sete, junto ao mar da Galiléia (Jo 21.4-14);
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H) aos apóstolos e a mais de 500 irmãos (Mt 28.16-20; I Co l5.6);
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I) a Tiago (l Co 15.7); e
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J) seu último aparecimento registrado em sua ascensão no monte das Oliveiras (Lc 24.44-53; At 1.3-12).
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5. O túmulo vazio. Se os inimigos tivessem levado o corpo de Jesus, eles o teriam destruído e nunca mais seria visto por alguém, como aconte­ceu várias vezes. Se os discípulos tivessem roubado o corpo do Mestre, não sacrificariam seus bens e suas vidas pela causa do Evangelho, pois pregariam uma mentira. O túmulo vazio revela que Jesus ressuscitou e é verdadeiramente o Filho de Deus (Rm l.4).
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6. O poder, a alegria e a devoção da Igreja. Estas qualidades existentes na Igreja primitiva constituem provas reais da ressurreição de Jesus. Se Ele não houvesse ressuscitado, não fosse visto pelos discípulos e nem tivesse falado com eles, estariam tristes, desapontados, escondidos, como procederam antes de vê-lo ressuscitado.
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7. Os escritos do Novo Testamento. O Novo Testamento foi escrito por homens capazes de sacrificar suas vidas pela verdade e a justiça ensinadas por Jesus. Eles jamais escreveriam acerca de Cristo e seus ensinos, se Ele tivesse terminado sua missão em morte e desilusão (l Co 15.12-19).
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8. O batismo no Espírito Santo. O batismo no Espírito Santo e as manifestações sobrenaturais na Igreja, constituem provas irrefutáveis da ressurreição de Cristo. Jesus falou da vinda do Espírito, em plenitude, logo após sua glorificação (Jo 7.38,39). Pedro, no dia de Pentecoste, disse que Jesus fora exaltado à destra do Pai, e derramara o Poder do Alto sobre os discípulos (At 2.32,33). O Espírito Santo não teria descido no dia de Pentecoste, se Cristo não houvesse ressuscitado e subido ao Céu.
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9. A regeneração dos que crêem em Cristo. Se Cristo não tivesse ressuscitado, o Cristianismo seria apenas uma das muitas religiões, sem algum poder regenerador. Milhares de pessoas transformadas, regeneradas e salvas são provas autênticas de que Cristo voltou para o céu e enviou-nos o Espírito regenerador (Tt 3:5).
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IV – EFEITOS IMEDIATOS DA RESSURREIÇÃO:
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1. Trouxe alegria aos tristes - Maria Madalena chorava, ao pensar que Jesus falecera. A simples expectativa de um Cristo morto lhes trazia tristeza; porém, tinham maior angústia, ao imagina-Lo defunto. (Jo 20.20).
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2. Alertou a fé dos discípulos. Entre os duvidosos, Tomé parecia ser o mais incrédulo; mas, diante da real manifestação de Cristo ressuscitado, foi o primeiro a confessar: "Senhor meu, e Deus meu!" (Jo 20.28). Todos seriam esmagados pelas dúvidas e perplexidades, incertezas e desapontamentos, se Jesus não houvesse ressuscitado. Quanto a nós, não venceríamos as nossas dúvidas, se o corpo de Jesus continuasse no túmulo, ou tivesse sido roubado.
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3. Mudou o rumo da vida dos discípulos. Entre a morte e a primeira aparição de Cristo ressuscitado, muitos pensamentos negativos e pessimistas dominaram as mentes dos discípulos, que já se afastavam de Jerusalém, ao parecer-lhes terem abraçado uma causa perdida. Dois deles iam para Emaús, provavelmente ao retorno de suas atividades comuns. No entanto, ao ouvirem as palavras de Cristo ressuscitado, mudaram de idéia (Lc 24:31-35).
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a) Tiveram seus olhos abertos, para reconhecerem a Jesus (v.31);
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b) Seus corações,frios e insensí­veis, tornaram-se ardentes (v.32);
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c) Ao invés de permanecerem em Emaús, voltaram a Jerusalém, para testemunharem da ressurreição de Cristo aos discípulos e ao mundo, posteriormente. A certeza da ressur­reição de Cristo nos anima a cumprir a nossa missão de testemunhar esta verdade.
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V - EFEITOS REDENTIVOS DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO:
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Os efeitos daressurreição de Cris­to são experimentados e vividos por aqueles que nele crêem como Salva­dor pessoal.
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1. Separa o pecador dos seus pecados (At 3.26). Em Jesus cum­priu-se o predito pelo salmista: "Pois quanto o céu se alteia acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que o temem. Quanto dista o Oriente do Ocidente, assim afasta de nós as nossas transgres­sões" (SI 103.11,12). LeiaMiquéias 7.18,19.
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2. Constrange-nos a pensar nas coisas lá do alto (Cl 3.1). Pensar nas coisas do Céu é um eficiente método de comunicar-se com Deus. Em nós estão os meios de contato com o Senhor ou com o Diabo, com o Céu ou com o Inferno. Porque cremos em Cristo, que ressuscitou e está à direita do Pai, onde intercede por nós, torna-se possível ocuparmos o nosso pensamento em "tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável" (Fp 4.8); porque a nossa vida está escondida com Cristo, em Deus (Cl 3.3).
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3. Cristo, ressuscitado, tornou-se as primícias dos que dormem (l Co 15.20). O termo primícias tem relação com a ordem dos grupos que compõem a primeira ressurreição. Paulo explica isto ao escrever: "Cristo, as primícias; depois os que são de Cristo, na sua vida (l Co 15.23).
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4. A ressurreição de Cristo e a vida nova. Como efeito da ressurreição de Cristo, ressuscitamos espiritualmente para uma vida nova (Rm 6.5-11). Portanto, a ressurreição de nosso Senhor não significa que o Jesus humano tornou-se apenas um personagem da história passada, e, sim, que existe, como sua consequência, a extensão da palavra e da obra de Jesus em nossas vidas atualmente.
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5. A ressurreição de Cristo é a garantia da nossa justificação. "Aquele que foi entregue por nossos pecados, ressuscitou para a nossa justificação" (Rm 4.25).
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6. A ressurreição de Cristo é a certeza da nossa também. Como efeito da ressurreição de Cristo, ressuscitaremos em corpos incorruptíveis e imortais (l Co 15.50-53). Seremos semelhantes a Ele (l Jo 3.2), nos céus, em corpo idêntico ao de sua glória (Fp 3:20-21).
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VI – CONSIDERAÇÕES FINAIS:
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A RESSURREIÇÃO DE JESUS...
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1) Foi efetuada pelo poder de Deus (At 2:24; 3:15; Rm 8:11; Ef 1:20; Cl 2:12);
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2) Foi efetuada pelo Seu próprio poder (Jo 2:19; 10:18);
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3) Foi efetuada pelo poder do Espírito Santo (I Pe 3:18);
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4) Foi efetuada no primeiro dia da semana (Mc 16:9);
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5) Foi efetuada no terceiro dia após Sua morte (Lc 24:46; Mt 10:40; I Cor 15:4)


FONTES DE CONSULTA:
· Lições Bíblicas CPAD – 2º trimestre de 1990 – COMENTARISTA – GEZIEL NUNES GOMES
· Lições Bíblicas CPAD – 2º Trimestre de 1985 – comentarista: Antônio Gilberto
· Espada Cortante – Vol. II – CPAD – Orlando Boyer
EXTRAIDO DO BLOG DO PR. GERALDO CARNEIRO FILHO

sexta-feira, 5 de junho de 2009

PERSEGUIDOS PELO AMOR À CRISTO

PERSEGUIDOS PELO AMOR À CRISTO





Estatísticas básicas sobre religião no mundo:

De cada 100 pessoas ...

- 19 são muçulmanos (o islamismo é a religião que cresce mais rápido)
- 18 não têm religião ou são ateus
- 17 são católicos
- 17 são cristãos não-católicos (ortodoxos, anglicanos, protestantes, evangélicos, pentecostais)
- 14 são hindus
- 6 são budistas

Perseguição contra cristãos

- 1 em cada 3 cristãos sofre perseguição
- 1 em cada 10 pessoas é um cristão perseguido.

Ranking da perseguição contra os cristãos em 2009

POSIÇÃO - PAÍS - NOTA - OBSERVAÇÃO
1 Coreia do Norte 90,5 Perseguição Severa
2 Arábia Saudita 67 Opressão
3 Irã 67 Opressão
4 Afeganistão 63 Opressão
5 Somália 60,5 Opressão
6 Maldivas 60 Opressão
7 Iêmen 57,5 Opressão
8 Laos 55 Limitações Severas
9 Eritreia 55 Limitações Severas
10 Uzbequistão 54,5 Limitações Severas
11 Butão 53,5 Limitações Severas
12 China 52 Limitações Severas
13 Paquistão 51 Limitações Severas
14 Turcomenistão 50 Limitações Severas
15 Comores 50 Limitações Severas
16 Iraque 49 Limitações Severas
17 Catar 48 Limitações Severas
18 Mauritânia 48 Limitações Severas
19 Argélia 46,5 Limitações Severas
20 Chechênia 46 Limitações Severas
21 Egito 45,5 Limitações Severas
22 Índia 45 Limitações Severas
23 Vietnã 42,5 Limitações Severas
24 Mianmar 41,5 Limitações Severas
25 Líbia 41 Limitações Severas
26 Nigéria (Norte) 41 Limitações Severas
27 Azerbaijão 39,5 Algumas Limitações
28 Omã 39,5 Algumas Limitações
29 Brunei 38,5 Algumas Limitações
30 Sudão (Norte) 36,5 Algumas Limitações
31 Zanzibar 36 Algumas Limitações
32 Kuweit 36 Algumas Limitações
33 Cuba 35,5 Algumas Limitações
34 Tadjiquistão 35 Algumas Limitações
35 Emirados Árabes Unidos 35 Algumas Limitações
36 Sri Lanka 34,5 Algumas Limitações
37 Jordânia 34,5 Algumas Limitações
38 Djibuti 34 Algumas Limitações
39 Turquia 33 Algumas Limitações
40 Marrocos 32,5 Algumas Limitações
41 Indonésia 30,5 Algumas Limitações
42 Palestina 29,5 Algumas Limitações
43 Bangladesh 29 Algumas Limitações
44 Belarus 28 Algumas Limitações
45 Etiópia 28 Algumas Limitações
46 Síria 28 Algumas Limitações
47 Tunísia 26,5 Algumas Limitações
48 Barein 26 Algumas Limitações
49 Quênia (Nordeste) 24,5 Alguns Problemas
50 Cazaquistão 22 Alguns Problemas

Fonte: www.portasabertas.org.br

segunda-feira, 1 de junho de 2009

MISSÕES PORTAS ABERTAS

CRISTÃOS PERCEGUIDOS - O MÍNIMO QUE EU POSSO FAZER É ORAR POR ELES.


Segunda-feira, 1 de Junho de 2009



O QUE É O DOMINGO DA IGREJA PERSEGUIDA?

O Domingo da Igreja Perseguida (DIP) foi criado pelo Irmão André, fundador da Portas Abertas, com o objetivo de unir cristãos em torno de um só motivo: nossos irmãos que pagam um alto preço por sua fé.

A data varia de ano em ano, pois é marcada para o domingo seguinte ao de Pentecostes. Esse critério foi adotado porque, no relato bíblico em Atos 4, o início das perseguições aos cristãos acontece logo após a descida do Espírito Santo, com a prisão de Pedro e João. Simbolicamente, pode-se dizer que essa foi a "fundação" da Igreja Perseguida.

ORGANIZADORES VOLUNTÁRIOS MOBILIZANDO IGREJAS PARA O DIP
Em 2008, 1.719 igrejas brasileiras participaram do DIP. Essa mobilização só foi possível graças à ação de voluntários – pessoas que conhecem a causa da Igreja Perseguida e se prontificam a divulgar, em suas igrejas e comunidades, as necessidades dos nossos irmãos perseguidos.

Em 2009, o DIP acontecerá no dia 7 de junho. Precisamos de sua ajuda para envolver um número maior de participantes. Até que todas as igrejas brasileiras conheçam a realidade dos cristãos perseguidos, não podemos nos acomodar!

Nos meses que antecedem o DIP, a Revista Portas Abertas publica suplementos e testemunhos que servirão de ferramenta para o organizador. Se você ainda não recebe a revista, veja aqui como é fácil tê-la todos os meses em sua casa.

UM DIA INTEIRO DE ATIVIDADES: você escolhe a melhor para sua igreja
Um dia inteiro dedicado à oração e à lembrança desses irmãos que sofrem por sua fé! Irmãos que são exemplo de perseverança e de amor ao nosso Deus. As classes de escola dominical, as reuniões dos departamentos e os cultos desse dia poderão ser inteiramente dedicados ao DIP.

Esta é uma oportunidade para envolver adultos, jovens, adolescentes e crianças da Igreja brasileira com a Igreja Perseguida. E isso é feito por meio da oração e do relato de histórias e situações vividas p/ nossos irmãos.saiba mais sobre este assunto/ www.portasabertas.org.br

Lição - 10- Os Dons Espirituais




Doutrina: Dons Espirituais
Leitura: Rm 12.1-8

Deus tem um plano para cada um de nós, com propósitos bem definidos (Pv 16.4). O plano é perfeito e inclui a salvação em Cristo (2 Ts 2.13) e a capacitação para lhe servirmos (2 Co 5.18-20; Rm 1.5; 1 Pe 2.9).O plano de Deus é que sejamos muito produtivos na sua obra (Jo 15.8), dendo muitos frutos (Mt 7.19; 21.19; Lc 13.6-9). Essa é uma das características dos discípulos de Cristo. Para que possamos ser produtivos e cumprir a vontade de Deus, ele nos capacitou para isto, dando-nos os Dons Espirituais.
Os Dons Espirituais são para todos (1 Pe 4.10; 1 Co 12.7; Ef 4.16). Cada um de nós que fazemos parte do Corpo de Cristo, a Igreja, possui ou pode possuir pelo menos um dom espiritual.

Deus espera que cada salvo produza frutos para Ele e, certamente, nos capacitou para este fim. Deus não nos pediria para fazer algo que não pudéssemos fazer. Ele não faz acepção de pessoas (Rm 2.11), Ele não capacitou alguns somente e deixou outros sem dons. Portanto, os dons são para todos. Devemos conhecer melhor os dons espirituais, aprender a desenvolvê-los (2 Tm 1.6;1 Tm 4.14) e então usá-los com amor, na unção do Espírito Santo, para glória de Deus e crescimento do Seu reino.
O Que São Dons Espirituais?

São habilidades especiais concedidas pelo Espírito Santo a cada membro de Corpo de Cristo, segundo a graça de Deus, para serem usadas na edificação mútua deste Corpo. Os dons são concedidos pelo Espírito Santo, segundo a sua vontade (1 Co 12.11, 18) e não de acordo com o nível espiritual, o número de anos passados na igreja ou pelo cargo que alguém ocupe. A Bíblia fala de sete filhos do sumo-sacerdote em Éfeso que tentaram usar dons que não possuíam e passaram por grande vexame (At 19.13-16). Não é possível adquirir os dons espirituais (At 8.20). É Deus quem os dá.Deus tem vários propósitos para conceder os dons à igreja, alguns deles são:

* Promover a edificação da igreja (1 Co 14.26; Ef 4.12)
* Tornar os crentes mais produtivos (1 Co 12.7)
* Promover a unidade da igreja (Ef 4.13, 1 Co 12.25)
* Para proteger a igreja de falsas doutrinas (Ef 4.14)
* Para que Ele seja glorificado (1 Pe 4.11)

Deus repartiu com os membros dons diferentes (1 Co 12.29,30), para que haja diversidade na realização da Sua obra (1 Co 12.4-6), atendendo a cada necessidade do Corpo de Cristo (Rm 12.4-8; 1 Co 12.17-20). Esta diversidade dos dons também promove a inter-dependência entre os membros, para que ninguém se julgue superior ou auto-suficiente (1 Co 12.21,22).Os dons são dados por Deus para serem utilizados em sua obra. Não são simplesmente acessórios para enfeitar o trabalho de Deus, mas ferramentas para realizá-lo e devem ser utilizados da melhor forma, pois somos apenas despenseiros deles (1 Pe 4.10). Os dons pertencem ao Espírito Santo.Todos os dons são igualmente importantes (1 Co 12.22,23). Não existem dons melhores ou maiores. Em 1 Co 12.31 Paulo orienta a “procurar com zelos os melhores dons”. Entretanto, isto deve ser entendido como “dar grande valor”. Ademais, o verbo e o objeto estão no plural. Portanto, Paulo dirige-se ao Corpo como um todo e não a indivíduos isoladamente.Os dons capacitam o crente a fazer o serviço de Deus da melhor forma, mas isto não significa que o homem não possa cometer erros. Os dons devem ser praticados para adquirir-se experiência e maturidade no seu uso. Os dons são distribuídos em intensidades diferentes: uns mais, outros menos, segundo a vontade de Deus (1 Co 12.11), independente do nível espiritual do crente. Entretanto, cada um deve procurar desenvolver seus dons (2 Tm 1.6) e trabalhar com afinco para cumprir seu ministério (2 Tm 4.5). Os crentes não devem comparar-se com outros, pois cada um tem dons diferentes e todos são igualmente úteis. Devemos trabalhar alegremente com o que Deus nos deu. Se não estivermos satisfeitos com os dons que temos, seremos desobedientes, mas não eliminaremos a nossa responsabilidade. Devemos valorizar os dons que Deus nos deu e também os que Ele deu aos outros membros do Corpo de Cristo.
Qual a importância de descobrir os dons?

Paulo diz aos coríntios que eles não deveriam ser ignorantes acerca dos dons espirituais. Isto mostra a importância que ele dava ao bom uso destas gloriosas ferramentas divinas na igreja. Existem muitos benefícios em se descobrir os dons espirituais:

1. Para o crente: Ele será mais produtivo e mais capacitado para fazer a vontade de Deus na Sua obra. Assim torna-se mais feliz e realizado por descobrir aquilo que o Senhor quer que ele realize na Sua igreja e humildemente reconhece que é importante para Deus. Não fica em confusão, pois reconhece aquilo para o qual Deus o capacitou e pode direcionar seus esforços para um trabalho específico, alegremente trabalhando em conjunto com outros irmãos para expandir a causa do Mestre.
2. Para a igreja: A igreja experimenta um maior envolvimento de seus membros na obra de Deus, traduzindo-se em maior eficiência no seu serviço e em crescimento, tanto em quantidade quanto em qualidade de seus membros. O uso dos dons promove uma maior harmonia e unidade na igreja e diminui grandemente a possibilidade de que hajam áreas improdutivas, dada a diversidade dos dons.
3. Para a liderança: Uma vez que há um maior envolvimento dos membros no trabalho, o pastor e a liderança da igreja ficam mais aliviados, repartindo suas cargas e podendo dedicar-se especificamente aos seus ministérios (At 6.4).
4. Para Deus: Quando a igreja usa os seus dons, pessoas são salvas e isto alegra o Senhor (Lc 15.7,10,32). Por causa da eficaz aplicação dos dons, Deus é glorificado (para isto existimos - Is 43.21) e a Sua vontade é realizada.

Algumas coisas que às vezes são confundidas com os Dons:
1. Talentos naturais

Tanto os dons espirituais como os talentos são dados por Deus. Os talentos naturais, quando nascemos. Entretanto, os dons espirituais são concedidos somente aos que aceitaram Jesus como seu Senhor e Salvador, ou seja, a partir do seu novo nascimento (Jo 3.7). Os talentos podem ser consagrados a Deus para uso na Sua obra. Os talentos geralmente chamam a atenção das pessoas para aquele que o possui, atraindo elogios e louvor, enquanto que o dom espiritual deve chamar a atenção para Deus, dando-lhe glória. Assim como os dons espirituais, os talentos também variam quanto a diversidade e intensidade.
2. Cargos

Os cargos nem sempre possuem relação direta com os dons. Os cargos mostram a posição das pessoas no organograma da igreja, enquanto os dons mostram a capacitação para realizar tarefas. A igreja deveria analisar os dons de seus membros antes de colocá-los nos cargos, mas vendo a necessidade da obra e não propriamente a relação entre os dons e o cargo.
3. Dever cristão

Independente dos dons que possuímos, temos deveres como servos de Jesus e não podemos deixar de cumprir os mandamentos que recebemos dele. Nem todos temos o dom de Evangelista, mas todos recebemos o mandamento “Ide por todo o mundo” (Mc 16.15) e não podemos deixar de falar o evangelho. Não temos todos o dom de serviço, mas a Bíblia nos adverte: “Sirvam uns aos outros mediante o amor” (Gl 5.13). Mesmo que não tenhamos o dom da Exortação, não podemos deixar de cumprir o mandamento: “Encorajem uns aos outros todos os dias” (Hb 3.13).

Problemas no Uso dos Dons

1. Exaltação de um dom

Todos os dons são necessários e possuem o mesmo valor (1 Co 12.4,20,22) pois provêm da mesma fonte: Deus. Assim, não podemos valorizar exageradamente um dom, em detrimento dos demais. Paulo orienta os irmãos de Corinto (1 Co 14) a não valorizarem excessivamente o dom de Línguas, mas buscarem também a profecia e a interpretação de línguas. Outros dons, como o de Pastor ou Evangelista, são especialmente valorizados por conferirem um certo “status” aos que os possuem. Não há nenhum problema em desejarem-se estes dons (1 Tm 3.1), mas o objetivo de quem os busca deve ser a glorificação de Deus e não do homem.
2. Projeção de Dons

Alguém que possui certo dom torna-se muito eficiente na execução de determinada tarefa e sente forte chamado para trabalhar nisto. Todavia, por não reconhecer que esta “paixão” por este trabalho e a eficiência para realiza-lo provem do dom que possui, acredita que todos deveriam fazer o mesmo. Geralmente este problema acontece em decorrência de ignorância quanto aos dons espirituais. Se todos possuíssem os mesmos dons, o corpo seria aleijado (1 Co 12.15-17) e sentiríamos falta de dons que muitas vezes consideramos menores (1 Co 12.24,25).
3. Imitação dos Dons

O nosso adversário sempre trabalha para fazer com que os homens percam a confiança em Deus, desde o princípio (Gn 3.4). Assim, ele concede aos seus seguidores poderes para imitar a obra do Espírito Santo de Deus, como os magos do Egito imitavam os sinais operados por Deus através de Moisés (Ex 7.11). Os dons espirituais são imitados pelo adversário no intuito de confundir os homens. O dom de profecia é imitado pelos adivinhadores, o discernimento de espíritos pelos que usam de clarividência, os dons de curar pelos curandeiros que recebem supostos espíritos de médicos do passado e até o dom de línguas é imitado, por vezes, até dentro das igrejas, para promover confusão entre os irmãos.
4. Uso dos dons para proveito próprio

Quantos são os dons espirituais?
1 Coríntios 12 (9 dons)/Efésios 4 (5 dons)/Romanos 12 (5 dons)/1 Cor. 12.28-30
Palavra da sabedoria Apóstolos Ministério Dom de socorro
Palavra da ciência Profetas Exortação Ajuda
Evangelista Contribuição
Dons de curar Pastor Administrar
Operação de maravilhas Ensino Misericórdia
Profecia
Discernimento
Variedade de línguas
Interpretação

Outros dons:

Dom do Artesanato ou Habilidade Manual (Ex 31.2-5)

Dom da Comunicação Criativa (música, teatro, etc) (1 Cr 15.22)

Dom do Martírio (1 Co 13.3).

Dom da Pobreza Voluntária (1 Co 13.3).

Que devo fazer quanto aos dons?

Pedir a Deus, segundo a Sua vontade

Descobrir os dons que já tem, pela experimentação

Desenvolver os dons recebidosUsá-los com amor para glória de Deus

Aquele que sabe a vontade de Deus e não a cumpre será julgado com mais rigor do que aqueles que a desconhecem (Lc 12.47,48). Temos que trabalhar enquanto podemos (Jo 9.14).